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Natal com Castanhas e Nozes Brasileiras: Sabor, Tradição e Sustentabilidade nas Ceias

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Castanhas e Nozes: Protagonistas da Ceia de Natal

O Natal é uma das datas mais simbólicas do calendário, marcada por encontros familiares e celebrações que atravessam gerações. Entre aromas, sabores e memórias afetivas, castanhas e nozes ocupam um lugar central na composição das mesas natalinas, presentes em receitas tradicionais e releituras contemporâneas.

O consumo de variedades produzidas no Brasil vem ganhando força, incentivado pela Associação Brasileira de Nozes e Castanhas (ABNC). A entidade destaca a importância da castanha-do-brasil, da castanha de caju, da macadâmia e da noz-pecã, que, embora não sejam nativas, possuem produção local consolidada e crescente, com presença cada vez mais expressiva no mercado interno.

Receitas Natalinas que Valorizam o Sabor Nacional

Tradicionalmente associadas ao Natal, castanhas e nozes trazem sabor marcante, textura diferenciada e simbolismo ligado à abundância e prosperidade. Elas são utilizadas em farofas, saladas especiais, arrozes com frutas secas, molhos para carnes e aves, recheios, crostas e acompanhamentos.

Na confeitaria, aparecem em bolos, tortas, biscoitos, rabanadas, trufas e panetones, reforçando o clima de celebração e partilha característico das festas de fim de ano.

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Benefícios Nutricionais das Castanhas e Nozes

Além do apelo gastronômico, esses alimentos se destacam pelo valor nutricional. Ricas em gorduras boas, proteínas, fibras, vitaminas e minerais como selênio, magnésio e zinco, castanhas e nozes contribuem para uma alimentação equilibrada, mesmo durante o período de ceias mais elaboradas e calóricas.

O consumo consciente desses produtos representa uma escolha saudável e funcional, sem abrir mão do prazer e do significado afetivo da ceia natalina.

Fortalecimento da Produção Nacional e Regional

Valorizar castanhas e nozes brasileiras no Natal também significa apoiar a cadeia produtiva nacional.

A castanha-do-brasil mantém relevância histórica na região Norte, gerando renda para comunidades tradicionais por meio do extrativismo sustentável e contribuindo para a preservação da floresta.

A castanha de caju é um motor econômico no Nordeste, envolvendo produtores, cooperativas e agroindústrias que intensificam a produção para atender à demanda de fim de ano.

Expansão da Noz-Pecã e Macadâmia no Brasil

A noz-pecã e a macadâmia refletem a diversificação e o crescimento da produção agrícola brasileira. Com áreas cultivadas em expansão, esses produtos vêm sendo incorporados a receitas natalinas que unem tradição e inovação, alinhadas à tendência mundial de alimentos naturais, funcionais e de origem rastreável.

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Segundo a ABNC, essa valorização impulsiona o desenvolvimento regional e amplia oportunidades para pequenos e médios produtores em diferentes regiões do país.

Escolha Consciente: Sabor e Impacto Social

Incluir castanhas e nozes nacionais na ceia de Natal vai além do sabor. É um ato que:

  • Valoriza a biodiversidade brasileira;
  • Fortalece economias regionais;
  • Incentiva práticas sustentáveis;
  • Gera impacto positivo em diversos territórios.

Mais do que ingredientes, esses produtos carregam histórias, cultura e trabalho, tornando cada prato uma conexão direta entre campo e mesa, e a celebração natalina mais significativa, consciente e alinhada à identidade brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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JBS lucra US$ 221 milhões no 1º trimestre de 2026 e operações no Brasil ajudam a compensar crise nos EUA

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JBS amplia receita global e mantém resiliência operacional

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, em um período marcado por forte pressão sobre a operação de carne bovina nos Estados Unidos e desempenho positivo das unidades brasileiras.

A receita líquida global da companhia atingiu US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente por:

  • Forte demanda global por proteínas
  • Crescimento das exportações brasileiras
  • Desempenho consistente da Seara
  • Diversificação geográfica das operações
Estratégia multiproteína ajudou empresa a enfrentar cenário adverso

A companhia destacou que sua estratégia global multiproteína e multigeográfica foi fundamental para compensar o ambiente desafiador enfrentado pela operação de bovinos na América do Norte.

No trimestre, a JBS registrou:

  • EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão
  • Margem EBITDA de 5,2%
  • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 22,1%

De acordo com Gilberto Tomazoni, a empresa manteve foco rigoroso em eficiência operacional e geração de caixa.

“Entendemos os ciclos naturais de cada proteína e seguimos gerindo o negócio com disciplina e responsabilidade”, afirmou o executivo.

Operação nos EUA enfrenta “tempestade perfeita”

A unidade JBS Beef North America foi o principal ponto de pressão nos resultados.

A operação registrou:

  • Receita líquida de US$ 7,167 bilhões
  • EBITDA negativo de US$ 267 milhões
  • Margem EBITDA de -3,7%

Segundo a companhia, o segmento enfrenta um dos momentos mais críticos do ciclo pecuário norte-americano, com:

  • Menor oferta de gado
  • Forte aumento no custo da matéria-prima
  • Pressão sobre margens industriais
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A empresa informou que vem promovendo ajustes organizacionais e operacionais para aumentar eficiência e capturar sinergias no mercado norte-americano.

Seara mantém forte rentabilidade e crescimento nas vendas

A Seara foi um dos grandes destaques do trimestre.

A unidade registrou:

  • Receita líquida de US$ 2,379 bilhões
  • Margem EBITDA de 15,5%

O desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas no mercado interno e nas exportações, mesmo diante de desafios geopolíticos em mercados estratégicos.

A companhia segue investindo em:

  • Produtos de valor agregado
  • Expansão de portfólio
  • Fortalecimento de marca
  • Inovação industrial
JBS Brasil registra receita recorde para primeiro trimestre

A operação JBS Brasil também apresentou resultados robustos.

A unidade alcançou:

  • Receita líquida recorde de US$ 3,78 bilhões
  • Margem EBITDA de 4,4%

O desempenho foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela diversificação dos destinos de exportação da carne bovina brasileira.

No mercado interno, a marca Friboi ampliou parcerias comerciais e reforçou o foco em produtos de maior valor agregado.

Alta do boi gordo pressiona margens no Brasil

Apesar do crescimento da receita, a rentabilidade da operação brasileira foi impactada pelo aumento no custo do gado.

Segundo dados do Cepea/Esalq, o preço médio do boi gordo no trimestre atingiu R$ 338 por arroba, alta de 6% frente ao mesmo período de 2025.

A valorização reflete:

  • Demanda internacional aquecida
  • Oferta mais ajustada de animais
  • Mercado exportador fortalecido
Pilgrim’s Pride e operação de suínos mantêm desempenho positivo

A Pilgrim’s Pride encerrou o trimestre com:

  • Receita líquida de US$ 4,529 bilhões
  • Margem EBITDA de 9,9%
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Mesmo impactada por eventos climáticos extremos de inverno, a operação avançou em modernização industrial e ampliação de produtos.

Já a JBS USA Pork registrou:

  • Receita recorde de US$ 2,032 bilhões
  • Margem EBITDA de 13,5%

Os resultados foram sustentados pela forte demanda por proteínas mais acessíveis no mercado norte-americano.

Austrália mantém crescimento apesar de custos elevados

A operação australiana da JBS Austrália apresentou receita líquida de US$ 2,145 bilhões no trimestre.

A margem EBITDA ficou em 6,2%, sustentada por:

  • Ganhos de produtividade
  • Crescimento dos volumes exportados
  • Bom desempenho nos segmentos de salmão e suínos

Mesmo com aumento de quase 30% nos custos do gado nos últimos 12 meses, a operação manteve forte execução operacional.

Companhia reforça solidez financeira e alonga dívida

A JBS também destacou o fortalecimento da estrutura financeira.

A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em 2,77 vezes, dentro da meta de longo prazo da companhia.

Segundo Guilherme Cavalcanti, a estratégia de gestão de passivos permitiu:

  • Alongar prazo médio da dívida para 15,6 anos
  • Reduzir pressão de vencimentos até 2031
  • Manter custo médio atrativo de 5,7% ao ano

A companhia afirma que a posição financeira sólida oferece segurança para atravessar ciclos mais desafiadores e continuar investindo em expansão global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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