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Expectativa de alta nas safras de açúcar na Índia e Brasil pressiona preços internacionais da commodity

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A notícia de revisões ascendentes nas estimativas de produção de açúcar tanto no Brasil quanto na Índia reforça expectativas de oferta abundante no mercado internacional. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção para a safra de açúcar 2025/26 para cerca de 45,02 milhões de toneladas.

Na Índia, a Indian Sugar Mills Association (ISMA) elevou sua estimativa para 31 milhões de toneladas, representando alta de cerca de 18,8% em relação ao ciclo anterior.

Redirecionamento da matéria-prima para exportação

Além disso, a entidade indiana revisou para baixo o volume de açúcar destinado à produção de etanol, de 5 milhões para 3,4 milhões de toneladas, liberando maior parcela para exportações.

Esse menor direcionamento para o etanol gera excedente doméstico, o que tende a impulsionar envios ao exterior e aumentar a oferta global.

Reação nos mercados futuros: queda em bolsas internacionais

Com o cenário de maior oferta global, os contratos futuros do açúcar registraram quedas expressivas nas bolsas internacionais em 5 de novembro. No mercado de açúcar bruto (raw sugar) da ICE Futures U.S. (Nova York), o contrato março/26 caiu 11 pontos, fechando em 14,11 centavos de dólar por libra-peso, e o vencimento maio/26 recuou 10 pontos, para 13,75 centavos.

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Já no mercado de açúcar branco da ICE Futures Europe (Londres), o contrato dezembro/25 registrou baixa de US$ 0,70, cotado a US$ 412,70 por tonelada, e o vencimento março/26 caiu US$ 1,40, para US$ 405,30 por tonelada.

Novos patamares e mínimas históricas recentes

A pressão vendedora prolongada levou os preços futuros em Nova York a atingirem mínimos dos últimos cinco anos para contratos próximos.

Em Londres, as cotações também recuaram para patamares bastante baixos, alcançando mínimas em aproximadamente 4,75 anos na sessão anterior.

Situação no mercado doméstico brasileiro

No mercado interno, o açúcar cristal registrou retração de cerca de 0,65%, segundo o indicador divulgado pelo Cepea em parceria com a Esalq. A saca de 50 kg foi negociada por R$ 108,97.

Já o etanol hidratado subiu 0,52%, com o metro cúbico negociado em R$ 2.893,50 nas usinas, de acordo com o indicador diário de Paulínia.

Perspectivas de excedente global e impactos esperados

Diversas análises projetam excedentes significativos na safra mundial de açúcar em 2025/26. Consultorias apontam superávit global de até 10,5 milhões de toneladas, segundo estimativa do BMI Group, enquanto outra consultoria, a Covrig Analytics, estima excesso de cerca de 4,1 milhões de toneladas para o mesmo período.

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Com esse cenário, a tendência é de persistente pressão nos preços internacionais da commodity, o que pode impactar produtores, exportadores e contratos futuros no curto e médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde mantém frete agrícola em alta e fortalece demanda por transporte de grãos no Brasil

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A expectativa de uma safra recorde de grãos continua impulsionando o mercado de transporte agrícola no Brasil. Mesmo após o encerramento do pico de escoamento da soja, os valores dos fretes rodoviários permanecem próximos dos níveis registrados entre fevereiro e março, período tradicionalmente marcado pela maior demanda logística.

Os dados constam na edição de junho do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta um cenário de aquecimento contínuo no transporte de produtos agrícolas, sustentado principalmente pela produção recorde de soja e pelo forte ritmo das exportações.

Produção histórica de soja sustenta demanda por transporte

De acordo com a Conab, o comportamento do mercado surpreende, já que o período pós-colheita normalmente é acompanhado por redução nas cotações do frete devido à menor necessidade de transporte.

Segundo o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth, a oferta recorde da oleaginosa alterou essa dinâmica.

A produção de soja aumentou 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, mantendo elevada a necessidade de caminhões para o escoamento da produção e impedindo uma queda mais significativa nos preços do transporte rodoviário.

Mato Grosso lidera estabilidade em patamar elevado

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, as tarifas de frete apresentaram apenas pequenas oscilações em relação ao mês anterior.

Apesar da estabilidade, os preços continuam elevados e próximos aos registrados durante o auge da colheita, refletindo o intenso fluxo logístico para atender o escoamento da produção agrícola.

Mato Grosso do Sul e Distrito Federal registram pressão logística

No Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte permaneceu firme mesmo após o encerramento da safra de verão.

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A continuidade das exportações e o elevado volume de cargas destinadas aos mercados interno e externo sustentaram os preços do frete durante maio.

No Distrito Federal, a alta moderada dos valores foi impulsionada principalmente pelo custo do óleo diesel e pela sequência do transporte das safras de soja e milho produzidas na região Centro-Oeste.

Maranhão registra aumento dos fretes com avanço da colheita

No Maranhão, a Conab identificou elevação nos preços do transporte, impulsionada pelo avanço da colheita e pelo aumento da movimentação de cargas.

Em maio, a colheita da soja atingiu 92% da área cultivada, enquanto o milho alcançou 27% da área plantada.

A intensa movimentação rodoviária e ferroviária em direção ao Porto do Itaqui, tanto para abastecimento interno quanto para exportação, elevou os custos logísticos em aproximadamente 1,2% na comparação entre abril e maio.

Paraná mantém custos elevados nas principais rotas

No Paraná, os fretes apresentaram apenas variações pontuais, mas continuaram pressionados pelos custos operacionais.

Entre os principais fatores está o preço médio do diesel S-10, cotado em R$ 6,38 por litro, além da elevada concentração de cargas na malha rodoviária estadual.

Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo registram desaceleração

Em sentido oposto, Goiás e Bahia apresentaram redução temporária da demanda por transporte.

O cenário reflete a conclusão da colheita da soja e o intervalo até o início da comercialização do milho de segunda safra, reduzindo momentaneamente a necessidade de fretes.

No Piauí, a queda das exportações de soja, que recuaram 22% em relação ao mês anterior, também contribuiu para a redução dos preços praticados.

Em São Paulo, os fretes seguiram em trajetória de queda após as altas registradas no início do ano. A redução foi favorecida pelo recuo no custo do diesel e pela menor demanda da indústria, mesmo com o agronegócio mantendo ritmo aquecido.

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Exportações de milho e soja seguem em alta

O Boletim Logístico também destaca o desempenho das exportações brasileiras.

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou 7,5 milhões de toneladas de milho, volume superior às 6,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Os portos do Arco Norte responderam por 33,5% das exportações de milho, seguidos por Santos (26,5%), Rio Grande (19,5%) e Paranaguá (9,6%).

Já as exportações de soja somaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado do ano.

O Arco Norte concentrou 38,5% dos embarques da oleaginosa, enquanto o Porto de Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul movimentou 4,5% do volume exportado.

Importações de fertilizantes recuam e preocupam mercado

O levantamento da Conab também aponta desaceleração nas importações brasileiras de fertilizantes.

Entre janeiro e maio deste ano, o país internalizou 15,05 milhões de toneladas, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo intervalo de 2025.

Segundo a Companhia, o mercado continua atento aos elevados preços dos fertilizantes, às incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e aos possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño, que pode intensificar temperaturas e alterar o regime de chuvas no segundo semestre, aumentando os riscos para a produção agrícola mundial.

Além da análise dos fretes, o Boletim Logístico reúne informações sobre exportações, importações de insumos e a movimentação dos estoques públicos administrados pela Conab por meio de transportadoras contratadas em leilões eletrônicos.

Boletim Logístico – Junho/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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