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Criadores de conteúdo são chamados pelo MJSP para dialogar sobre o ECA Digital nas redes

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Brasília, 16/3/2026 Nesta segunda-feira (16), a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), promoveu a experiência imersiva Crescer em Rede, voltada a produtores de conteúdo. O objetivo foi discutir o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), Lei nº 15.211/2025, que entra em vigor na terça-feira (17).  

Realizado no Palácio da Justiça, o encontro reuniu 23 criadores de conteúdo, com alcance estimado de 30 milhões de seguidores. Eles participaram de rodas de conversa sobre os impactos da nova legislação e o papel das instituições na implementação da norma. Os debates também abordaram temas como controle parental, classificação indicativa, publicidade digital, loot boxes e mecanismos de denúncia de crimes cibernéticos.  

Integram a mesa de abertura o secretário Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI/MJSP), Victor Olivera Fernandes;  o chefe da Assessoria Especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges de Sousa Filho; a secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva; o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, João Caldeira Brant Monteiro de Castro; o diretor-presidente da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Gonçalves Junior, a diretora executiva e cofundadora do Redes Cordiais, Clara Becker; e a coordenadora do programa Criança e Consumo do Instituto Alana, Maria Mello. 

Para o secretário Nacional de Direitos Digitais do MJSP, Victor Olivera Fernandes, aproximar criadores de conteúdo das novas regras é uma forma de ampliar o alcance das informações sobre direitos digitais.  

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Durante o processo, dialogamos com empresas, com sociedade civil, usuários, famílias, responsáveis, centros universitários e institutos de pesquisa para garantir que essa regulamentação atendesse aos anseios da maior parte da sociedade brasileira. Os três decretos que o presidente assinará amanhã foram feitos a partir dessa escuta. Um deles regula o ECA Digital de forma geral; outro melhora a estrutura da ANPD, que se tornou agência reguladora por meio de lei; e o terceiro cria Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, da Polícia Federal”, anunciou. 

 A cofundadora do Redes Cordiais, Clara Becker, destacou a importância de expandir o debate público sobre o tema.   

“O ECA Digital inaugura uma nova fase da internet brasileira, mas nenhuma lei funciona sozinha. É fundamental que a sociedade entenda o que muda. Os criadores de conteúdo têm hoje um papel central nesse processo, porque ajudam milhões de pessoas a compreender temas complexos nas redes”, afirmou.  

A proposta do encontro é abrir um espaço de diálogo entre comunicadores, Governo Federal, sociedade civil e especialistas, uma vez que o desafio da proteção das crianças e adolescentes nas redes é não apenas de todos, mas sobretudo intergeracional.  Segundo a produtora de conteúdo do canal Faxina Boa, Verônica Oliveira, que tem é mãe de três, a prova do desafio tecnológico ficou clara no pré-natal de cada filho:  

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“O ultrassom da primeira gravidez foi gravado em disquete; o da segunda eu já recebi em CD, e o da caçula veio em link salvo na nuvem”, disse. 

Entre os principais pontos da lei estão:  

  Reforço da responsabilização das plataformas digitais na prevenção de riscos e danos;  

  Adoção de medidas de segurança de crianças e adolescentes no desenho dos produtos e serviços digitais;  

 • Adaptação dos conteúdos disponíveis na internet à idade dos usuários;  

  Criação de mecanismos para reduzir a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais ou prejudiciais.  

A regulamentação da lei será feita por Decreto elaborado em parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Casa Civil, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).  

O ECA Digital passa a valer seis meses após a publicação no Diário Oficial da União, ocorrida em setembro de 2025. A lei estabelece regras para produtos e serviços digitais direcionados a crianças e adolescentes — ou que possam ser acessados por esse público — independentemente do país onde esteja sediada a empresa responsável.  

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Atendimento aos povos indígenas: terceira edição do curso mobiliza profissionais da segurança dos estados da Amazônia Legal

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Brasília, 17/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (17), a terceira edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas, voltado aos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Criada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a formação busca aprimorar o trabalho das forças de segurança no atendimento às populações indígenas, promovendo uma abordagem baseada no respeito aos direitos humanos, na sensibilidade cultural e na compreensão das especificidades dos diferentes povos, com atenção especial aos territórios da Amazônia Legal.

Desenvolvido em parceria com a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o curso reúne conhecimentos técnicos e boas práticas para qualificar a atuação dos agentes públicos diante dos desafios enfrentados nos territórios indígenas, principalmente aqueles relacionados ao crime organizado e às violações de direitos.

Durante o lançamento, a diretora de Ensino e Pesquisa, Michele Ramos, ressaltou que a ação traduz o compromisso permanente do Governo Federal com a proteção dos povos indígenas, destacando a importância da articulação institucional para consolidar o trabalho.

“O curso traduz o compromisso do MJSP com a proteção dos povos indígenas e a segurança dos seus territórios. Compreendemos que o papel das forças de segurança é central para a garantia dos direitos dessas populações. Esta formação foi construída a muitas mãos, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do CNJ, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e da Força Nacional. É fruto da troca de boas práticas e do fortalecimento de caminhos para uma atuação cada vez mais qualificada”, afirmou.

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A secretária da Senad, Marta Machado, destacou que a capacitação é estratégica para fortalecer a presença do Estado em regiões onde o tráfico de drogas e outros crimes impactam diretamente as comunidades indígenas.

“A qualificação para um enfrentamento mais eficiente é fundamental. A terceira edição do curso demonstra que esta é uma ação permanente do Ministério. Precisamos de profissionais preparados, com sensibilidade cultural e compromisso com os direitos humanos. Os desafios enfrentados nessas regiões são cada vez mais complexos. O tráfico de drogas se articula com outras atividades ilegais que afetam profundamente os povos indígenas, e a resposta do Estado precisa ser qualificada, baseada em inteligência, fortalecimento comunitário e integração institucional”.

Marta Machado explicou ainda que cada território indígena possui uma dinâmica própria, e compreender essas particularidades é essencial para reduzir os impactos da criminalidade. “Temos aprendido que não é possível enfrentar desafios complexos com políticas isoladas”.

Representando a presidência da Funai, Léia Bezerra do Vale, enfatizou que a qualificação dos profissionais é uma demanda histórica das comunidades indígenas.

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“Desde 2006, quando realizávamos seminários sobre a Lei Maria da Penha, as mulheres indígenas já demonstravam a necessidade de agentes públicos preparados para compreender suas especificidades. O Brasil possui mais de 390 povos indígenas, com diferentes etnias, línguas e culturas. Muitas vezes, essas pessoas chegam a uma delegacia e não conseguem ser compreendidas. Ter profissionais capacitados e sensíveis para atender essa população é fundamental”, concluiu.

Na sequência, o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF ministrou uma aula magna sobre as particularidades do atendimento aos povos indígenas.

A nova edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas reforça a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública de investir na formação continuada dos profissionais do Susp, promovendo um trabalho cada vez mais integrado, qualificado e alinhado aos princípios da cidadania, da diversidade cultural e da proteção dos direitos fundamentais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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