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CMN aprova R$ 7,36 bilhões para o Funcafé em 2026; exportações de café recuam em março

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CMN libera mais de R$ 7,3 bilhões para o Funcafé em 2026

O Conselho Monetário Nacional aprovou, em reunião ordinária nesta semana, o montante de R$ 7.368.712.499,00 em recursos do Orçamento Geral da União (OGU) destinados ao financiamento por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) no exercício de 2026.

Os recursos serão aplicados em diversas linhas de crédito voltadas ao setor cafeeiro, incluindo custeio, comercialização, aquisição de café, contratos de opções, capital de giro e recuperação de lavouras danificadas.

Linhas de crédito atendem toda a cadeia produtiva do café

Os financiamentos seguirão as diretrizes estabelecidas no Capítulo 9 do Manual de Crédito Rural (MCR), que regulamenta o uso dos recursos do Funcafé.

A distribuição dos valores entre as diferentes linhas será definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, de acordo com as necessidades do setor.

A medida busca garantir suporte financeiro aos produtores e agentes da cadeia produtiva, contribuindo para a estabilidade e o desenvolvimento da cafeicultura nacional.

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Composição do CMN e definição da política de crédito

O Conselho Monetário Nacional é um órgão colegiado responsável por estabelecer diretrizes da política monetária e de crédito no país.

Atualmente, o CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Exportações de café em março seguem em ritmo mais lento

As exportações brasileiras de café em grão apresentaram desempenho mais fraco em março de 2026. Considerando 15 dias úteis, foram embarcadas 1.859.516 sacas de 60 quilos, com média diária de 123.966 sacas.

A receita total no período alcançou US$ 757,428 milhões, com média diária de US$ 50,495 milhões e preço médio de US$ 407,28 por saca.

Queda no volume e na receita, com leve alta nos preços

Na comparação com março de 2025, os dados indicam retração significativa no desempenho das exportações.

A receita média diária recuou 33,2%, enquanto o volume médio diário embarcado foi 33,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

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Por outro lado, o preço médio da saca apresentou leve valorização de 3,7%, amenizando parcialmente o impacto da queda no volume exportado.

Perspectiva: crédito reforça setor, mas exportações preocupam

A liberação dos recursos do Funcafé para 2026 reforça o suporte financeiro ao setor cafeeiro, garantindo capital para diferentes etapas da produção e comercialização.

No entanto, o ritmo mais lento das exportações em março acende um sinal de atenção para o desempenho do mercado externo, especialmente diante da queda expressiva no volume embarcado, apesar da leve recuperação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de milho oscila no Brasil com pressão da colheita e baixa liquidez nas negociações

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Mercado de milho registra oscilações e baixa liquidez no Brasil

O mercado de milho no Brasil tem apresentado comportamento misto nos últimos dias, marcado por oscilações nos preços e baixo volume de negociações. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário reflete uma combinação de fatores sazonais, climáticos e movimentos do mercado internacional.

Na B3, os contratos mais curtos registraram pressão negativa, enquanto os vencimentos mais longos apresentaram leve recuperação, sustentados principalmente pela demanda externa.

Avanço da colheita de verão pressiona preços no curto prazo

A principal pressão sobre os preços imediatos está relacionada ao avanço da colheita da safra de verão. O aumento da oferta disponível no mercado interno, somado às expectativas positivas para a segunda safra (safrinha), mantém os compradores em posição confortável.

Além disso, revisões recentes indicando aumento na produção reforçam o viés de baixa no curto prazo, limitando movimentos de valorização.

Demanda internacional sustenta contratos mais longos

Apesar da pressão no mercado físico, os contratos mais longos encontram suporte na atuação do comprador internacional. A demanda externa contribui para equilibrar parcialmente o mercado, evitando quedas mais acentuadas nas cotações futuras.

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Outro fator de pressão vem do cenário global, com expectativa de uma safra maior na Argentina, o que amplia a oferta mundial e influencia diretamente os preços.

Mercado regional: preços e ritmo de negócios variam entre estados

O comportamento do mercado também varia entre as principais regiões produtoras do país:

  • Rio Grande do Sul: No estado, o mercado segue com baixa liquidez, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança de forma irregular devido às chuvas frequentes, embora a produtividade média seja considerada positiva.
  • Santa Catarina: O mercado permanece travado, com pouca movimentação. O descompasso entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores limita o fechamento de negócios.
  • Paraná: A colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda safra apresenta boas condições, favorecida por melhora recente no clima. Ainda assim, o ritmo de negociações segue lento, com compradores focados no curto prazo.
  • Mato Grosso do Sul: Os preços mostram reação após quedas anteriores, impulsionados principalmente pela demanda do setor de bioenergia. Apesar disso, a liquidez ainda é considerada limitada.
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Câmbio e demanda seletiva influenciam ritmo do mercado

O cenário macroeconômico também influencia o comportamento do mercado. O câmbio abaixo de R$ 5,00 reduz a competitividade das exportações, enquanto a demanda interna atua de forma seletiva.

Esse conjunto de fatores mantém o mercado brasileiro em compasso de espera, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes.

Perspectiva para o milho indica mercado cauteloso no curto prazo

De forma geral, o mercado de milho segue marcado por cautela. O avanço da colheita, a expectativa de uma safrinha robusta e o cenário internacional pressionam os preços no curto prazo.

Ao mesmo tempo, a demanda externa e fatores climáticos continuam no radar, podendo influenciar os próximos movimentos. Até lá, a tendência é de manutenção da baixa liquidez e de negociações mais estratégicas por parte de produtores e compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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