Agro News

Chuvas intensas em Mato Grosso reduzem ritmo da colheita de soja no Brasil, aponta AgRural

Publicado

Colheita nacional desacelera com avanço das chuvas

A colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil perdeu força na última semana, após semanas de avanço acelerado. De acordo com levantamento da AgRural, até a última quinta-feira (12), 21% da área cultivada no país havia sido colhida. Na semana anterior, o percentual era de 16%, enquanto no mesmo período do ano passado o índice chegava a 24%.

Padrão “invernado” limita trabalhos em Mato Grosso

O principal fator para a desaceleração, segundo a consultoria, é o padrão de chuvas persistentes em Mato Grosso, fenômeno conhecido como “invernada”, que tem dificultado o avanço das máquinas no campo. A falta de janelas de sol reduziu o ritmo dos trabalhos e elevou a preocupação dos produtores com a qualidade dos grãos, especialmente no norte do estado.

Risco de perda de qualidade preocupa produtores

Com o clima mais úmido e dias nublados, a soja colhida apresenta maior incidência de grãos danificados. A AgRural alerta que, em regiões onde a colheita ocorre mais tarde, o problema pode persistir nas próximas semanas se as chuvas continuarem frequentes, comprometendo parte da produção.

Leia mais:  BNDES aprova R$300 milhões para expansão da usina de etanol de milho da Neomille em Goiás
Sul enfrenta cenário oposto: estiagem e calor

Enquanto Mato Grosso lida com excesso de chuva, o Rio Grande do Sul enfrenta estiagem e temperaturas elevadas. Os produtores do estado já calculam as primeiras perdas em produtividade e temem que os prejuízos se intensifiquem caso o volume de chuvas siga irregular na segunda metade de fevereiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

Publicado

A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

Leia mais:  Grupo de trabalho vai analisar uso de inteligência geoespacial na cafeicultura
Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

Leia mais:  Programa "Adjuvantes da Pulverização" certifica mais de 100 produtos em 2025 e fortalece segurança no campo

Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana