Mato Grosso

Polícia Civil prende casal suspeito de envolvimento em fraudes em empréstimos

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (5.12), a Operação Aliança de Sangue 2, para prender um casal, de 44 e 35 anos, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude em empréstimos e financiamentos.

O casal estava foragido desde a deflagração da Operação Falsários, realizada pela Delegacia de Polícia de Poconé no dia 1º de outubro deste ano, quando já haviam sido presos outros dois investigados.

Nesta manhã, eles foram presos no bairro Marajoara, em Várzea Grande, por uma equipe da Delegacia Especializada de Estelionato do município, por força de mandados de prisão expedidos pelo Juízo da Comarca de Poconé.

Todos os alvos das duas operações são integrantes de uma associação criminosa formada por familiares. Por isso, a denominação de Operação Aliança de Sangue. Eles são pessoas autorizadas a atuar como agentes de crédito, ou seja, intermediários autorizados a cooptar pessoas interessadas em realizar empréstimos/financiamentos.

Existem vários procedimentos investigativos na Delegacia de Estelionato de Várzea Grande e de Poconé, que demonstram que o grupo se aproveitava de pessoas aposentadas, vulneráveis e até mesmo deficientes mentais para a prática dos crimes.

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“Eles abriam contas bancárias e realizavam empréstimos sem o conhecimento das vítimas, que acabavam sendo enganadas, só descobrindo a fraude quando verificavam o desconto na folha de pagamento de benefícios do INSS”, afirmou o delegado André Luis Prado Monteiro da Silva.

A investigação vem sendo realizada há mais de um ano. Os suspeitos podem ser indiciados por estelionato majorado contra idoso ou vulnerável, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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