Educação

MEC debate segurança nas escolas com senadores

Publicado

Com o objetivo de apresentar ações de combate e prevenção à violência nas escolas, o Ministério da Educação (MEC) participou, nesta segunda-feira, 15 de setembro, de audiência pública da Comissão de Educação do Senado Federal. 

Durante o encontro, a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Thaís Dias Santos, falou sobre a atuação do MEC e a articulação com os estados e municípios na agenda de prevenção de violências das escolas e construção de uma cultura de paz.  

Segundo ela, para construir estratégias de enfrentamento das violências nas escolas brasileiras o MEC escutou e dialogou com os gestores escolares e mapeou quais eram os tipos de violências que eles estavam enfrentando. Foram identificados três tipos de violência: aquelas que invadem as escolas; as institucionais e as cotidianas nas relações escolares.  

“A primeira camada são as violências que invadem a escola, como trabalho infantil, abuso e exploração sexual, tráfico de drogas, roubos, segurança no trajeto casa- escola, ataques de violência extrema contra escolas, com a suspensão das aulas em função de conflito armado em torno do ambiente escolar, e os ataques de violências extremas – quando geralmente um jovem estudante ou ex-estudantes invadem a escola com o intuito de matar”, explicou.    

Leia mais:  Mais Professores: redes pactuam oferta de 8 mil bolsas

As violências institucionais, comentou Santos, “são aquelas que usam métodos disciplinares abusivos, punições, humilhações, exclusão ou segregação de estudantes. Essas regras e práticas reforçam desigualdades pedagógicas discriminatórias. Já as violências cotidianas não podem ser mais normalizadas, como bullying, invisibilidade, discriminações por raça, gênero, classe, orientação sexual e mais recentemente as violências online, cyber agressões, cyberbullying, discursos de ódio e conotação sexual”, informou.  

Para combater essa realidade, a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas destacou que o MEC tem uma série de ações em parceria com o governo federal e o Poder Legislativo a partir da edição da Lei 14.643/2023, regulamentada pelo  Decreto Presidencial nº 12.006/2025, que institui o Sistema Nacional de Acompanhamento de Prevenção a Resposta de Violência em Ambiente Educacional (Snave).  

Nesse sentido, o MEC desenvolve dados e monitoramentos para organizar e disseminar informações sobre violência escolar para orientar políticas públicas e ações estratégicas; ações de formação dos profissionais de educação e da comunidade escolar para práticas de acolhimento, prevenção e enfrentamento das violências nas escolas; documentos orientadores, entre outros.  

Leia mais:  Webinário discute intersetorialidade na educação integral

O MEC também atua de forma integrada ao Operação Escola Segura, ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para garantir um ambiente escolar seguro. A iniciativa desenvolve ações preventivas e repressivas 24 horas por dia, em parceria com SaferNet Brasil, e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. 

Dados – Segundo o senador Paim, o Brasil está entre os países com os mais altos índices de violência contra professores. Uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que, semanalmente, 10% das escolas brasileiras registram episódios de intimidação ou abuso verbal contra educadores. A média internacional é de 3%. 

A audiência pública contou ainda com representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; do Ministério Público do Trabalho; do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente; da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; e da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Agência Câmara 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos

Publicado

Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário. 

“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou. 

Leia mais:  Mais Professores: redes pactuam oferta de 8 mil bolsas

O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas. 

Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.  

Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos. 

O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.  

Leia mais:  Pé-de-Meia: página facilita consulta aos pagamentos do programa

PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana