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Boi gordo recua em São Paulo após ciclo de alta, mas exportações podem bater recorde em abril

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Cotação do boi gordo registra queda após período de estabilidade

O mercado do boi gordo em São Paulo iniciou uma correção nos preços após um mês de estabilidade e valorização. Segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o movimento reflete mudanças pontuais na oferta e na demanda.

A redução nas cotações ocorre após um período de preços elevados, que estimulou maior participação de vendedores no mercado.

Aumento pontual da oferta pressiona preços no mercado interno

De acordo com a Scot Consultoria, o recuo está associado ao aumento da oferta de animais terminados, ainda que dentro de um cenário geral de disponibilidade restrita.

Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão:

  • Avanço do outono
  • Necessidade de cumprimento de contratos de exportação, especialmente para a China
  • Queda nos contratos futuros do boi gordo
  • Níveis elevados da arroba nos últimos meses

Apesar do aumento da oferta, o volume de animais prontos para abate segue abaixo da média histórica.

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Frigoríficos reduzem compras e pressionam arroba

Do lado da demanda, o pós-feriado trouxe ritmo mais lento nas negociações. Parte dos frigoríficos chegou a suspender compras temporariamente, enquanto outras unidades passaram a ofertar valores menores.

As escalas de abate estão, em média, em torno de 10 dias, consideradas confortáveis para a indústria no curto prazo.

No início da semana, as ofertas chegaram a ficar cerca de R$ 2,00 por arroba abaixo para o boi comum e também para o chamado “boi China”.

Mercado ainda não define tendência para a arroba

Apesar do recuo recente, analistas avaliam que o movimento ainda não caracteriza uma tendência de baixa consolidada.

A Scot Consultoria destaca que a oferta segue limitada e que o comportamento de fim de mês, tradicionalmente marcado por menor consumo interno, mantém o mercado mais pressionado.

A negociação continua condicionada à aceitação dos preços por parte dos vendedores, o que limita quedas mais expressivas.

Exportações de carne bovina seguem em ritmo forte

No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura segue como principal fator de sustentação do setor.

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Até a terceira semana de abril, o Brasil exportou 153,4 mil toneladas, com média diária de 12,8 mil toneladas, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6,1 mil, avanço de 22,1% na comparação anual.

Abril pode registrar recorde histórico nas exportações

Mantido o ritmo atual de embarques e preços, o mês de abril tem potencial para encerrar com o melhor resultado da série histórica, tanto em volume quanto em faturamento.

O desempenho reforça o peso do mercado externo na sustentação da cadeia da carne bovina brasileira, mesmo em momentos de ajuste no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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