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Conad aprova por unanimidade o novo Plano Nacional de Políticas sobre Drogas

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Brasília, 28/11/2025 – O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) aprovou por unanimidade o novo Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad). A decisão ocorreu na reunião ordinária dessa quinta-feira (27), realizada na sala plenária dos Ministérios do Turismo e de Minas e Energia, em Brasília (DF). O documento passa a orientar, nos próximos anos, as ações da Política Nacional sobre Drogas do Governo Federal (Pnad).

A elaboração do novo Planad teve um dos maiores processos colaborativos produzidos na área. Ao longo de 2025, o Plano contou com mais de 2 mil participações virtuais, dez escutas temáticas organizadas por entidades da sociedade civil e mais de 4 mil participações presenciais. As reuniões ocorreram em Belém (PA), Cuiabá (MT), Teresina (PI), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). Todo o processo foi conduzido pelo Conad, colegiado coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Após o encerramento das consultas, as contribuições foram sistematizadas para subsidiar a elaboração da proposta final do Plano, que seguiu para apreciação e deliberação dos conselheiros do Conad.

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Para a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, o novo Planad é um marco democrático na formulação de políticas públicas. “Foi um processo muito participativo, com consultas direcionadas, regionais e livres. No método de sistematização, buscamos respeitar ao máximo as informações dessas consultas para chegar a um Plano amplo, no qual os participantes se reconhecessem. Essa forma de construir o material é um avanço em relação ao plano anterior, porque se baseou em diversas escutas. Este Plano teve participação social efetiva”, destacou.

Marta reforçou que o documento nasceu das vozes da sociedade. “As contribuições foram a base para a formulação de uma política pública mais justa, efetiva e democrática.”

Participação social ampla e diversificada

A revisão do Planad mobilizou cidadãos, organizações, especialistas e instituições públicas de diferentes regiões e setores. A atividade ocorreu de forma complementar pelos seguintes canais:

  • Consulta virtual nacional, com 653 participantes e 2.086 contribuições;
  • Consultas presenciais, nas quais 2.810 pessoas participaram de debates regionais;
  • Consultas interinstitucionais, envolvendo o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o Sistema de Justiça;
  • Consultas temáticas livres, organizadas por 11 entidades da sociedade civil e responsáveis por 368 contribuições.

Esse formato plural garantiu uma escuta qualificada, descentralizada e representativa das diversas realidades do País. Para a Senad e o Conad, a ampla participação social fortalece a legitimidade do Planad e reafirma o compromisso com políticas públicas democráticas, transparentes e baseadas em evidências.

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Estrutura do Plano

O novo Planad é composto por oito eixos estratégicos, desdobrados em objetivos e metas:

1. Desenvolvimento Social e Sustentável;
2. Prevenção;
3. Redução de Danos;
4. Segurança Pública Cidadã e Justiça Criminal;
5. Acesso ao Cuidado e aos Sistemas de Direitos;
6. Governança Participativa e Articulação com os Conselhos Estaduais, Distrital e Municipais de Políticas sobre Drogas;
7. Adoção e Implementação de Políticas Baseadas em Evidências e Construção de Indicadores;
8. Cooperação Internacional.

Durante o encontro, os conselheiros revisitaram o processo de construção do Plano, analisaram a metodologia adotada e discutiram os eixos e as diretrizes propostas. Ao final, o Planad foi aprovado por unanimidade pelos integrantes do Conad.

Próximos Passos

Na tarde desta sexta-feira (28), o Conad realiza nova reunião ordinária para empossar os conselheiros que atuarão no biênio até 2027. A cerimônia ocorre nas Salas Modulares do edifício-sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na capital federal.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério dos Transportes firma acordos estratégicos para destinar trechos ferroviários no Sul e Sudeste do país

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Nesta terça-feira (30), o ministro dos Transportes, George Santoro, assinou acordos de cooperação técnica que viabilizam a cessão de trechos ferroviários inoperantes nas regiões Sul e Sudeste. A ação marca mais uma etapa do aproveitamento da infraestrutura ferroviária ociosa em benefício da população do Paraná e do Espírito Santo.

“É muito importante para o Governo do Brasil reaproveitar os ativos hoje ociosos. É o início de uma série de chamamentos que vamos realizar para devolver essas áreas à sociedade. Quando não há viabilidade para a operação ferroviária de cargas, faz mais sentido permitir que estados e municípios desenvolvam projetos que atendam às necessidades das pessoas”, detalhou George Santoro.

O compromisso representa o início dos atos preparatórios para destinar aos estados as áreas nas quais não foram identificadas vantagens comerciais para a renovação de concessões voltadas ao escoamento de cargas. O ministro ressaltou que a iniciativa vem sendo realizada com sucesso nas demais unidades federativas.

“É um modelo inovador que já testamos com sucesso em Araraquara (SP) e que agora está sendo ampliado para outros estados. Trabalhamos ainda nos projetos de Aracaju (SE) e Campina Grande (PB), sempre com o objetivo de aproveitar a infraestrutura ferroviária existente para implantar soluções de transporte. Nossa expectativa é deixar um legado de projetos consolidados, aptos a serem levados ao mercado e a contribuir para o fortalecimento da mobilidade nacional”, completou.

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FCA

No território capixaba, são cerca de 260 quilômetros da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela VLI, que, de acordo com o governo estadual, podem ser aproveitados para outros fins de interesse público, como turismo, lazer ou projetos de mobilidade urbana.

Ao todo, a iniciativa favorece os moradores de 11 municípios do Espírito Santo: Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul.

“Estamos prontos para assumir esse patrimônio ferroviário e desenvolver um projeto capaz de integrar os municípios, fortalecer o turismo, o esporte, a economia e impulsionar novas vocações ao longo desse corredor. A ferrovia atravessa grande parte do território capixaba e representa uma oportunidade de promover desenvolvimento, melhorar a qualidade de vida da população e dar uma nova destinação a uma infraestrutura que hoje está subutilizada”, destacou o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço.

Malha Sul

Já no Sul do país, a medida abre caminho para a destinação de trechos ferroviários que somam entre 50 e 80 quilômetros de extensão, atualmente sob concessão da Rumo, nos municípios paranaenses de Arapoti, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania.

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O prefeito de Piraí do Sul, Henrique de Oliveira, apresentou os planos de utilizar a futura área cedida para novos instrumentos culturais da cidade.
“Estruturamos o projeto de uma galeria de cultura e arte, juntamente com um parque urbano. Para nós, este documento representa a oportunidade de escrever uma nova história para o nosso município”, relatou.

A partir da assinatura dos documentos, serão contratados estudos para definir as diretrizes necessárias para o repasse dos trechos ferroviários.

“Nos últimos três anos, levantamos um diagnóstico de toda a nossa malha ferroviária, que permitiu identificar os ativos sem tanta relevância para o Ministério, mas que são de grande aproveitamento para as prefeituras e para os estados”, finalizou o ministro dos Transportes.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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