Nacional

MTE reforça ações de inclusão de migrantes em reunião com representantes da ONU

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu, nesta segunda-feira (16), na sede do MTE, em Brasília, uma comitiva de representantes das Nações Unidas, liderada pelo relator especial para os Direitos Humanos dos Migrantes, Gehad Madi.

No encontro, técnicos do Ministério ressaltaram as políticas para inclusão de migrantes no mercado de trabalho brasileiro. O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, destacou que o Governo do Brasil busca aproximar os imigrantes das oportunidades de emprego, oferecendo programas de qualificação e apoio financeiro, como o Bolsa Família.

Além disso, destacou o combate à precarização e à exploração no trabalho por meio de ações de fiscalização do MTE, integradas a outros órgãos, como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Macena ressaltou que o Brasil é referência internacional no tema. “Somos chamados pela OIT e por outros mecanismos internacionais para compartilhar a experiência que temos na fiscalização e na intermediação, contribuindo para a troca de conhecimentos e para que outros países também adotem políticas públicas efetivas”, afirmou o secretário-executivo.

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O relator especial para os Direitos Humanos dos Migrantes, Gehad Madi, elogiou as políticas brasileiras de assistência social, saúde e emprego voltadas ao acolhimento de pessoas vindas de outros países.

Entre essas ações, foram destacados o atendimento e o acompanhamento específicos para crianças, a emissão de documentos, como a carteira de trabalho para migrantes, o encaminhamento para vagas por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), a oferta de abrigos para pessoas desempregadas com acompanhamento psicológico e social, além de cursos de formação voltados à empregabilidade.

A missão da comitiva da ONU tem como objetivo aprofundar a compreensão sobre as políticas públicas e as boas práticas adotadas pelo país, bem como subsidiar a elaboração de relatório com recomendações voltadas à promoção e à proteção dos direitos humanos das pessoas migrantes, considerando as especificidades sociais, políticas e históricas do contexto brasileiro.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Nacional

MJSP sedia reunião do CNSP para alinhar estratégias da segurança pública de 2026

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Brasília, 29/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sediou, nesta quarta-feira (29), a 13ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP). O encontro reuniu lideranças do setor no Palácio da Justiça, na capital federal, com o objetivo de alinhar o cronograma de ações de 2026, fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e aprimorar a gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A mesa de abertura foi composta pelo ministro do MJSP e presidente do CNSP, Wellington César Lima e Silva; pelo secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; pela secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Marta Machado; pela secretária nacional de Acesso à Justiça (Senaju), Sheila Carvalho; pelo assessor especial do ministro, Daniel Hirata; e pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Fernando Souza Oliveira.

No início dos trabalhos, o secretário Chico Lucas reforçou a visão da segurança como sistema integrado e destacou a importância da articulação entre conhecimento acadêmico e experiência técnica para qualificar as políticas públicas.

Em seguida, o ministro Wellington Lima apresentou o conceito de “dupla velocidade”, que busca equilibrar medidas estruturantes de longo prazo e respostas imediatas às demandas da população. Segundo ele, a gestão se baseia em evidências e dados empíricos. “O ministério busca uma gestão baseada em evidências e dados para estabelecer um ciclo virtuoso no setor”, afirmou.

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Quatro pilares prioritários

A estratégia para 2026 está organizada em quatro pilares prioritários.

O combate ao crime organizado tem foco na asfixia financeira e no desmonte do patrimônio das facções, em atuação integrada entre os órgãos de segurança.

O fortalecimento do sistema prisional prevê a qualificação de unidades do País para o padrão de segurança máxima, com o objetivo de reduzir a capacidade de comando das organizações criminosas a partir das instituições. Segundo o ministro, trata-se de uma ação de Estado que exige cooperação permanente entre os órgãos republicanos. “A meta é qualificar 10% das unidades carcerárias do país para o padrão de segurança máxima, desarticulando o comando do crime de dentro das instituições”, afirmou.

No enfrentamento à violência contra a mulher, o ministro destacou o combate ao feminicídio como compromisso central do Governo e marcador civilizatório, ressaltando que índices elevados representam retrocessos inaceitáveis diante da relevância da mulher na sociedade.

Nesse eixo, reforçou a ampliação do uso de inteligência preditiva por meio do Centro Integrado Mulher Segura (Cims), com base em bancos de dados capazes de identificar padrões de agressores e situações de vulnerabilidade. Também informou que o ministério estuda as causas da subnotificação para viabilizar intervenções antes da escalada da violência.

O combate ao roubo de celulares também integra a estratégia. O ministro explicou que o problema afeta o patrimônio da população, impacta setores econômicos e pode evoluir para crimes mais graves, como o latrocínio. Por isso, será estruturado um novo marco tecnológico, em articulação com operadoras de telefonia, para enfrentamento baseado em inteligência.

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Diretorias da Senasp apresentam ações para 2026

A reunião contou com apresentações das diretorias da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que detalharam ações prioritárias para o próximo ciclo.

A diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública (DGFNSP), Camila Pintarelli, apresentou o gerenciamento de recursos e o convênio firmado com a Universidade de São Paulo (USP) para aprimorar a governança.

A diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo, destacou o andamento dos projetos Município Mais Seguro e a implementação das Câmeras Corporais. Já o diretor da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Fernando Alencar Medeiros, apresentou o planejamento operacional e as atribuições da tropa federativa.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), José de Anchieta Nery, tratou das operações integradas e das diretrizes do programa Brasil Contra o Crime Organizado.

No encontro, a diretora substituta de Gestão e Integração de Informações (DGI), Ana Cecília Gonzalez, apresentou as novas soluções do Sinesp, enquanto a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos, detalhou a atualização da Matriz Curricular Nacional para profissionais de segurança.

CNSP
13° Reunião Ordinária MJSP

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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