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MTE divulga Caderno de Propostas aprovadas na 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), divulgou no dia 16 de outubro o Caderno de Propostas Aprovadas na 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes), realizada entre os dias 13 e 16 de agosto de 2025, em Luziânia (GO). O documento sistematiza as contribuições vindas das etapas estaduais, temáticas e livres que antecederam a 4ª Conferência.

Foram realizadas 183 etapas locais em todos os estados e no Distrito Federal, mobilizando diretamente mais de 16 mil pessoas. Além disso, 14 conferências temáticas e livres ofereceram subsídios qualificados para o debate na etapa nacional. O propósito central da Conaes foi debater a conjuntura nacional, avaliar as políticas públicas existentes e aprovar as propostas que subsidiarão o 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária.

A publicação resultou em um caderno com 243 propostas, organizadas em quatro eixos temáticos:

Eixo I – Produção, comercialização e consumo;

Eixo II – Financiamento: crédito e finanças solidárias;

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Eixo III – Educação, formação e assessoramento técnico;

Eixo IV – Ambiente institucional.

Na plenária final, foram aprovadas 80 propostas prioritárias, 20 em cada eixo, que consolidam diretrizes estratégicas para o fortalecimento da política nacional de Economia Popular e Solidária. Essas propostas representam avanços significativos na construção de uma política pública robusta, transversal e territorializada, reconhecendo a economia solidária como instrumento estratégico de promoção da justiça social, da sustentabilidade e da democracia econômica no Brasil.

A 4ª Conaes reuniu 1.236 participantes, entre eles 985 delegadas e delegados eleitos em todos os estados e no Distrito Federal, com critérios que garantiram 50% de representação feminina e 20% de jovens. Somaram-se ainda 152 pessoas convidadas e 99 profissionais de apoio, compondo um espaço plural que refletiu a diversidade e a força dos territórios que constroem a economia solidária no país.

Confira aqui o Caderno de Propostas Aprovadas da 4ª Conaes.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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