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Ciência e inovação na pauta: MCTI e parlamentares discutem prioridades para o País

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O fortalecimento da agenda legislativa para ciência, tecnologia e inovação esteve no centro das discussões entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados. Entre os temas discutidos estão iniciativas para impulsionar a pesquisa, estimular a inovação e avançar na regulamentação da inteligência artificial no País. 

Para tratar dessas pautas, a ministra Luciana Santos recebeu na quarta-feira (11) o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados, deputado Átila Lira (PP). O encontro teve como objetivo aproximar as agendas do Executivo e do Legislativo e ampliar o diálogo sobre projetos para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. 

Durante a reunião, também foram discutidas propostas legislativas relacionadas à transformação digital, ao fortalecimento do sistema nacional de ciência e tecnologia e à criação de um ambiente regulatório que estimule a inovação com responsabilidade. 

A ministra Luciana Santos destacou a importância do diálogo permanente com o Congresso Nacional para o avanço das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação no País. 

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“A articulação entre o Executivo e o Legislativo é fundamental para avançarmos em marcos legais e iniciativas que fortaleçam o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. O Brasil tem um grande potencial científico e tecnológico e precisamos criar as condições para que esse conhecimento se transforme em desenvolvimento, inovação e qualidade de vida para a população”, afirmou. 

O deputado Átila Lira ressaltou que assumir a presidência da comissão representa um momento importante para debater temas que impactam diretamente a sociedade. “Temos pautas importantes para discutir, como a regulamentação da inteligência artificial. Nosso compromisso é avançar na agenda legislativa com responsabilidade, equilibrando o desenvolvimento tecnológico com a proteção da sociedade e do mercado de trabalho”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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