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Tarifaço dos EUA derruba exportações do setor florestal do Paraná em 2025

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O setor florestal do Paraná registrou forte retração nas exportações em 2025, impactado diretamente pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Dados da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) mostram queda expressiva em segmentos altamente dependentes do mercado norte-americano.

No consolidado, as exportações florestais paranaenses somaram US$ 2,3 bilhões em 2025, recuo de cerca de 9% em relação aos US$ 2,5 bilhões registrados em 2024 — uma perda aproximada de US$ 226 milhões.

Segmentos mais dependentes dos EUA lideram as perdas

Os setores mais afetados foram aqueles com maior concentração de vendas para os Estados Unidos.

O segmento de molduras, que destinou 98% de sua produção ao mercado norte-americano em 2025, registrou queda de 61% nas exportações, passando de US$ 241 milhões em 2024 para US$ 150 milhões.

Já o segmento de portas de madeira, com 95% das exportações voltadas aos EUA, teve retração de 55%, com receitas caindo de US$ 88 milhões para US$ 57 milhões no mesmo período.

Impactos vão além da economia e atingem o emprego

Segundo o presidente da APRE Florestas, Fabio Brun, os efeitos do tarifaço não se limitaram aos resultados financeiros.

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O setor estima a perda de cerca de 10 mil empregos ao longo de 2025, com maior impacto no segundo semestre. De acordo com ele, o ambiente de negócios segue desafiador e exige adaptação das empresas.

Brun destaca que, diante do cenário, as companhias precisam rever estratégias, diversificar portfólio e buscar novos mercados para reduzir a dependência externa.

Outros produtos também registram queda nas exportações

Além dos segmentos mais afetados pelas tarifas, outros produtos florestais também apresentaram recuo, influenciados pelo aumento da oferta e pela queda nos preços internacionais.

A biomassa florestal teve redução de 38%, passando de US$ 29 milhões em 2024 para US$ 21 milhões em 2025.

O compensado de pinus registrou queda de 13%, totalizando US$ 488 milhões em exportações, enquanto a celulose recuou 11%, somando US$ 364 milhões no período.

Setores específicos conseguem crescer mesmo com cenário adverso

Apesar do ambiente desfavorável, alguns segmentos apresentaram desempenho positivo em 2025.

O serrado de folhosas avançou 21,4%, com exportações de US$ 17 milhões. O setor de móveis de madeira cresceu 11%, atingindo US$ 110 milhões, enquanto o papel teve alta de 2,2%, totalizando US$ 841 milhões.

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Participação do Paraná nas exportações brasileiras recua

A participação do Paraná nas exportações florestais brasileiras caiu de 15% em 2024 para 14,5% em 2025.

Ainda assim, o estado mantém posição de destaque em segmentos como compensado de pinus, com 68% das exportações nacionais, e molduras, com 62,5% de participação.

Por outro lado, no setor de papel, houve avanço na representatividade, passando de 33% para 35% no mesmo período.

Perspectivas para 2026 indicam cautela

Para 2026, a expectativa do setor é de cautela quanto ao crescimento das exportações, diante da continuidade dos desafios no mercado internacional.

Segundo Fabio Brun, o momento também reforça a importância estratégica das florestas plantadas, especialmente no contexto de sustentabilidade e mitigação das mudanças climáticas.

O dirigente destaca que, no ano em que se completam 120 anos da introdução do pinus no Brasil, o setor precisa reforçar seu papel econômico e ambiental, ao mesmo tempo em que busca maior resiliência frente às oscilações do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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