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Em Brasília, representantes do MPor participam de debate sobre investimentos e futuro do setor logístico nacional

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O secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Tomé Franca, participou, nesta quarta-feira (22), do evento “Infraestrutura em Movimento: desafios para transformar o Brasil” realizado pelo grupo MoveInfra em Brasília (DF), que reuniu gestores públicos, representantes da iniciativa privada e operadores do setor logístico para discutir ações e projetos voltados ao desenvolvimento de portos, aeroportos, hidrovias, estradas e ferrovias.

Em painel sobre os investimentos realizados pelo Governo Federal em portos e aeroportos, Franca falou sobre as expectativas e os investimento para os setores. “Na aviação, a expectativa é de que no biênio 2025-2026 alcancemos a marca de R$ 10 bilhões, entre recursos públicos e privados, investidos em infraestrutura no setor. Na área portuária, temos uma robusta carteira de leilões que vai permitir investimentos de aproximadamente R$ 30 bilhões por meio de arrendamentos Um volume de investimentos que denota a prioridade com que o Governo Federal trata o setor logístico, fundamental para fazer nossa economia girar, abrindo oportunidades e levando desenvolvimento para todo o país”, declarou o secretário.

O futuro do setor logístico também esteve em pauta. Para o diretor de relações institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter Luís Souza, é preciso mudar o perfil de transporte de carga no país. “Não podemos continuar transportando dois terços das cargas por caminhões e 90% dos passageiros por rodovias. É mais caro e menos sustentável. Temos que mobilizar o setor para que os projetos criados pelo Governo Federal sejam cumpridos e possamos ter uma nova realidade logística”, afirmou.

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Presente no evento, o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, falou sobre o momento de virada na forma de enxergar o transporte fluvial no Brasil. “Pela primeira vez, o país conta com uma secretaria dedicada exclusivamente às hidrovias e à navegação, o que mostra a prioridade que o governo dá ao setor. Nosso principal projeto é o de concessão de serviços hidroviários, inspirado no modelo das concessões rodoviárias. A infraestrutura continua pública, mas a execução de serviços como dragagem, sinalização e monitoramento passa a ser feita por um parceiro privado, com metas de desempenho e contratos de longo prazo”, pontuou o secretário.

Transporte Aéreo
Também nesta quarta-feira (22), o secretário executivo, Tomé Franca, e o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, participaram do XXII Simpósio do Transporte Aéreo (Sitraer), promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA) e pela Universidade de Brasília (UnB). O evento reuniu especialistas e pesquisadores para debater os avanços nos setores aeronáutico, relacionado às operações em voo e aeroviário voltado às operações em terra.

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Para Daniel Longo, as discussões promovidas pelo Sitraer são altamente qualificadas e fundamentais para quem atua na formulação de políticas públicas. “É um espaço em que conseguimos ouvir a academia, identificar oportunidades de melhoria, ajustar rotas e mapear desafios que ainda precisam ser enfrentados pelo setor aéreo”, destacou.

Segundo Longo, o Ministério de Portos e Aeroportos, por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), tem buscado fortalecer a integração entre governo e academia, de forma a transformar o conhecimento técnico e científico em políticas mais precisas e efetivas.

“O Ministério mantém uma parceria muito próxima com diversas universidades, com projetos que vão desde estudos de projeção de demanda até o georreferenciamento de sítios aeroportuários. Essa troca constante com o meio acadêmico agrega valor, eleva o nível de acurácia das nossas entregas e garante que as ações do Ministério estejam realmente alinhadas às necessidades da sociedade e do setor de transporte aéreo”, concluiu o secretário.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil recebe 75,6 mil pedidos de refúgio em 2025 e ultrapassa 165 mil refugiados reconhecidos

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Brasília, 22/6/2026 – O Brasil recebeu 75,6 mil novos pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2025 e soma 165.774 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo Estado brasileiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) na publicação Refúgio em Números 2026, apresentada pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), anuário produzido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Refugiado e aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, realizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

O levantamento mostra que o número de pessoas reconhecidas como refugiadas cresceu 5,9% entre 2024 e 2025. Desde 2010, o País acumulou 551.072 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

Realizado no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o evento reuniu representantes do Governo Federal, organismos internacionais, academia, sociedade civil e comunidades refugiadas para debater os desafios da proteção internacional e os avanços do Brasil no acolhimento e na integração de pessoas refugiadas.

O relatório também registra uma mudança no perfil dos solicitantes de refúgio. Pela primeira vez, Cuba ultrapassou a Venezuela em número de novos pedidos e respondeu por 55,4% das solicitações registradas em 2025. Os venezuelanos representaram 28,1% do total. O levantamento identificou ainda solicitantes oriundos de 177 países.

Durante a abertura do evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou a importância histórica da Convenção de 1951 e o compromisso brasileiro com a proteção internacional.

“Essa data não marca apenas a assinatura de um tratado, mas a reafirmação da própria dignidade da pessoa humana diante do desafio do deslocamento forçado. Ao reconhecer a pessoa refugiada como sujeito de direitos, o Estado cumpre uma de suas funções mais elevadas: servir à lei, à justiça e à dignidade humana”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Brasil tem consolidado políticas voltadas à proteção e à integração de pessoas refugiadas, citando instrumentos como o reconhecimento da condição de refugiado, os vistos humanitários e o Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário.

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“Os relatórios apresentados hoje reforçam a relevância de políticas públicas baseadas em dados e evidências para qualificar a atuação estatal. O Brasil segue sendo reconhecido internacionalmente como um País capaz de proteger, acolher e reconhecer em cada pessoa refugiada uma vida com direitos, capacidades e futuro”, declarou.

Dia Mundial do Refugiado
Dia Mundial do Refugiado. Foto: Isaac Amorim/ MJSP

Acolhimento e integração

A secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, destacou que a política de refúgio tem papel estratégico para o desenvolvimento social e para a promoção dos direitos humanos.

“O refúgio é um instrumento de transformação da sociedade brasileira e do mundo. O Brasil consegue dar exemplo de um paradigma que reúne segurança, direitos humanos, acolhimento e desenvolvimento social”, enfatizou.

Segundo a secretária, o trabalho desenvolvido pelo Estado brasileiro é resultado da atuação articulada entre Governo Federal, organismos internacionais, academia e sociedade civil. “Trata-se de uma política pública fundamental, construída coletivamente e comprometida com a proteção da dignidade humana”, acrescentou.

Desafios globais

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, destacou que o contexto atual reforça a relevância da Convenção de 1951 e da cooperação internacional para garantir proteção às pessoas deslocadas à força.

Segundo ele, os números globais evidenciam a necessidade de fortalecer os sistemas de proteção. “Mais de 117 milhões de pessoas estão deslocadas à força em todo o mundo. Esses dados lembram que a necessidade de proteção internacional não diminuiu; ela se tornou ainda mais urgente”, observou.

Torzilli também reconheceu o papel desempenhado pelo Brasil no fortalecimento das políticas de acolhimento e integração. “O Acnur agradece ao Brasil por continuar promovendo espaços de diálogo, fortalecendo seu sistema de proteção internacional e buscando soluções que permitam não apenas proteger, mas também integrar pessoas refugiadas, deslocadas e apátridas”, disse.

O relatório Tendências Globais, com dados sobre deslocamento forçado no mundo e nas Américas, também foi apresentado no primeiro painel do evento. Acesse o relatório aqui: https://www.acnur.org/br/noticias/comunicados-imprensa/relatorio-tendencias-globais-2025

Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
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Programa é institucionalizado

Durante o evento, o ministro Wellington Lima assinou o ato de institucionalização do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário. Coordenado pelo MJSP, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e outros órgãos do Governo Federal, e implementado em parceria com a sociedade civil, o Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o programa constitui uma iniciativa inovadora da política brasileira de acolhida humanitária.

Implementado inicialmente como projeto-piloto voltado à população afegã, o programa tem promovido a acolhida, a proteção e a integração de pessoas em situação de vulnerabilidade por meio do engajamento direto de organizações da sociedade civil e comunidades locais. Sua institucionalização representa um passo importante para consolidar a experiência e permitir sua expansão gradual a outros grupos que necessitam de proteção e acolhida humanitária.

Programação

Além da apresentação dos relatórios Refúgio em Números 2026, o encontro contou com um bate-papo com a cantora e refugiada iraniana Mah Mooni, que compartilhou sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil.

A programação também incluiu um painel dedicado aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, reunindo especialistas, representantes do governo, da academia, da sociedade civil e de organismos internacionais para discutir os desafios atuais da proteção internacional e as perspectivas para o fortalecimento das políticas de refúgio no Brasil.

Também compuseram a mesa de abertura o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a secretária-executiva adjunta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Isadora Lacava; a secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Márcia Loureiro; o subprocurador-geral da República, André de Carvalho Ramos; e o representante do Acnur no Brasil, Davide Torzilli.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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