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Nova lei do chocolate no Brasil exige percentual mínimo de cacau e muda regras de rotulagem

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O mercado brasileiro de chocolates passará por uma das maiores mudanças regulatórias dos últimos anos. O governo federal sancionou a Lei nº 15.404/2026, que estabelece novas regras para fabricação, composição, classificação e rotulagem de chocolates e produtos derivados de cacau comercializados no país.

A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (11), cria critérios técnicos inéditos para definir o que poderá ser comercializado como chocolate no Brasil e obriga maior transparência nas informações apresentadas aos consumidores.

As empresas terão prazo de 360 dias para adequar produtos, embalagens e estratégias comerciais às novas exigências.

Chocolate terá percentual mínimo obrigatório de cacau

Uma das principais mudanças da nova lei é a definição oficial da composição mínima necessária para que um produto seja considerado chocolate.

Pelas novas regras, o chocolate deverá conter, no mínimo, 35% de sólidos totais de cacau, incluindo:

  • mínimo de 18% de manteiga de cacau;
  • pelo menos 14% de sólidos de cacau isentos de gordura.

Além disso, a legislação limita em até 5% a utilização de outras gorduras vegetais na composição total do produto.

A medida busca padronizar o mercado nacional e reduzir distorções na comercialização de produtos que utilizavam baixo teor de cacau, mas eram apresentados ao consumidor como chocolate.

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Chocolate ao leite, branco e achocolatados também terão regras específicas

A legislação também estabelece critérios técnicos próprios para diferentes categorias de produtos derivados do cacau.

No caso do chocolate ao leite, será obrigatório conter:

  • mínimo de 25% de sólidos totais de cacau;
  • pelo menos 14% de sólidos lácteos ou derivados.
  • Já o chocolate branco deverá apresentar:
  • no mínimo 20% de manteiga de cacau;
  • ao menos 14% de sólidos de leite.

O texto ainda regulamenta padrões para chocolate em pó, achocolatados, cacau em pó, nibs de cacau, liquor de cacau, manteiga de cacau e cacau solúvel.

Segundo especialistas do setor, a padronização pode trazer maior segurança jurídica para a indústria e aumentar a confiança dos consumidores.

Rótulos terão destaque obrigatório para percentual de cacau

Outro ponto de forte impacto para a indústria será a mudança nas regras de rotulagem.

A partir da entrada em vigor da lei, todas as embalagens deverão informar de maneira clara o percentual total de cacau presente no produto.

A informação precisará aparecer na parte frontal da embalagem com destaque mínimo correspondente a 15% da área principal do rótulo, utilizando a expressão:

“Contém X% de cacau”.

O objetivo é ampliar a transparência e permitir que o consumidor identifique com facilidade a composição real do produto antes da compra.

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Nova lei proíbe embalagens que induzam consumidor ao erro

A legislação também endurece as regras de comunicação visual e marketing dos produtos.

Fica proibida a utilização de imagens, cores, expressões ou elementos gráficos que possam induzir o consumidor a acreditar que determinado item é chocolate, caso ele não cumpra os critérios mínimos definidos pela nova regulamentação.

Produtos que não atenderem aos requisitos legais deverão utilizar outra denominação comercial.

A medida deve provocar mudanças importantes em linhas de produtos ultraprocessados, coberturas sabor chocolate e itens similares atualmente vendidos no varejo.

Setor do cacau e indústria acompanham impactos da nova regulamentação

A nova legislação é acompanhada com atenção por toda a cadeia produtiva do cacau, incluindo indústrias, importadores, varejistas e produtores rurais.

O setor avalia que a padronização pode favorecer produtos com maior qualidade e ampliar a valorização do cacau brasileiro no mercado interno.

Ao mesmo tempo, empresas terão de rever formulações, embalagens e processos industriais para atender às exigências da nova regulamentação dentro do prazo estabelecido pelo governo federal.

A expectativa é que as mudanças aumentem a competitividade dos chocolates com maior teor de cacau e elevem o nível de informação disponível ao consumidor brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Suzano abre mais de 100 vagas de estágio superior em sete estados brasileiros

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, abriu inscrições para seu Programa de Estágio Superior 2026. Ao todo, a companhia disponibiliza mais de 100 vagas para estudantes universitários em diferentes regiões do Brasil.

As oportunidades estão distribuídas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Bahia, Ceará e Espírito Santo. O programa é direcionado a estudantes do Ensino Superior com previsão de formatura entre dezembro de 2027 e dezembro de 2028.

Programa de estágio da Suzano contempla diversas áreas estratégicas

As vagas abrangem setores considerados estratégicos para a companhia, incluindo Pesquisa e Desenvolvimento, Sustentabilidade, Comunicação e Marketing, Logística, Suprimentos, Comercial, Industrial, Jurídico, Gente e Gestão e área Florestal.

Segundo a empresa, o objetivo é atrair jovens talentos interessados em desenvolver carreira em um ambiente corporativo voltado à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento profissional.

O modelo de trabalho será definido de acordo com a necessidade de cada área e unidade da empresa. Por isso, os candidatos devem ter disponibilidade para atuar presencialmente na localidade escolhida durante o processo de inscrição.

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Suzano não exige inglês obrigatório para participação

Um dos diferenciais do programa é que o conhecimento em inglês não será requisito eliminatório. Além disso, estudantes de todas as modalidades de graduação podem participar, incluindo cursos de Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo.

O processo seletivo contará com testes de lógica, avaliação de perfil, nivelamento de inglês — sem caráter eliminatório — e entrevistas com lideranças da companhia.

Os retornos aos candidatos devem ocorrer a partir de julho de 2026, enquanto o início das atividades está previsto entre agosto e setembro deste ano.

Estagiários terão acesso a capacitação e plano de desenvolvimento

Além da experiência prática nas áreas de atuação, os selecionados participarão de trilhas de desenvolvimento com cursos, treinamentos online, encontros com mentores e projetos estratégicos dentro da empresa.

Os estagiários também terão a oportunidade de liderar projetos relevantes e apresentar os resultados para equipes e lideranças da companhia.

O pacote de benefícios inclui:

  • Bolsa-auxílio compatível com o mercado;
  • Assistência médica;
  • Seguro de vida;
  • Vale academia;
  • Plataforma de saúde mental;
  • Vale-refeição ou refeitório nas unidades;
  • Vale de Natal;
  • Vale-transporte ou transporte fretado nas unidades industriais.
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Como participar do programa de estágio da Suzano

Os interessados devem realizar a inscrição diretamente pelos canais oficiais da empresa dentro do prazo divulgado pela companhia. A expectativa é de alta procura pelas vagas, especialmente nas áreas ligadas ao agronegócio, sustentabilidade, logística e indústria florestal.

Programa de Estágio Superior

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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