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RAIS Mensal aponta 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro e destaca crescimento do emprego entre mulheres e jovens

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta quarta-feira (24), os dados da RAIS Mensal referentes a fevereiro e os dados acumulados dos meses de janeiro e fevereiro. Os números do emprego formal, reunindo informações da iniciativa privada e de funcionários públicos, foram apresentados em coletiva de imprensa pelo ministro Luiz Marinho.

“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A RAIS mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, ressaltou.

A partir deste mês, segundo informou a subsecretária de Estudos do Trabalho, Paula Montagner, “o MTE pretende divulgar os dados da RAIS a cada dois meses e, posteriormente, de forma mensal, gerando informações sobre municípios, setores de atividade e ocupações, contemplando também os dados acumulados do ano”.

Dados de fevereiro

Em fevereiro de 2026, a RAIS Mensal registrou 62,2 milhões de vínculos formais ativos. Foram registrados 47,97 milhões de vínculos celetistas e 13,82 milhões de vínculos de agentes públicos, estatutários e pessoas contratadas com contrato por tempo determinado ou em cargo exclusivo em comissão.

Em relação a fevereiro de 2025, houve aumento de 2,17 milhões de vínculos, crescimento de 3,6%, sendo 1,041 milhão de novos vínculos celetistas (2,22%) e 1,091 milhão de vínculos públicos (8,58%).

No acumulado dos meses de janeiro e fevereiro, o acréscimo foi de 1,4 milhão de vínculos, aumento de 2,3% em relação a dezembro de 2025.

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Por tipo de vínculo, os maiores crescimentos em fevereiro foram registrados entre os agentes públicos, que cresceram 7,81%, passando de 12.815.477 vínculos em dezembro de 2025 para 13.816.823 em fevereiro de 2026.

“Vale destacar que, dos 1,001 milhão de postos de trabalho no período, 886.877 são contratações por tempo determinado realizadas entre janeiro e fevereiro de 2026”, explicou Montagner.

Entre os celetistas (empregados e trabalhadores temporários, excetuando trabalhadores domésticos), verificou-se ampliação discreta de 0,81%, com o estoque passando de 47.590.217 em dezembro de 2025 para 47.974.321 em fevereiro de 2026.

Em termos absolutos, o maior crescimento foi verificado entre os celetistas com contrato por tempo indeterminado. Já em termos relativos, destacaram-se as contratações de trabalhadores rurais por pequeno prazo (Lei nº 11.718/2008) e de trabalhadores por contrato a termo firmado nos termos da Lei nº 9.601/1998), o que reflete as características sazonais da safra.

Dados regionais

Considerando o crescimento regionalizado, os maiores aumentos nos estoques de empregados foram registrados nas regiões Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%).

Nas regiões Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%), o crescimento ficou abaixo da média nacional, que foi de 2,29%.

Em valores absolutos, houve aumento de 1.394.633 empregos no acumulado de 2026, com maiores ampliações registradas em Minas Gerais (271.248) e São Paulo (148.483).

Jornada de trabalho

Segundo o tipo de jornada semanal de trabalho, os dados de fevereiro de 2026 mostram que 37,11 milhões de empregados estavam trabalhando 41 horas semanais.

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Outros 9,24 milhões cumpriam jornadas entre 31 e 40 horas semanais; 2,16 milhões entre 21 e 30 horas semanais; e 1,81 milhão trabalhavam até 20 horas semanais.

Remuneração

Entre janeiro e dezembro de 2025, a massa salarial mensal passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões, um aumento de 2,1%, aproximadamente R$ 4,98 bilhões.

O setor de Serviços respondeu pela maior parcela da massa salarial, alcançando cerca de R$ 155,0 bilhões em dezembro de 2025, com remuneração média de aproximadamente R$ 4.986.

A remuneração média mensal, por sua vez, recuou de R$ 4.415,09 em janeiro para R$ 4.369,02 em dezembro, redução de 1,0%.

Já em fevereiro, considerando a remuneração média de fevereiro a dezembro, subiu de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02, crescimento de 3,8%.

Entre janeiro e dezembro de 2025, a remuneração média dos homens passou de R$ 4.485,32 para R$ 4.676,73, enquanto a das mulheres passou de R$ 3.983,15 para R$ 4.107,31.

Os dados por sexo também mostram que a massa salarial das mulheres cresceu 4,1% entre janeiro e dezembro, acima da variação observada entre os homens, que foi de 0,8%.

Os dados da RAIS Mensal de janeiro e fevereiro estão disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), no site do MTE

Assista à íntegra da divulgação dos dados aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE

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Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24 anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de mudança” foi apresentado nesta quinta-feira (25), durante evento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.

Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da população do país. O número de jovens ocupados é de 13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos”, ponderou a subsecretária.

Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no início da trajetória profissional é fundamental, pois ajuda o jovem a compreender as regras e os benefícios do mundo do trabalho formal, além de proporcionar uma experiência prática valiosa que pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a subsecretária.

Em comparação a períodos anteriores, a taxa de informalidade recuou nas duas faixas etárias analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18 a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números de desocupados e subocupados também recuaram e estão entre os menores patamares da série histórica iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17 anos.

Os dados também mostram que a taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.

Onde estão os jovens

No mesmo período, observou-se que o grupo de jovens que apenas estudam (na escola ou na faculdade) é de 12,8 milhões (39%). Os que somente trabalham são 9,6 milhões (29,1%) e 4,3 milhões (13,2%) estudam e trabalham. Já os chamados “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) somam 6,2 milhões (18,7%).

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“A maioria dos jovens que integram esse grupo de “nem-nem” são meninas com filhos pequenos. É uma situação complexa porque só conseguimos alterar essa realidade fazendo com que essas jovens voltem a estudar ou a trabalhar. Para isso, precisamos que governos locais e empresas ofereçam creches em tempo integral e “cuidotecas”. Sem saber que seus filhos estão sendo cuidados, será muito difícil que essas meninas possam retornar ao mundo do trabalho”, alertou a subsecretária.

Os jovens estão mais escolarizados e têm como credencial mínima o diploma, que funciona como porta de entrada no mercado de trabalho, mas a maioria ainda está em ocupações generalistas. A pesquisa mostrou que 73% têm ao menos o ensino médio; 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram a graduação.

Quanto às horas trabalhadas, a média semanal geral dos ocupados está em 39,2 horas, sendo 38,6 horas para a faixa de 18 a 24 anos. Os adolescentes entre 14 e 17 anos trabalham 27,3 horas por semana, com a carga horária superando o contraturno escolar. “Há, de fato, jornadas longas. É um sinal de que, para muitos, o trabalho está disputando espaço com a escola”, alerta Paula.

Tempo de permanência no emprego

O jovem tem encontrado mais oportunidades, mas, quanto mais jovem, menor é o tempo de permanência na ocupação. Mais da metade dos adolescentes de 14 a 17 anos, ou seja, 52%, deixam o trabalho em menos de um ano, em geral porque buscam outros tipos de ocupação.

Quanto mais velho, a rotatividade cai pela metade: entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa é de 38,2% e, entre 25 e 29 anos, de 25,3%. A baixa qualificação, os salários reduzidos e as jornadas longas explicam parte das dificuldades. Ao perceber que as empresas não investirão em seu desenvolvimento, alguns jovens buscam a demissão voluntária em busca de empregos similares que ofereçam alguma vantagem adicional.

Muitas vezes, a falta de informações claras leva esses jovens a aceitar oportunidades que nem sempre correspondem às expectativas.

Funções generalistas

A maioria dos jovens, cerca de 11,6 milhões, está em ocupações generalistas. Ou seja, 84% estão em funções de comércio e serviços que não exigem formação específica. Desse total, 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo e 2,7 milhões ganham até um salário mínimo. Apenas 2,15 milhões estão em ocupações técnicas ou de nível superior.

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As principais ocupações são as de balconistas e vendedores (1,24 milhão) e escriturários gerais (1,07 milhão).

“Essas são ocupações que tendem a sofrer muitas alterações porque possuem diversas tarefas repetitivas, mais sujeitas à automação. O jovem não pode se acomodar. Ele precisa, dentro desse posto de trabalho, descobrir as melhores ferramentas, inclusive a Inteligência Artificial (IA), utilizando-as para aprender mais e se desenvolver profissionalmente”, concluiu Paula.

Estagiários e aprendizes

O Brasil tem 1,77 milhão de estagiários, sendo 86% na modalidade não obrigatória e com bolsas médias em torno de R$ 1.075, conforme dados do eSocial.

Em relação aos aprendizes, o número total de jovens era de 716.742 em abril de 2026, com média salarial de R$ 1.160,17. Esse foi o maior estoque de jovens já registrado pela Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097). Em comparação com abril de 2025, quando eram 644.851 jovens, o crescimento foi de 11,15%.

Eles também estão concentrados em ocupações generalistas, o que precisa ser considerado, uma vez que, idealmente, esses profissionais deveriam estar mais presentes em áreas voltadas à especialização.

Desafios

Para superar os desafios que persistem, a subsecretária avalia que é necessário elevar a escolaridade por meio de políticas como o programa Pé-de-Meia, a EJA profissionalizante e cursos on-line de combate à evasão.

Além disso, destacou a importância de conectar trabalho e formação — tendo a aprendizagem profissional e o estágio como pontes para um mercado mais qualificado — e ampliar a participação dos jovens em funções de maior densidade tecnológica.

Também é prioritário focar em quem está fora do estudo e do trabalho, com ações que permitam que políticas de cuidado apoiem famílias com crianças pequenas, para que os pais possam voltar a estudar.

Por fim, a subsecretária reiterou a necessidade de garantir que as experiências de trabalho na juventude deixem de ser apenas uma ferramenta de subsistência imediata e passem a funcionar como base para a construção de uma trajetória profissional mais sólida, com postos de trabalho decentes e salários dignos.

Confira o estudo completo aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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