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Nova lei amplia atuação das cooperativas no mercado de seguros e promete impulsionar o setor financeiro e social no Brasil

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Lei Complementar nº 213/2025 transforma o papel das cooperativas de seguros

A promulgação da Lei Complementar nº 213, de 15 de janeiro de 2025, marca um novo capítulo para o cooperativismo brasileiro e o mercado de seguros. A norma regulamenta as sociedades cooperativas de seguros e as operações de proteção patrimonial mutualista, além de definir regras para o termo de compromisso e o processo sancionador no âmbito da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Com a nova lei, as cooperativas passam a poder atuar em todos os ramos de seguros privados, exceto naqueles que forem explicitamente vedados por regulamentação futura. Antes, a atuação era restrita a setores como o agrícola, o de saúde e o de acidentes de trabalho, o que limitava a competitividade dessas instituições no mercado securitário.

Cooperativismo ganha força e reconhecimento legal

De acordo com o advogado Gabriel Pereira, da Rücker Curi – Advocacia e Consultoria Jurídica, o avanço legislativo é um marco para o setor. Em artigo sobre o tema, ele destacou que o objetivo principal da lei é dar segurança jurídica e ampliar as possibilidades de atuação das cooperativas dentro do mercado de seguros.

Atualmente, o Brasil conta com mais de quatro mil cooperativas, segundo dados da Organização Brasileira de Cooperativas (OCB). Essas instituições têm papel central na inclusão econômica e social, funcionando com gestão democrática e propriedade coletiva, conforme previsto na Lei do Cooperativismo Nacional (Lei nº 5.764/1971).

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As cooperativas têm sido essenciais no desenvolvimento de pequenos municípios, gerando empregos, renda e circulação de recursos, o que contribui diretamente para o fortalecimento das economias locais e o equilíbrio regional.

Supervisão reforçada e novas exigências de governança

Com a ampliação da atuação, as cooperativas passam a estar sob supervisão direta da SUSEP e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A lei exige que elas contratem administradoras supervisionadas para gerenciar o patrimônio dos grupos de proteção patrimonial, reduzindo riscos e garantindo mais segurança aos associados.

A legislação também prevê novas sanções administrativas, como multas e inabilitações, em caso de descumprimento das regras. Para operar plenamente, as cooperativas precisarão de autorização expressa da SUSEP, que deve adotar critérios específicos de governança, liquidez e solvência, adaptados à natureza cooperativa, mas compatíveis com as exigências aplicáveis às seguradoras tradicionais.

Essa estrutura regulatória visa assegurar equidade concorrencial e eficiência na prestação de serviços, fortalecendo a confiança no mercado e a transparência das operações.

Expansão de produtos e impacto no mercado securitário

A nova legislação abre caminho para que as cooperativas diversifiquem sua carteira de produtos e cheguem a regiões menos atendidas pelo sistema financeiro tradicional. A expectativa é que o movimento aumente a competitividade, reduza custos e incentive parcerias com seguradoras tradicionais, que poderão se beneficiar de novos modelos de negócios e estratégias comerciais conjuntas.

Para o mercado, a medida representa um avanço significativo, pois estimula a inovação e a ampliação da cobertura securitária no país, especialmente em áreas rurais e comunidades menores, onde as cooperativas têm forte presença.

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Associações de proteção veicular passam a ter enquadramento legal

Um dos pontos mais relevantes da nova lei é a regulamentação das associações de proteção veicular, que vinham crescendo rapidamente sem respaldo legal. A partir da Lei Complementar nº 213/2025, essas entidades passam a ter enquadramento jurídico, o que traz segurança aos consumidores e maior responsabilidade às associações, que agora devem cumprir todas as exigências legais para atuar no mercado de forma regular e transparente.

Desafios regulatórios e perspectivas futuras

Apesar dos avanços, o setor ainda depende de normas complementares e de uma interpretação uniforme pelo Poder Judiciário para definir detalhes operacionais e garantir a efetividade da supervisão. Caberá à SUSEP e ao CNSP garantir que as cooperativas não utilizem a nova legislação como brecha para driblar as regras aplicáveis às seguradoras convencionais, exigindo fiscalização constante e estratégica.

No entanto, especialistas consideram que a abertura do mercado de seguros às cooperativas representa uma transformação positiva para o sistema financeiro e social brasileiro. A lei promete ampliar a concorrência, estimular o desenvolvimento regional e promover inclusão financeira, consolidando o cooperativismo como agente essencial de crescimento econômico e justiça social.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Arena dos Campeões na Fenagen 2026 aproxima público das técnicas de seleção animal em Pelotas (RS)

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A Arena dos Campeões será uma das principais atrações da 3ª Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen), que ocorre entre os dias 1º e 4 de julho, na Associação Rural de Pelotas (RS). A programação técnica está marcada para o dia 2 de julho e tem como objetivo aproximar o público das práticas de avaliação e seleção animal utilizadas na pecuária de elite.

O evento é promovido pelo curso de Zootecnia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e integra a agenda técnica organizada pela Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC).

Capacitação técnica e formação de novos profissionais da pecuária

De acordo com a superintendente de Registro Genealógico da ANC, Silvia Freitas, a iniciativa foi desenvolvida para ampliar o acesso ao conhecimento técnico aplicado nas pistas de julgamento e contribuir para a formação de novos profissionais do setor pecuário.

A programação será dividida em duas etapas ao longo do dia, combinando conteúdo teórico e demonstrações práticas com animais em pista.

Palestras técnicas abordam critérios de julgamento e avaliação animal

No período da manhã, especialistas em julgamento irão conduzir palestras voltadas à apresentação de critérios técnicos utilizados na seleção de animais das raças Angus, Hereford, Braford, Charolês, Devon, Brangus e do Cavalo Crioulo.

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Durante essa etapa, serão discutidos conceitos relacionados à avaliação morfológica, padrão racial e características produtivas, fundamentais para a seleção genética de rebanhos.

Demonstrações práticas mostram avaliação em pista

À tarde, a programação passa a ter caráter prático, com demonstrações realizadas por jurados e especialistas diretamente na pista de julgamento.

Os profissionais irão apresentar animais e detalhar aspectos como conformação, aprumos, estrutura corporal e características raciais observadas nos processos de avaliação utilizados em feiras e exposições agropecuárias.

Evento é aberto ao público e reforça caráter educativo da Fenagen

A Arena dos Campeões é aberta a estudantes, produtores rurais, criadores e demais profissionais ligados à pecuária, reforçando o papel da Fenagen como espaço de difusão de conhecimento técnico e inovação genética no setor.

A atividade busca estimular a capacitação técnica e aproximar o público das práticas reais utilizadas na seleção de animais de alto desempenho.

A 3ª Fenagen conta com patrocínio do Banrisul, Sicredi e Senar, reforçando o apoio institucional ao desenvolvimento da genética pecuária no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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