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Estoques de etanol no Centro-Sul recuam 19,7% no início de 2026 com fim da moagem de cana

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O ano de 2026 começou com queda significativa nos estoques de etanol nas usinas do Centro-Sul do país. Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o volume armazenado em 1º de janeiro somava 7,07 bilhões de litros, representando uma redução de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025.

A retração está diretamente ligada ao encerramento do período de moagem da safra 2025/26, que reduziu o ritmo de produção nas últimas semanas do ano.

Na segunda quinzena de dezembro, 61 usinas ainda estavam em operação, sendo 42 processando cana-de-açúcar, 10 dedicadas ao milho e 9 unidades flex (que utilizam ambas as matérias-primas).

Do total armazenado, 58% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos, e 42% ao etanol anidro, que é misturado à gasolina.

São Paulo lidera produção, mas registra forte recuo

Maior produtor e consumidor de etanol do país, o estado de São Paulo também acompanhou a tendência de baixa. As usinas paulistas estocavam 3,7 bilhões de litros no início do ano, o que representa uma queda de 20,5% em relação a janeiro de 2025.

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O levantamento foi divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e mostra que, mesmo com o avanço da produção em algumas regiões, o mercado segue com estoques mais ajustados devido ao ritmo de moagem mais lento e à demanda estável no período de entressafra.

Anidro apresenta retração mais suave

Os estoques de etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, somavam 2,97 bilhões de litros em 1º de janeiro, uma queda de 17,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Em relação à quinzena anterior, a redução foi de 10,5%.

Em São Paulo, as unidades produtoras armazenavam 1,7 bilhão de litros de anidro, volume 13,2% menor que o registrado um ano antes.

Outros estados do Centro-Sul também registraram baixas expressivas, com destaque para Mato Grosso do Sul, que apresentou a maior retração, de 41,9%.

Hidratado cai mais, mas alguns estados registram alta

O etanol hidratado, utilizado diretamente nos tanques dos veículos, apresentou queda anual de 21,4% no Centro-Sul, totalizando 4,1 bilhões de litros em 1º de janeiro. No comparativo com a quinzena anterior, o recuo foi de 11,6%.

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Em São Paulo, os estoques somavam 2,01 bilhões de litros, retração de 25,8% frente ao mesmo período de 2025.

Entretanto, nem todos os estados seguiram essa tendência: Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso registraram aumento na armazenagem de etanol hidratado, com altas de 45,3%, 16,9% e 10,4%, respectivamente.

Perspectivas para o setor sucroenergético

Com o fim da safra e os estoques reduzidos, o mercado de etanol inicia 2026 em um cenário de oferta mais enxuta, o que pode influenciar os preços e o equilíbrio entre etanol hidratado e anidro nos próximos meses.

Analistas destacam que a retomada do processamento de cana e milho nas usinas flex deve repor gradualmente os volumes armazenados ao longo do primeiro trimestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de grãos 2025/26 deve bater novo recorde e alcançar 358,6 milhões de toneladas, projeta Conab

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O Brasil caminha para registrar mais uma safra histórica de grãos. De acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional deverá atingir 358,6 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde na série histórica da estatal.

O volume projetado representa um crescimento de 1,8% em relação à safra anterior, com acréscimo de 6,4 milhões de toneladas. O resultado é sustentado pelo aumento da área cultivada e pelas condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

A área plantada no país está estimada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional deve alcançar 4.295 quilos por hectare.

Soja lidera crescimento da produção nacional

A soja permanece como principal destaque da safra brasileira. Com a colheita praticamente concluída, a produção da oleaginosa está estimada em 180,3 milhões de toneladas, volume recorde e 8,8 milhões de toneladas superior ao registrado no ciclo anterior.

Segundo a Conab, o desempenho positivo é resultado da ampliação da área cultivada, do uso de tecnologias no campo e das condições climáticas favoráveis registradas durante o desenvolvimento das lavouras.

O avanço da soja reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador mundial da commodity.

Produção de milho também avança e pode atingir 140,5 milhões de toneladas

O milho segue como outra grande força da agricultura brasileira. Somadas as três safras, a produção total do cereal está estimada em 140,5 milhões de toneladas.

Na primeira safra, a colheita já alcança 87,7% da área cultivada e deve resultar em uma produção de 29,3 milhões de toneladas, crescimento de 17,7% em comparação com a temporada anterior.

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Além da expansão da área semeada, a produtividade média da primeira safra deverá atingir 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde histórico para o período.

Já a segunda safra, principal responsável pelo abastecimento nacional e pelas exportações, está em fase inicial de colheita e tem produção estimada em 107,9 milhões de toneladas.

Para a terceira safra, cujo plantio está próximo da conclusão, a expectativa é de uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão recua, mas sorgo registra forte expansão

Entre as culturas de segunda safra, o algodão apresenta ligeira retração. A produção de pluma está estimada em aproximadamente 4 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação à safra 2024/25, reflexo da redução da área plantada.

Por outro lado, o sorgo registra forte crescimento. A produção deverá alcançar 7,62 milhões de toneladas, avanço de 24,9% em comparação ao ciclo anterior, o equivalente a um aumento de 1,5 milhão de toneladas.

O desempenho reforça a importância crescente da cultura no sistema produtivo brasileiro, especialmente em regiões de segunda safra.

Produção de arroz e feijão diminui, mas abastecimento segue garantido

A colheita do arroz está praticamente encerrada e a produção nacional foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, volume 13,2% inferior ao registrado na temporada passada.

Segundo a Conab, a redução está relacionada principalmente à menor área destinada à cultura, influenciada pelas condições de mercado enfrentadas pelos produtores.

No caso do feijão, a expectativa é de uma produção próxima de 3 milhões de toneladas considerando as três safras do ano. O volume representa uma leve retração de 0,5% em comparação ao ciclo anterior.

Apesar da redução na produção dos dois alimentos, a Companhia destaca que os volumes projetados são suficientes para atender a demanda do mercado interno.

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Trigo enfrenta redução de área e deve ter menor produção

Entre as culturas de inverno, o trigo segue em fase de plantio. A semeadura já alcança 45,3% da área prevista nas principais regiões produtoras do país.

Para a safra 2025/26, a Conab projeta uma redução na área cultivada, o que deverá resultar em uma produção de aproximadamente 6,3 milhões de toneladas, abaixo do volume obtido no ciclo anterior.

Exportações de soja devem crescer com safra recorde

No mercado, a produção recorde da soja abre espaço para o aumento das exportações brasileiras. A Conab estima embarques de 116,1 milhões de toneladas da oleaginosa ao longo do ciclo comercial.

Além disso, o processamento interno também deve avançar, alcançando 61,58 milhões de toneladas destinadas à indústria.

Com isso, os estoques finais de soja são projetados em cerca de 9,2 milhões de toneladas.

Para o milho, os ajustes realizados no quadro de oferta e demanda elevaram a expectativa para os estoques de passagem, que podem atingir 13,25 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027.

Já os estoques finais de feijão foram revisados para 288,5 mil toneladas, garantindo equilíbrio no abastecimento nacional.

Agro brasileiro mantém trajetória de crescimento

Os números divulgados pela Conab reforçam a força da agricultura brasileira e consolidam a expectativa de mais um ciclo histórico para o setor. Com soja e milho liderando a expansão da produção, o país amplia sua capacidade de abastecimento interno e fortalece sua posição entre os maiores exportadores mundiais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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