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MME participa de mesa redonda sobre descarbonização marítima e infraestrutura logística

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta semana, da mesa redonda “O Brasil na Rota do Framework Net Zero: Soberania Energética, Regulação IMO e o Futuro da Logística Naval”, realizada em Brasília. O painel reuniu especialistas para debater os impactos das metas de neutralidade de carbono da Organização Marítima Internacional (IMO), os desafios regulatórios do Net Zero Framework (NZF), a competitividade da cabotagem, a adaptação da infraestrutura portuária e o papel dos combustíveis sustentáveis na transição energética do transporte marítimo.

Durante o debate, o diretor do Departamento de Biocombustíveis da Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marlon Arraes, representou o MME e destacou que a transição do setor naval deve conciliar integridade ambiental, segurança energética e competitividade logística. Segundo ele, o ministério defende que o Brasil, no âmbito da IMO, continue seu trabalho para o reconhecimento de elementos contidos nas metodologias nacionais de Análise de Ciclo de Vida, construídas no contexto da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), e contesta classificações automáticas que não reflitam as especificidades da produção brasileira e a real sustentabilidade dos processos produtivos, especialmente no caso dos biocombustíveis.

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A mesa também abordou os desafios estruturais da infraestrutura portuária. A introdução de novos combustíveis — como biodiesel, etanol, HVO, metanol verde, amônia verde e hidrogênio de baixo carbono — exige ampliação de tancagem, reforço de protocolos de segurança, padronização de abastecimento (bunkering) e investimentos em eletrificação de berços (Onshore Power Supply). Atualmente, poucos portos brasileiros possuem inventários consolidados de emissões e metas formais de redução de gases de efeito estufa, o que evidencia a necessidade de planejamento coordenado.

No âmbito da governança, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), por meio do Grupo de Trabalho da Resolução CNPE nº 10/2024, coordenado pelo MME, instituiu o Subgrupo de Trabalho nº 05 para subsidiar diretrizes sobre combustíveis sustentáveis na navegação. Ao longo do ano de 2025, foram realizados 24 encontros com 39 instituições, a título de participação social, cujo trabalho levará à consolidação e envio de Relatório Final com recomendações ao CNPE, com vistas à institucionalização do Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação, no âmbito da Lei do Combustível do Futuro.

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A iniciativa integra a estratégia do Governo do Brasil de posicionar o pais como provedor global de soluções energéticas sustentáveis, transformando a modernização portuária e o fortalecimento da cadeia de biocombustíveis em vetores de soberania energética e inserção competitiva no novo regime climático internacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Estruturação do projeto da Ferrogrão avança com decisão do STF

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O Ministério dos Transportes avalia que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a constitucionalidade da legislação relacionada à desafetação de área do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar a Ferrogrão, representa um passo importante para o fortalecimento e a continuidade da estruturação do projeto.

A decisão reforça o entendimento de que o trabalho técnico conduzido pelo Ministério ao longo dos últimos anos vem sendo realizado com responsabilidade, observância das condicionantes legais e aperfeiçoamento contínuo dos estudos necessários para um empreendimento dessa envergadura.

Nos últimos três anos, a pasta atualizou o projeto, agregou novos estudos, refinou informações técnicas, incorporou análise de custo-benefício e incluiu medidas de compensação ambiental que não constavam nas versões anteriores do empreendimento. Os estudos também passaram a considerar de forma mais aprofundada as externalidades positivas do projeto, especialmente a redução das emissões de gases de efeito estufa a partir da ampliação da participação do modal ferroviário na matriz logística nacional.

O Ministério dos Transportes reafirma que seguirá avançando em todas as diretrizes previstas na legislação, com compromisso absoluto com o devido licenciamento ambiental, a escuta e o respeito aos povos e comunidades envolvidos, além da adoção de todas as salvaguardas necessárias para garantir a sustentabilidade e a segurança jurídica do projeto.

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A Ferrogrão é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico do país, com potencial para ampliar a eficiência logística, reduzir custos de transporte e fortalecer a infraestrutura nacional de forma alinhada à sustentabilidade ambiental.

Paralelamente, o Ministério também atua, em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na estruturação de soluções de financiamento de longo prazo para viabilizar o empreendimento. Com o avanço dessa etapa e a decisão do STF, a pasta aguarda agora a apreciação do projeto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para posterior publicação do edital. 

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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