Nacional

MTE quer ampliar limite do Microcrédito Produtivo para R$ 50 mil

Publicado

O diretor de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Tiago Motta, defendeu a ampliação do limite de crédito do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) para R$ 50 mil. Atualmente, o valor é de R$ 21 mil, considerado insuficiente para atender às demandas das microempresas que utilizam o financiamento. A declaração foi feita durante o Seminário FAMPE Microcrédito e Parceria para o Fortalecimento das Microfinanças, realizado nos dias 27 e 28, em São Paulo.

Promovido pela Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED), em parceria com o Sebrae Nacional, o evento discutiu a nova fase do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e estabeleceu estratégias conjuntas para 2026, consolidando o Fampe Microcrédito como ferramenta de inclusão produtiva para microempreendedores individuais (MEIs).

De acordo com Motta, a proposta de ampliar o limite de crédito integra a avaliação dos representantes do Fórum Nacional de Microcrédito, que reúne órgãos federais e entidades do setor para promover debates contínuos sobre políticas voltadas às microempresas.

Leia mais:  Pesquisa inédita vai mapear dados sobre migrantes e refugiados LGBTQIA+

O diretor também adiantou que está em discussão a possibilidade de que a fixação do limite do microcrédito seja feita pelo Executivo, responsável pela coordenação do programa. “Esse limite é fixado por lei, o que dificulta o ajuste e a evolução do programa”, afirmou. Motta acrescentou que a taxa de inadimplência do programa é baixa, girando em torno de 3,5%.

Ao final de sua fala, o diretor anunciou que, nos dias 4 e 5 de novembro, em Brasília, será apresentado o resultado de um diagnóstico nacional sobre o PNMPO, realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) ao longo de dois anos, a pedido do MTE. Durante o evento, será lançado um e-book com os resultados da pesquisa, que incluiu seminários regionais e entrevistas com quem concede e utiliza o crédito. “Esse diagnóstico é importante para planejarmos nossas ações a partir de como está essa política no país, identificando gargalos e procurando soluções conjuntas”, destacou.

Dados do PNMPO

Entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, o PNMPO firmou 11,8 milhões de contratos, totalizando R$ 44 bilhões em crédito concedido em todo o país. Mais da metade desses financiamentos, 7,6 milhões, foram destinados a mulheres. No mesmo período, 1.441 novas instituições de crédito foram habilitadas para operar o programa, ampliando o acesso ao microcrédito.

Leia mais:  Ministério de Portos e Aeroportos abre consulta pública para aprimorar sistema de embarque biométrico

Saiba mais sobre o PNMPO clicando aqui.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

Publicado

O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

Leia mais:  Silvio Costa Filho autoriza início imediato das obras de modernização do Aeroporto de Araguari (MG)

Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

Leia mais:  Encontro destaca avanços do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana