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Operação Força Integrada prende 116 pessoas e bloqueia R$ 97 milhões em 15 estados

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Brasília, 18/3/2026 – A Operação Força Integrada, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), prendeu 116 pessoas e cumpriu 174 mandados de busca e apreensão em 15 estados do País. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (18). Além das prisões e dos mandados, a operação resultou no bloqueio de bens no valor de R$ 97 milhões. Também foram apreendidas 21 armas, cerca de 100 kg de cocaína e mais de 600 kg de maconha.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Polícia Federal, e mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco). A ação tem como foco o enfrentamento ao tráfico de drogas e de armas, a atuação de facções criminosas, a lavagem de dinheiro e outros crimes violentos.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou a importância da Operação Força Integrada para enfraquecer as organizações criminosas, por meio da atuação integrada das forças policiais. Segundo ele, participaram agentes da Polícia Federal e das polícias civis, militares e penais.

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“Esse modelo de operação será adotado como rotina, pois é um formato eficaz. A proposta é integrar cada vez mais as ações policiais e superar a atuação isolada. A coordenação nacional pelas Ficcos amplia recursos, reforça o apoio logístico e fortalece a troca de informações sobre as organizações criminosas”, afirmou.

O diretor-executivo da Polícia Federal, Willian Murad, enfatizou que a integração e a coordenação das equipes são fundamentais para alcançar resultados. Ele explica que o formato das Ficcos permitiu a realização simultânea das prisões.

Para o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Dennis Cali, o projeto, embora recente, já apresenta resultados expressivos no combate a crimes violentos, especialmente em estados com disputas territoriais entre facções.

A operação foi realizada nos estados de Alagoas (AL), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP) e Sergipe (SE).

Impacto das Ficcos

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O modelo de força-tarefa orienta a atuação das Ficcos, que têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de segurança pública. Participam da iniciativa as polícias civis, militares e penais, as guardas municipais, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e as secretarias estaduais de segurança pública. As ações são coordenadas pela Polícia Federal.

As Ficcos estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal. Atualmente, há 39 unidades em funcionamento no País. Em 2025, as Ficcos realizaram 246 operações. Nessas ações, foram cumpridos mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e mais de 1.500 mandados de prisão.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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