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Etanol e Gasolina Sobem em Fevereiro e Impactam Custos ao Consumidor no Brasil

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O mês de fevereiro começou com novos aumentos nos combustíveis em todo o país. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), tanto o etanol quanto a gasolina registraram elevação nos preços médios nas bombas, refletindo o cenário de menor oferta e custos logísticos mais altos.

Etanol puxa alta dos combustíveis no início do mês

Na primeira quinzena de fevereiro, o etanol hidratado apresentou a maior variação positiva, com alta de 2,36% em relação ao início de janeiro, atingindo o preço médio de R$ 4,77 por litro. Já a gasolina comum avançou 0,16%, com valor médio de R$ 6,45 por litro.

Segundo o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas, mesmo após o reajuste para baixo da Petrobras em janeiro, os combustíveis mantiveram tendência de alta devido ao aumento do ICMS, custos logísticos e efeitos da entressafra da cana-de-açúcar, que reduzem a oferta de etanol no mercado.

Diferenças regionais mantêm desequilíbrio nos preços

A pesquisa indica grandes variações regionais nos preços:

  • Região Norte: manteve os maiores preços do país, com etanol a R$ 5,33 (+0,95%) e gasolina a R$ 6,84 (+0,15%).
  • Sudeste: apresentou as menores médias, com etanol a R$ 4,70 (+2,62%) e gasolina a R$ 6,34 (+0,16%).
  • Nordeste: registrou as maiores altas percentuais, com o etanol subindo 2,82% e a gasolina 0,62%.
  • Centro-Oeste: foi a única região com queda na gasolina (-0,31%), com média de R$ 6,53.
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Entre os estados, o Amazonas registrou o etanol mais caro do Brasil (R$ 5,47/litro), enquanto São Paulo teve o menor preço médio (R$ 4,58/litro), apesar de uma alta de 3,15%. No caso da gasolina, Roraima apresentou o valor mais elevado (R$ 7,41/litro), e a Paraíba o mais baixo (R$ 6,16/litro).

Mercado spot de etanol segue enfraquecido em São Paulo

Conforme dados do Cepea/Esalq-USP, o mercado spot de etanol em São Paulo teve uma das semanas mais lentas do ano entre 9 e 13 de fevereiro. O volume negociado foi o segundo menor de 2026, já que muitas distribuidoras seguem abastecidas por contratos firmados anteriormente com as usinas.

Com isso, os preços no mercado físico recuaram: o etanol hidratado fechou o período a R$ 3,0203/litro (queda de 0,96%), enquanto o etanol anidro foi cotado a R$ 3,4120/litro, redução de 2,23%. Essa movimentação mostra o impacto direto da entressafra e da menor disponibilidade de produto nas negociações imediatas.

Alta dos combustíveis pressiona transporte, mas inflação segue sob controle

Apesar do avanço nos combustíveis, a Banco Central do Brasil indica que a inflação permanece dentro da meta. O IBGE registrou alta de 0,33% no IPCA de janeiro de 2026, acumulando 4,44% em 12 meses, índice ainda dentro da margem de tolerância do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelece meta central de 3% ao ano, com variação de ±1,5 ponto percentual.

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O Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, reduziu a previsão de inflação para 3,95% em 2026, reforçando a expectativa de estabilidade econômica. A taxa Selic, mantida em 15% ao ano, segue como principal instrumento para conter pressões de preços.

Perspectivas para o consumidor e o mercado

Mesmo com os aumentos pontuais no etanol e na gasolina, o cenário macroeconômico é de estabilidade e previsibilidade. Caso a inflação continue sob controle, analistas esperam que o Banco Central inicie um ciclo de cortes graduais na Selic ainda no segundo semestre de 2026, o que pode reduzir o custo do crédito e estimular o consumo.

O avanço dos combustíveis, entretanto, segue como fator de atenção, especialmente no impacto direto sobre o transporte e a cadeia de produção agrícola e logística nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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