Tecnologia

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia vai receber 12 mil estudantes de 180 escolas do Distrito Federal

Publicado

Em Brasília (DF), a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) vai receber, até domingo (26), quase 12 mil estudantes de 188 escolas da rede pública e particular do Distrito Federal. Por meio de uma parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, foram organizadas caravanas de ônibus que visitarão o evento, que ocorre na Esplanada dos Ministérios. A parceria faz parte do Circuito de Ciências do DF, que promove a popularização da ciência. 

O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, afirma que a participação dos estudantes é uma tradição do evento. Segundo ele, as crianças são um componente essencial para o conhecimento científico seja cada vez mais democrático e acessível. 

“Desde a primeira edição, a participação das crianças é um ponto chave na Semana Nacional. Em cada laboratório que elas param, em cada área, como o Geoparque, a exposição sobre os oceanos, elas querem tocar, aprender, saber mais. Quando tomam consciência, elas são as que mais popularizam a ciência. Para nós, é fundamental essa participação e a parceria com o governo do Distrito Federal”, diz.  

Leia mais:  Especialistas discutem como expandir produção do biogás na agroindústria brasileira

A gerente de Programas e Projetos Transversais da Secretaria de Educação do DF, Raquel Vila Nova Lins, explica que a parceria com o ministério faz parte do Circuito de Ciências das escolas públicas do Distrito Federal e permite que a comunidade escolar compartilhe experiências durante a SNCT, que também abriga exposições de trabalhos científicos feitos pelos estudantes. 

“Essa colaboração representa não apenas o reconhecimento da qualidade e do impacto do trabalho desenvolvido nas escolas públicas, mas também a integração efetiva entre educação básica e as políticas nacionais de ciência e tecnologia”, afirma. 

Com atividades em todo o País, a SNCT é o maior movimento de popularização da ciência do Brasil. O tema desta edição é: Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. 

O evento é promovido pelo MCTI, sob coordenação da Sedes e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). 

Leia mais:  MCTI reúne dirigentes das unidades vinculadas para planejar ações que serão desenvolvidas em 2026

Leia também

22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa dia 21; veja a programação

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

Publicado

Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

Leia mais:  Universidades e institutos federais recebem reforço de R$ 200 milhões

O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

Leia mais:  ONU Meio Ambiente inclui software brasileiro em plataforma de conversão de dados globais de sustentabilidade

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana