Nacional

Secretário de Aviação destaca agenda de transformação do setor em debate sobre planejamento estratégico na Anac

Publicado

O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Daniel Longo, participou, na quarta-feira (6), do primeiro dia do evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”, promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O encontro marca o início dos debates para a construção do Planejamento Estratégico 2027–2030 da agência.  

Durante o painel, o secretário destacou a Agenda ConectAR, iniciativa do ministério que reúne 38 medidas para promover o crescimento sustentável da aviação civil. A agenda prevê ações voltadas à redução de custos, ampliação da conectividade, estímulo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica.  

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reflete os principais desafios que o setor precisará enfrentar nos próximos anos. Entre eles, o aumento da competitividade, a atração de novos operadores aéreos e a redução dos custos estruturais da aviação brasileira. “O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou Longo.  

O secretário também defendeu maior aproximação entre o setor e a sociedade. Segundo ele, é necessário ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil para reduzir a judicialização e qualificar o debate público sobre os desafios da atividade.  

Leia mais:  Governo do Brasil entrega 14ª Casa do Trabalhador e reforça expansão da rede do Sine no país

Outro ponto destacado foi a capacidade da Anac de se adaptar às políticas públicas formuladas pelo Governo Federal, preservando sua autonomia técnica e administrativa. Como exemplo, Daniel Longo citou o programa AmpliAR, voltado à expansão dos investimentos privados em aeroportos regionais, e o debate sobre a flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.  

“A agência não atua no vácuo. Ela possui autonomia, mas também executa diretrizes de política pública definidas pela administração direta. Isso exige capacidade de adaptação, colaboração institucional e construção conjunta de soluções regulatórias”, disse.  

O painel também contou com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério da Fazenda e do Tribunal de Contas da União (TCU).  

Representando o BNDES, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de novos mecanismos de financiamento adequados à realidade do setor. Segundo ele, o banco já apoia a aquisição de aeronaves produzidas no Brasil, mas ainda há desafios para financiar aeronaves menores e usadas, comuns na aviação regional.  

Leia mais:  Belo Horizonte adere à Rede Nacional de Cidades Acolhedoras e reforça compromisso com políticas migratórias

Maurício Henriques também destacou que a descarbonização e a eletrificação da aviação já fazem parte do planejamento estratégico do banco. “A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora. O Brasil tem vantagens importantes, como a capacidade tecnológica da indústria aeronáutica nacional”, afirmou.  

Já o auditor do TCU, Carlos Modena, destacou a credibilidade institucional da Anac como um dos principais ativos da aviação civil brasileira. Segundo ele, preservar um ambiente regulatório estável é essencial para garantir a expansão sustentável do setor.  

“O Brasil ainda possui um enorme potencial de crescimento na aviação civil. A manutenção de um ambiente regulatório estável e confiável é decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo”, declarou.  

Assessoria Especial de Comunicação Social  
Ministério de Portos e Aeroportos 

Fonte: Portos e Aeroportos

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MJSP multiplica por sete o valor do investimento no Coaf e garante funcionamento de escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu

Publicado

Brasília, 25/6/2026 – Em agenda no Palácio da Justiça nesta quinta-feira (25), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, assinou o termo de execução descentralizada que destina R$ 30 milhões ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade tecnológica do órgão, no fortalecimento das ações de inteligência financeira voltadas ao enfrentamento da lavagem de dinheiro e na estruturação de bases operacionais em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Foz do Iguaçu (PR).

A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem como uma de suas diretrizes a asfixia financeira das organizações criminosas. Nesse contexto, o Coaf participa dos Centros Integrados de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras), atuando em conjunto com instituições como a Polícia Federal (PF), a Receita Federal (RF) e o Banco Central (BC) para ampliar a capacidade do Estado de rastrear recursos ilícitos e interromper mecanismos de financiamento do crime organizado.

“Esse investimento demonstra nossa estratégia de enfraquecer a estrutura financeira dos grupos criminosos. Estamos fortalecendo o Coaf com um aporte equivalente a sete anos do orçamento discricionário do órgão, com a certeza de que cada centavo será aplicado para ampliar a transparência financeira no País. O investimento em inteligência e tecnologia eleva o nosso patamar de combate ao crime organizado”, declarou o ministro Wellington Lima.

Autoridades se reuniram no MJSP para assinatura do termo. Foto: Tom Costa/MJSP
Autoridades se reuniram no MJSP para assinatura do termo. Foto: Tom Costa/MJSP
Leia mais:  MME realiza workshop estratégico sobre Agri-PV e lança atualização de estudo inédito no Brasil

De acordo com o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, o aporte do MJSP garantirá a instalação de bases do órgão em cidades consideradas estratégicas para o combate à lavagem de dinheiro.

“Estamos crescendo e, agora, vamos crescer ainda mais. A expansão para o Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e São Paulo já é uma realidade. Vamos modernizar o parque tecnológico, desenvolver sistemas e promover treinamentos para ampliar nossa capacidade de atuação no enfrentamento aos crimes financeiros”, afirmou.

A importância da asfixia financeira das organizações criminosas por meio da inteligência também foi destacada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

“O Coaf realiza um trabalho essencial para a elucidação de crimes de natureza fiscal e financeira. Assim como o crime se transforma, as instituições responsáveis por enfrentá-lo precisam se modernizar, adotando estratégias cada vez mais atualizadas e utilizando a tecnologia a favor do combate ao crime organizado”, explicou.

A formalização da destinação dos recursos contou com a presença do assessor especial do ministro do MJSP, Daniel Hirata; da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; e da secretária-executiva do Coaf, Carolina Yumi de Souza.

Leia mais:  Ministro Tomé Franca debate fortalecimento da infraestrutura nacional em evento em São Paulo

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana