Tribunal de Justiça de MT

Tribunal Pleno elege dois novos desembargadores para o TJMT

Publicado

Uma mulher de pele clara e óculos, vestindo blazer branco, e um homem grisalho de terno cinza e gravata vermelha posam lado a lado. Ao fundo, uma parede de madeira com um crucifixo e o brasão nacional.A juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva e o juiz Sérgio Valério são os novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A escolha foi feita pelo Tribunal Pleno, em sessão administrativa realizada nesta quinta-feira (12).

Sérgio Valério foi eleito, por unanimidade, pelo critério de antiguidade, conforme determinado pelo Edital 138/2025. “Fui convocado duas vezes para atuar no Tribunal. Então, não será a primeira vez na experiência de decidir em colegiado. Agora eu venho para cá com a expectativa de continuar fazendo justiça, que sempre foi minha atuação como juiz”, afirmou.

A juíza Gabriela Knaul recebeu 31 votos e ocupará a vaga pelo critério de merecimento, reservada exclusivamente para mulheres, seguindo as normas estabelecidas pelo Edital 135/2025. “A função jurisdicional de decidir permanece a mesma, mas ela passa a ser reforçada em termos de responsabilidade. Por isso, é preciso muita sabedoria, técnica e muita sensibilidade”, disse a magistrada.

O procedimento segue diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, por meio da Resolução nº 525/2023, regulamenta a metodologia de ascensão com recorte de gênero.

A vaga destinada ao critério de merecimento foi aberta com a aposentadoria do desembargador Sebastião de Moraes Filho. Enquanto a vaga por antiguidade surgiu em razão da aposentadoria do desembargador Sebastião Barbosa de Farias. Ambos completaram 75 anos, idade limite para o exercício da magistratura.

Leia mais:  Juiz de MT participa de mutirão em SP que debaterá atenção e direitos de cuidadores

A solenidade de posse ocorrerá na sexta-feira (13), às 14h, no Plenário 1 do TJMT. A partir desse ato, o Judiciário de Mato Grosso passa a contar com 39 desembargadores, sendo 13 mulheres.

Biografias

Um homem idoso de pele clara e cabelos brancos, vestindo terno cinza, camisa branca e gravata vermelha, posa para a foto. Ao fundo, uma parede de madeira com um crucifixo e o brasão nacional.Sérgio Valério – Ingressou na magistratura de Mato Grosso em janeiro de 1992, após aprovação em concurso público para o cargo de juiz substituto, sendo promovido a juiz de Direito em janeiro de 1994. Nascido em 27 de setembro de 1951, Valério é casado e natural de Américo Campos (SP).

Ao longo da carreira na magistratura, atuou nas comarcas de Cuiabá, Tangará da Serra, Diamantino, Porto dos Gaúchos, Alta Floresta e Barra do Garças. Atualmente, é titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões da Comarca de Cuiabá.

Na Capital, também atuou pela 11ª Vara Cível, 3ª Vara Especializada de Família e Sucessões, 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude, 3ª Vara Criminal, 1ª Vara Cível, 1ª Vara Especializada de Família e Sucessões e 4º Juizado Especial Cível.

Uma mulher de pele clara e óculos, vestindo blazer branco, posa para a foto. Ao fundo, uma parede de madeira com um crucifixo e o brasão nacional em dourado em um ambiente jurídico.Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva – Nascida em 25 de outubro de 1972, é casada e natural de Florianópolis (SC). Sua trajetória na magistratura de Mato Grosso começou em fevereiro de 1999, aprovada em concurso para juíza substituta. Em março de 2001 foi promovida ao cargo de juíza de Direito.

Leia mais:  Novo provimento regulamenta cadastro de advogados dativos em Mato Grosso

A primeira comarca assumida pela magistrada foi a de Poconé. Além dessa, atuou ainda nas comarcas de Diamantino, Cáceres, Colíder, Rondonópolis, Guiratinga, Campo Verde, Jaciara, Sinop e Cuiabá.

Na Capital, exerceu funções na Turma Recursal Única, no Núcleo de Justiça Digital de Direito Bancário e no Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais. Foi juíza auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e colocada à disposição da Organização das Nações Unidas (ONU) por três anos.

Também foi titular do Juizado Especial da Fazenda Pública – Gabinete 1, com atuação cumulativa no Núcleo de Justiça Digital da Saúde Pública. Atualmente, está designada como juíza auxiliar da Presidência do TJMT.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

Publicado

Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

Leia mais:  Provimento 195 do CNJ é divisor de águas na regularização fundiária, avaliam especialistas

“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

Leia mais:  Juiz de MT participa de mutirão em SP que debaterá atenção e direitos de cuidadores

Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana