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Vinícolas gaúchas ampliam compra de uvas para espumantes e impulsionam colheita no estado

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Colheita da uva avança em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul

A colheita da uva segue em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com variações na produtividade, qualidade e preços conforme a cultivar e o destino da produção. O levantamento mais recente da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (5), destaca avanços significativos em municípios produtores e um cenário favorável para o segmento de espumantes.

Quaraí e Santana do Livramento registram aumento na produtividade

Em Quaraí, cerca de 20% dos 96 hectares de parreirais já foram colhidos, com foco em uvas de mesa e viníferas brancas.

Já em Santana do Livramento, onde são cultivados 1.050 hectares, produtores independentes e grandes vinícolas intensificam a colheita de Chardonnay, Pinot Noir, Gewürztraminer e Moscato.

As produtividades atuais estão cerca de 20% acima das duas últimas safras, alcançando médias próximas de 10 toneladas por hectare nas variedades brancas e 12 toneladas por hectare nas tintas.

Uvas tintas terão colheita mais tardia, mas com maior qualidade

As variedades Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon devem começar a ser colhidas a partir da segunda quinzena de fevereiro.

Segundo a Emater, o amadurecimento mais lento se deve ao regime de chuvas até o fim de dezembro e às noites frias. A redução das precipitações em janeiro favoreceu o acúmulo de açúcares, o que aumenta o potencial de vinificação.

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Enquanto isso, a colheita das variedades Niágara e Concord, usadas no consumo in natura e na produção de sucos, chega ao fim nas propriedades familiares.

Demanda por uvas para espumantes cresce nas vinícolas

As vinícolas registram maior procura por uvas destinadas à produção de espumantes, com preços que variam entre R$ 6,00 e R$ 7,50 por quilo.

Por outro lado, a comercialização de uvas para vinhos ocorre de forma mais restrita devido ao aumento das importações de rótulos estrangeiros, o que reduz o interesse das vinícolas por uvas tintas e pressiona os preços — hoje entre R$ 3,00 e R$ 5,00 por quilo, conforme a qualidade.

Caxias do Sul e Serra Gaúcha: boa qualidade e elevação nos açúcares

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades precoces, como Bordô, Niágara, Concord, Seibel, BRS Magna, Chardonnay, Pinot Noir e Gewürztraminer, está em pleno andamento.

Os vinhedos apresentam boa sanidade e maior graduação de açúcares, o que favorece o padrão exigido pela indústria.

Em Flores da Cunha, cerca de 60 hectares de parreirais foram atingidos por granizo, afetando aproximadamente 25 famílias.

No Ceasa Serra, o preço da Niágara caiu de R$ 5,17 para R$ 3,75 por quilo, enquanto na venda direta o valor varia de R$ 2,00 a R$ 3,00 por quilo.

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Outras regiões mantêm bom desempenho na safra

Em Frederico Westphalen, mais de 90% da safra destinada ao consumo in natura já foi colhida, com produtividade média de 20 toneladas por hectare.

Para uvas voltadas ao processamento, cerca de 40% da produção já foi comercializada, com produtividade média de 21 toneladas por hectare.

Em Pelotas, a produtividade estimada chega a 30 toneladas por hectare, superando as safras anteriores. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 2,80 e R$ 5,00 por quilo, conforme a cultivar.

Em Santa Maria, a colheita está próxima do encerramento, com indicadores de boa produtividade.

Em Soledade (Rio Pardo), a safra das uvas americanas — Niágara, Bordô e Concord — está na fase final.

Já em Ibarama, produtores comercializam Niágara Rosada, Niágara Branca e Concord diretamente ao consumidor, com preços entre R$ 6,00 e R$ 7,00 por quilo.

Em Encruzilhada do Sul, iniciou-se a colheita da Chardonnay destinada à produção de espumantes, enquanto as demais cultivares ainda estão em maturação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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