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Segundo dia das Caravanas da Inovação tem painéis sobre tecnologia, sustentabilidade e proteção das crianças

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O segundo dia das Caravanas da Inovação Portuária reuniu, nesta quarta-feira (6), no Instituto Superior do Litoral do Paraná (Isulpar), especialistas, gestores e representantes do setor para uma programação focada no fortalecimento da cultura de inovação e na construção de soluções estratégicas para os desafios do sistema portuário brasileiro. Ao longo do dia, especialistas se dividiram em cinco painéis para debater sobre tecnologia, sustentabilidade e a proteção de crianças e jovens nos portos.

Durante a abertura, Tetsu Koike, diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, explicou que as caravanas vêm para acompanhar de perto as iniciativas em curso nos portos. “O momento é ideal para conhecermos de perto as inovações que estão sendo implementadas e os projetos em desenvolvimento, esse contato direto permite compreender melhor as iniciativas. A partir dessa troca, conseguimos fortalecer a construção de soluções mais eficazes e alinhadas à realidade portuária”, frisou o diretor.

O presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, também destacou o papel central da tecnologia como vetor de desenvolvimento e competitividade do setor. “Não há como pensar na atividade portuária sem inovação e tecnologia. Elas são fundamentais para ampliar a eficiência, aumentar a competitividade e preparar o setor para as transformações em curso”, disse.

Durante o evento também foram apresentados os principais eixos da Política Nacional de PD&I Portuária e do programa InovaPortos, vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos. A iniciativa busca modernizar a infraestrutura logística nacional, ampliar a competitividade e implementar soluções digitais que tornem as operações portuárias mais eficientes.

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O coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital do MPor, Thiago Alvarenga, ressaltou ainda iniciativas como o “Porto sem Papel”, sistema que digitaliza processos e anuências de embarcações, trazendo ganhos diretos aos usuários. “A digitalização dos processos portuários reduz burocracias e traz mais agilidade às operações. O objetivo é gerar ganhos concretos para os usuários e tornar o ambiente portuário mais eficiente e integrado.”

Pacto de sustentabilidade

O Coordenador de Políticas de Descarbonização e Mudanças no Clima do Ministério de Portos e Aeroportos, Vitor Brasil, destacou, durante o painel, o Pacto de Sustentabilidade como uma das principais diretrizes estratégicas da pasta para alinhar o desenvolvimento do setor à agenda ambiental global. A iniciativa busca consolidar compromissos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa, ao uso mais eficiente de recursos naturais e à adoção de práticas sustentáveis nos portos e aeroportos brasileiros. “Soluções tecnológicas como eletrificação de equipamentos, digitalização de processos logísticos e uso de inteligência de dados, são fundamentais para tornar as operações mais eficientes e menos impactantes ao meio ambiente”, afirmou.

O pacto também estimula a cooperação entre governo, iniciativa privada e academia, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de projetos-piloto, testes de novas tecnologias e disseminação de boas práticas. A proposta é posicionar o Brasil de forma mais competitiva no cenário internacional, atendendo às crescentes exigências de sustentabilidade nas cadeias globais de comércio.

Proteção a crianças e jovens

O painel “Proteção das crianças e jovens nos portos, criando ondas de cuidado hoje para construir o amanhã” trouxe uma abordagem social relevante, reforçando a importância da atuação conjunta na promoção de ambientes mais seguros nas áreas portuárias. A mediação do painel ficou a cargo da ouvidora do Ministério de Portos e Aeroportos, Maíra Nascimento, que também destacou a importância de ampliar o debate sobre o tema, ainda recorrente no setor portuário. “Falar sobre proteção de crianças e adolescentes é também discutir responsabilidade coletiva. Precisamos fortalecer a cultura de cuidado e prevenção dentro do setor portuário, criando ambientes mais seguros e humanos para todos”, destacou a ouvidora.

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Em março deste ano, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Childhood Brasil assinaram um memorando em conjunto com o objetivo de fortalecer o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes no setor de transportes, com foco especial no ambiente portuário. “Neste setor, é fundamental reconhecer que crianças e adolescentes podem estar expostos a riscos sem plena consciência, o que exige o fortalecimento de ambientes seguros e de ações preventivas em toda a cadeia logística”, destacou Eva Dengler, superintendente de Programas da organização.

A diretora interina da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Cristina Castro, destacou os desafios da representatividade feminina no setor portuário e chamou atenção para desigualdades ainda presentes no cotidiano das mulheres. “Ainda estamos longe da equidade de gênero no setor portuário. Avançar nessa agenda é essencial para construir ambientes mais inclusivos, diversos e alinhados às transformações do setor”, finalizou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Ministro Luiz Marinho defende a redução de jornada e o fim da escala 6×1 em Audiência Pública na Câmara

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (6), da primeira Audiência Pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 221/2019 que analisa a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6×1 no Brasil

O ministro falou aos deputados e as entidades presentes na Audiência Pública da importância da aprovação da PEC de redução de jornada encaminhada pelo governo, com urgência constitucional, que estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata. A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho.

“Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou o ministro, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata, ou seja, ficamos sem nada. Já poderíamos estar com a redução da jornada de 40 horas há muitos anos”, lembrou.

Vantagens

Durante sua palestra “Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho”, o ministro pontuou as vantagens da redução da jornada, que como salientou, “já é realidade em quase todos os países. A jornada 5×2 é a regra, a 6×1 é a exceção. A maioria dos países já não mais utiliza a jornada de 44 horas”, disse.

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Para Luiz Marinho, o parlamento precisa estar em sintonia com a sociedade, “que clama pelo fim da jornada 6×1”. Ele citou experiências práticas em empresas que adotaram a escala 5×2 e obtiveram aumento de desempenho e redução de faltas. O diagnóstico produzido pelo Ministério, explicou o ministro, demonstra que a proposta é economicamente viável e necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira”.

A discussão sobre jornada, avaliou, não pode ser limitada apenas ao impacto direto na folha salarial. “Existem custos invisíveis relacionados ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, ao absenteísmo, à rotatividade e aos acidentes de trabalho. A discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, avaliou.

Luiz Marinho também comentou sobre uma compensação pedida por empregadores de algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho. Ela é compensada pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que quando você reduz a jornada, você elimina absenteísmo, evita acidentes, evita doenças. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou.

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O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Vinícius Carvalho, pontuou posicionamentos da OIT a favor da redução da jornada, que segundo afirmou está associada a melhores indicadores de saúde e produtividade dos trabalhadores. “Há um esforço de todos os países de redução gradual da jornada, seguindo as convenções da OIT. É preciso ressaltar aqui que 745 mil das mortes por ano no mundo estão relacionadas ao excesso de trabalho, principalmente AVC e doenças cardíacas”, lembrou.

Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada, a redução da jornada precisa ser implementada de imediato, sem transição “O povo quer ver o cansaço e o adoecimento resolvidos agora. Não é sensato adiar uma resposta para 71% dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Presente na Audiência a vice-procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Tereza Cristina Basto, afirmou que “o fim da escala 6×1 promove o trabalho decente e contribui para a construção de um meio ambiente de trabalho seguro, a redução de irregularidades trabalhistas e o fortalecimento das relações coletivas de trabalho”.

As audiências na Comissão Especial que discute a PEC continuam por todo o mês, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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