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Dólar recua a R$ 5,27 após decisão de juros nos EUA e Selic mantida; Ibovespa registra recorde

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O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, cotado a R$ 5,2717 por volta das 9h10, recuando 0,57% e operando no menor valor desde 6 de junho de 2024, quando encerrou em R$ 5,2498. Na véspera, a moeda americana havia subido 0,06%, sendo negociada a R$ 5,3012.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou ontem em 145.594 pontos, alta de 1,06%, e pela primeira vez atingiu a marca de 146 mil pontos, refletindo o otimismo do mercado com decisões recentes de política monetária.

Corte de juros nos EUA e Selic mantida no Brasil

Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed) anunciou o primeiro corte de juros do ano, reduzindo a taxa em 0,25 ponto percentual, com a expectativa de mais duas quedas até dezembro. O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que o mercado de trabalho enfraqueceu e que a instituição seguirá analisando a situação “reunião por reunião”.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, alinhando-se às projeções do mercado. A combinação do corte nos EUA e da manutenção da Selic contribuiu para o clima de otimismo na bolsa e estabilidade no câmbio.

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Bolsas globais refletem corte de juros

Os mercados futuros em Wall Street reagiram positivamente ao corte, com o S&P 500 avançando 0,86%, o Nasdaq 100 subindo 1,05% e o Dow Jones registrando alta de 0,69%. A expectativa é que a política de cortes continue até o final do ano, mantendo o apetite dos investidores.

Na Europa, as bolsas abriram em alta, com o índice pan-europeu STOXX 600 subindo 0,67%, enquanto Frankfurt (DAX +1,17%), Paris (CAC-40 +1,09%) e Londres (FTSE +0,36%) seguiram o mesmo movimento.

Na Ásia, os resultados foram mistos. Xangai (-1,15%) e o CSI300 (-1,16%) recuaram após realização de lucros, enquanto Tóquio (Nikkei +1,15%) e Seul (Kospi +1,40%) avançaram. Hong Kong registrou queda de 1,35%, e Sydney caiu 0,83%, refletindo a volatilidade regional mesmo diante do otimismo global.

Indicadores econômicos em destaque

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga hoje os pedidos semanais de seguro-desemprego, com expectativa de 240 mil novos requerimentos, abaixo dos 263 mil registrados na semana anterior.

No Brasil, a atenção se volta ao leilão de títulos públicos promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional, incluindo Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), sem indicadores domésticos de destaque previstos para o dia.

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Desempenho acumulado do dólar e Ibovespa
  • Dólar: Semana -0,98%; Mês -2,23%; Ano -14,22%
  • Ibovespa: Semana +2,34%; Mês +2,95%; Ano +21,04%

O cenário indica que o mercado brasileiro deve continuar acompanhando de perto tanto os movimentos de política monetária internacionais quanto a atuação do Banco Central, equilibrando expectativas de crescimento com estabilidade econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de café do Brasil pode atingir recorde de 75,65 milhões de sacas na safra 2026/27

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A produção brasileira de café para a safra 2026/27 foi revisada para cima pela consultoria Safras & Mercado, que passou a estimar um volume recorde de 75,65 milhões de sacas de 60 kg. A projeção anterior era de 71 milhões de sacas.

O novo número representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada, consolidando uma expectativa positiva para o setor cafeeiro nacional.

Condições climáticas favoráveis impulsionam produtividade das lavouras

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o bom desempenho das lavouras está diretamente ligado às condições climáticas observadas nos primeiros meses do ano.

Segundo ele, o regime de chuvas adequado e temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em maior carga produtiva.

“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada”, destaca o analista.

Esse cenário também confirmou as boas expectativas geradas durante o período de florada, reforçando o otimismo do mercado e justificando a revisão positiva da safra.

Café arábica lidera crescimento e se destaca na produção nacional

O principal destaque da revisão é o café arábica, cuja produção está estimada em 49,95 milhões de sacas, ante 46,70 milhões projetados anteriormente.

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Esse volume representa um avanço de 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca registrada em 2024.

Produção de conilon apresenta leve recuo, mas supera projeções iniciais

Já a produção de café conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa uma leve queda de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do recuo, o desempenho foi melhor do que o inicialmente projetado, que indicava queda de 6%. O resultado foi sustentado pelo crescimento da produção em Rondônia e por um desempenho acima do esperado no Espírito Santo.

Exportações de café recuam em março, com queda em volume e receita

No comércio exterior, o Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de café em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 7,8% no volume embarcado e retração de 15,1% na receita.

Embarques acumulados também apresentam queda no ano-safra

No acumulado dos nove primeiros meses do ano-safra 2025/2026, as exportações brasileiras somaram 29,093 milhões de sacas, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período anterior.

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Apesar da redução no volume, a receita cambial alcançou US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, refletindo preços mais elevados no mercado internacional.

Desempenho no primeiro trimestre confirma retração nas exportações

No primeiro trimestre deste ano, os embarques brasileiros totalizaram 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente às 10,739 milhões exportadas no mesmo período do ano passado.

A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, recuo de 13,6% em relação aos US$ 3,901 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2025.

Mercado acompanha safra recorde e ritmo mais lento das exportações

O cenário atual do café brasileiro combina expectativas de safra recorde, impulsionada por condições climáticas favoráveis, com um ritmo mais lento nas exportações, influenciado por fatores de mercado e logística.

A combinação desses elementos deve seguir no radar dos agentes do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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