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Faturamento da indústria cresce em fevereiro, mas setor ainda acumula queda em 2026

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O faturamento real da indústria de transformação registrou crescimento de 4,9% em fevereiro, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado sucede a alta de 1,3% em janeiro e leva o setor a um avanço acumulado de 6,2% em relação a dezembro de 2025.

Apesar da sequência positiva no início do ano, o cenário ainda não indica uma recuperação consistente da atividade industrial.

Faturamento industrial ainda recua no comparativo anual

Na comparação entre o primeiro bimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, o faturamento da indústria apresenta queda de 8,5%, evidenciando que o setor ainda enfrenta dificuldades.

Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os resultados positivos recentes estão mais associados a uma base de comparação fraca do que a uma mudança estrutural no desempenho da indústria.

“Ainda é cedo para apontar uma reversão do quadro negativo visto desde o segundo semestre do ano passado”, avalia.

Horas trabalhadas avançam, mas não recuperam perdas

O número de horas trabalhadas na produção industrial cresceu 0,7% em fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de alta.

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Mesmo assim, o indicador ainda não compensa as perdas acumuladas anteriormente. No comparativo com o primeiro bimestre de 2025, houve recuo de 2,7%, mostrando que o ritmo de atividade segue abaixo do registrado no ano passado.

Utilização da capacidade instalada permanece estável

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) apresentou leve variação, passando de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro, mantendo-se praticamente estável.

No acumulado do primeiro bimestre, a UCI está 1,6 ponto percentual abaixo do nível registrado no mesmo período de 2025, indicando ociosidade ainda presente no setor industrial.

Mercado de trabalho industrial segue sem reação

Os indicadores relacionados ao mercado de trabalho industrial mostraram estabilidade em fevereiro.

  • O emprego recuou 0,1% em relação a janeiro
  • No acumulado do ano, a queda é de 0,4% frente ao mesmo período de 2025

Já a massa salarial e o rendimento médio permaneceram estáveis no mês. Ainda assim, no comparativo anual:

  • A massa salarial acumula alta de 0,9%
  • O rendimento médio registra crescimento de 1,4%
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Perspectiva para a indústria em 2026

Apesar dos avanços pontuais no início do ano, os dados indicam que a indústria brasileira ainda enfrenta um cenário desafiador, com recuperação gradual e sem sinais claros de retomada consistente no curto prazo.

A continuidade do crescimento dependerá de fatores como demanda interna, condições de crédito e ambiente econômico mais favorável ao setor produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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