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MPor faz balanço do primeiro biênio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou, nesta quinta-feira (21), em Brasília, o balanço das principais ações da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), que completa dois anos de atuação. Durante o evento, foram apresentados dados sobre o crescimento do transporte hidroviário e da cabotagem, investimentos em infraestrutura, obras de dragagem e derrocamento, ampliação de terminais fluviais, modernização de eclusas e avanços do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

Também foram destacados os projetos de concessão de hidrovias, além das iniciativas voltadas à descarbonização do transporte aquaviário e ao fortalecimento da indústria naval brasileira.

Tomé Franca ressaltou os avanços alcançados pela política hidroviária nos últimos dois anos e o protagonismo da secretaria na retomada do setor. “Nesses dois anos, fizemos mais pelas hidrovias do que foi feito em toda a história do Brasil. Isso é motivo de reconhecimento pela priorização dada a essa pauta, mas, principalmente, pelo trabalho de todos aqueles que atuam na Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação”, afirmou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destacou que parte significativa das ações da secretaria está voltada à melhoria do transporte hidroviário de passageiros, especialmente nas regiões mais dependentes das hidrovias. “Essa é uma iniciativa importante para melhorar a qualidade do transporte oferecido à população que mais depende das hidrovias no Brasil”, afirmou.

Infraestrutura hidroviária

Ao todo, o setor registrou crescimento de 12,4% no transporte hidroviário, além da ampliação dos investimentos em infraestrutura e do avanço da carteira de projetos estratégicos voltados à navegação interior e à cabotagem.

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Os dados apresentados mostram que o transporte em vias interiores movimentou 145 milhões de toneladas de cargas em 2025. Já a cabotagem transportou 223 milhões de toneladas no país, consolidando a navegação interior como alternativa logística estratégica para o desenvolvimento nacional.

Na área de infraestrutura hidroviária, os investimentos passaram de R$ 716 milhões, entre 2019 e 2022, para R$ 1,5 bilhão, entre 2023 e 2026. Somente neste ano, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê mais de R$ 540 milhões destinados ao setor, contemplando obras de dragagem nos rios Amazonas, Madeira e Solimões, além da operação e manutenção de eclusas em diferentes estados brasileiros.

Projetos em andamento

Entre os principais projetos em andamento, estão as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins (PA), e de Nova Avanhandava, no Rio Tietê (SP), consideradas fundamentais para ampliar a navegabilidade e aumentar a eficiência do transporte hidroviário nacional.

Outro destaque é a ampliação do Terminal Hidroviário de Manaus (Manaus Moderna), obra com previsão de investimento de R$ 876 milhões e que é voltado à modernização da infraestrutura de embarque e desembarque da navegação interior no Amazonas.

A agenda estratégica da secretaria também prevê o avanço das concessões hidroviárias dos rios Paraguai, Madeira, Tocantins, Tapajós e Lagoa Mirim, com previsão de leilões no primeiro semestre de 2027. Os projetos devem ampliar a competitividade logística, reduzir custos operacionais e estimular a descarbonização do transporte aquaviário.

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Cabotagem e indústria naval

Na cabotagem (entre portos do Brasil), os avanços do programa BR do Mar, regulamentado em 2025, já registram a entrada de cinco novas empresas e 15 novas embarcações em operação.

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) também apresentou crescimento expressivo no ciclo atual. Os valores aprovados passaram de R$ 22,8 bilhões, entre 2019 e 2022, para R$ 88,1 bilhões, entre 2023 e 2026. Já os contratos firmados cresceram de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,3 bilhões no mesmo período. Ao todo, foram contratadas 833 obras, com geração de mais de 48 mil empregos em todo o país.

“Estamos trabalhando continuamente para avançar e enfrentar gargalos que ainda dificultam o desenvolvimento do setor, especialmente no acesso ao financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante. Também buscamos ampliar a chegada desses recursos ao Norte do Brasil, principalmente para empresas que enfrentam dificuldades para oferecer as garantias exigidas pelo sistema financeiro”, concluiu Otto Burlier.

A programação contou ainda com a participação da secretária-executiva substituta do MPor, Helena Venceslau; do diretor-geral de Navegação da Marinha do Brasil, Silvio Luís; do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias; do diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Edme Tavares; e do diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter de Souza.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Lançado pelo MJSP, caderno orienta atuação dos Bombeiros Militares no atendimento a mulheres e meninas vítimas de violência

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Rio Branco, 21/5/2026 – Os Corpos de Bombeiros Militares de todo o Brasil passam a contar com um referencial nacional para orientar o atendimento a mulheres e meninas em situação de violência. Elaborado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o Caderno Temático de Referência: Padronização Nacional do Atendimento pelos Corpos de Bombeiros Militares às Mulheres e Meninas em Situação de Violência foi lançado nesta quinta-feira (21), durante o XI Encontro Nacional de Bombeiras Militares, em Rio Branco (AC).

O documento estabelece diretrizes nacionais para qualificar o atendimento prestado pelas corporações, com foco na proteção integral das vítimas, na prevenção da revitimização e na atuação articulada com a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

A iniciativa integra as ações do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, coordenado pelo Governo Federal, que reúne medidas de prevenção à violência de gênero, fortalecimento da rede de proteção e qualificação das instituições que atuam no atendimento às mulheres.

Nesse contexto, o novo caderno amplia a capacidade de atuação dos Corpos de Bombeiros Militares em ocorrências que podem envolver violência doméstica, sexual ou psicológica.

A proposta parte do reconhecimento de que os bombeiros militares ocupam posição estratégica no atendimento inicial de ocorrências e, muitas vezes, são os primeiros agentes públicos a chegar a locais com indícios de violência de gênero.

Segundo o material, ocorrências registradas inicialmente como acidentes domésticos, quedas, mal súbito, incêndios, tentativas de suicídio e acidentes de trânsito podem ocultar episódios de violência doméstica, sexual ou psicológica. Nesses casos, a atuação das equipes influencia diretamente a identificação de indícios de violência, a proteção imediata da vítima, a preservação de vestígios e o acionamento da rede de proteção.
O material também reforça a previsão da Lei Maria da Penha, que determina a capacitação permanente dos Corpos de Bombeiros Militares em temas relacionados a gênero e raça/etnia.

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Construção interinstitucional

O conteúdo foi elaborado de forma colaborativa e interinstitucional, a partir das discussões realizadas durante o Encontro Nacional: Segurança Pública e o Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, promovido pela Senasp. Os debates foram aprofundados posteriormente no IX Encontro Nacional de Bombeiras Militares, realizado no Rio de Janeiro (RJ), em outubro de 2024.

Participaram da elaboração representantes do Comitê Nacional de Bombeiras Militares da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom), do Comitê Nacional de Atendimento Pré-Hospitalar, além de profissionais da Senasp, do Ministério das Mulheres e da ONU Mulheres. O objetivo é consolidar parâmetros mínimos nacionais para a atuação da categoria, respeitando as especificidades operacionais das corporações estaduais.

Fluxo operacional com perspectiva de gênero

Estruturado em seis eixos temáticos, o material reúne orientações detalhadas sobre violência de gênero, direitos humanos, violência institucional e interseccionalidade.
Entre os principais pontos, o documento estabelece um fluxo operacional com perspectiva de gênero dividido em etapas: acionamento da Central de Operações (193), deslocamento, análise da cena, atendimento à vítima, transporte e encerramento da ocorrência.

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As diretrizes incluem avaliação de riscos, leitura qualificada do ambiente, identificação de sinais de violência, cuidados com a privacidade e a dignidade da vítima, preservação de vestígios e medidas para evitar a revitimização.

O caderno também apresenta orientações específicas para situações de violência sexual, atendimento a meninas, mulheres em sua diversidade e integrantes femininas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Emergências climáticas

Um dos capítulos do documento foi dedicado à proteção de mulheres e meninas em emergências climáticas e desastres. O texto reconhece que cenários de deslocamento forçado e abrigamento ampliam vulnerabilidades e riscos de violência de gênero.

As medidas previstas incluem ações de prevenção à violência sexual, proteção de meninas desacompanhadas e estratégias de privacidade e segurança em contextos de desastre.

Referência nacional

De acordo com a Senasp, o caderno tornou-se o primeiro referencial nacional voltado especificamente à atuação dos Corpos de Bombeiros Militares no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Além de fortalecer a integração entre as políticas de segurança pública e as políticas para as mulheres, o documento busca ampliar a qualificação técnica das corporações e reforçar o entendimento de que o atendimento emergencial também integra a resposta do Estado ao enfrentamento da violência de gênero.

A publicação está disponível gratuitamente no portal do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Acesse aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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