Educação

Fies: complementação da inscrição postergada termina nesta sexta (3)

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Termina nesta sexta-feira, 3 de julho, o prazo para complementação das inscrições dos estudantes que tiveram a conclusão da inscrição postergada nos processos seletivos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2025 ou ao primeiro semestre de 2026. O Ministério da Educação (MEC) publicou, no dia 25 de junho, o Edital nº 45/2026, com o cronograma e os procedimentos relativos à complementação das inscrições postergadas para o segundo semestre de 2026. A complementação deve ser feita no sistema Fies Seleção.  

A íntegra do edital está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na página da legislação do Fies. Para fazer a complementação da inscrição, é necessário atender aos demais requisitos, prazos e procedimentos para concessão do financiamento, conforme previsto em edital. 

Após a complementação da inscrição, o candidato deverá validar as informações junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior, por meio da entrega física ou eletrônica da documentação exigida. A validação deverá ser feita em até cinco dias úteis a partir do dia seguinte à complementação da inscrição.  

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O estudante também precisará validar suas informações junto a um agente financeiro no prazo de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil após a validação da inscrição pela CPSA. A contratação poderá ser realizada de forma digital ou presencial, mas dependerá da disponibilidade do agente financeiro. 

Fies Social – O Fies Social reserva 50% das vagas para os candidatos que são integrantes de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), na situação de ativos, e com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Os pré-selecionados no Fies Social podem solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.  

Instituído pela Resolução nº 58/2024, o Fies Social visa retomar a função social do programa, destinado a atender às necessidades de estudantes de baixa renda. Dessa forma, cumpre um papel transformador na sociedade ao oferecer melhores condições para a obtenção de financiamento estudantil. 

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas participantes do programa e que possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Pode se inscrever no Fies quem tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tiver obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC inaugura sete campi do Instituto Federal de São Paulo

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta sexta-feira, 3 de julho, sete novos campi do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Foram investidos R$ 163,9 milhões na instituição, sendo R$ 157,9 milhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), para as unidades de Bauru, Cotia, Mauá, Miracatu, Osasco, Rio Claro e Santos. Os novos campi, quando estiverem em pleno funcionamento, ofertarão 8 mil novas vagas em cursos de educação profissional e tecnológica (EPT). No total, o MEC destina R$ 617,7 milhões para ações de expansão e consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no estado.   

A entrega faz parte da inauguração simultânea de outras três unidades de institutos federais no Amazonas, Piauí e Espírito Santo. O evento contou com a participação remota do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, estiveram presentes nas inaugurações dos campi de Bauru e Mauá, respectivamente. 

Não há outra possibilidade para que o Brasil dê o salto de qualidade com que todo mundo sonha, sem que a educação seja colocada como prioridade para os investimentos. É por meio da sala de aula que levaremos o Brasil ao patamar de um país altamente desenvolvido.” Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República 

“Não há outra possibilidade para que o Brasil dê o salto de qualidade com que todo mundo sonha, sem que a educação seja colocada como prioridade para os investimentos”, explicou Lula. “É por isso que investimos muito em escolas de tempo integral, em alfabetização na idade certa, no Pé-de-Meia e em tantas outras ações que permitem o crescimento da educação. É por meio da sala de aula que levaremos o Brasil ao patamar de um país altamente desenvolvido que não exporta somente minerais e mercadorias, mas também inteligência e conhecimento.” 

Em sua fala, o vice-presidente defendeu o papel da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica para o futuro do país. “Os institutos federais fazem um bom casamento entre a necessidade do mercado de trabalho e a formação profissional dos alunos. Para o desenvolvimento do Brasil, nós precisamos de bons profissionais, não só de boas máquinas. Além disso, essas escolas fornecem a formação integral para os alunos, que vai além das salas de aula. Nas unidades, os estudantes têm acesso a laboratórios das mais variadas disciplinas, bibliotecas, refeitórios e áreas para a prática esportiva”, afirmou. 

03/07/2026 -  Inaugurações Simultâneas em Campi da Rede Federal de Educação. Fotos: Fábio Nakakura/MEC

“Os institutos federais fazem um bom casamento entre a necessidade do mercado de trabalho e a formação profissional dos alunos. Essas escolas fornecem a formação integral para os alunos, que vai além das salas de aula.” Geraldo Alckmin, vice-presidente da República 

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O secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino do MEC, Gregório Grisa, que estava na inauguração do Campus Osasco, comentou sobre as novas experiências geradas pelos institutos federais e sobre o crescimento da modalidade de ensino nos últimos anos. “Ao ofertar educação técnica integrada ao ensino médio, essas escolas asseguram que os jovens, já aos 14 anos, possam conviver com extensão, pesquisa, ensino e formação de qualidade. Por isso batalhamos tanto para ampliar e consolidar a educação profissional e tecnológica. No início da gestão, a expansão da educação profissional e tecnológica estava estagnada, mas nós conseguimos avançar pela recomposição do orçamento, que permitiu a criação de mais de 100 novos institutos federais”, explicou. 

“A ampliação dos institutos federais é fundamental para assegurar a interiorização e a capilaridade da educação brasileira, promovendo mais oportunidades e possibilidades para além das grandes metrópoles”, afirmou o reitor do IFSP, Silmário Batista. “Ao investir na ampliação e na consolidação da modalidade de ensino, o governo garante que cada vez mais pessoas tenham acesso à educação pública, gratuita e de qualidade.” 

Os recursos investidos no IFSP foram utilizados da seguinte forma:  

  • Mauá – Foram destinados R$ 37,1 milhões do Novo PAC para a aquisição de imóvel destinado à instalação da nova unidade em Mauá. O campus terá capacidade para atender 1,4 mil estudantes e ofertará cursos técnicos nos eixos de Controle e Processos Industriais e de Informação e Comunicação.  
  • Bauru – Com investimento total de R$ 15,9 milhões, R$ 7,7 milhões do Novo PAC, o campus tem capacidade para atender 800 estudantes. Atualmente, oferta qualificação profissional e curso técnico em informática.    
  • Cotia – A unidade recebeu R$ 51,3 milhões do Novo PAC para adquirir e reformar o imóvel. O campus comporta até 1,4 mil alunos e ofertará cursos técnicos integrados de automação industrial, sistemas de energia renovável, biotecnologia, química e licenciatura em matemática. 
  • Miracatu – Com investimento de R$ 16,3 milhões do Novo PAC, espaço comporta até 800 estudantes. Atualmente oferta o curso técnico de biotecnologia e qualificação profissional em física. 
  • Osasco – Investimento de R$ 14,1 milhões para reforma e adequação do espaço. A unidade terá capacidade para atender 1,4 mil alunos. Ofertará os cursos técnicos em eletroeletrônica, automação industrial, desenvolvimento de sistemas e licenciatura em pedagogia. 
  • Rio Claro – Com investimento total de R$ 20,5 milhões do Novo PAC, o espaço tem capacidade para atender 800 estudantes. Atualmente oferta qualificação profissional. 
  • Santos – Com investimento de R$ 8,7 milhões do Novo PAC, a unidade terá capacidade para atender 1,4 mil discentes e ofertará formação profissional nos eixos Produção Cultural e Design, Informação e Comunicação e Gestão e Negócios.  
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IFSP – O Instituto Federal de São Paulo possui 51 campi e um polo de inovação, nos quais estão matriculados aproximadamente 85 mil estudantes, espalhados por 729 cursos. 

Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade para atender, em média, 1.400 estudantes. O MEC destina, por meio do Novo PAC, R$ 370 milhões para a implementação e aquisição de equipamento e mobiliário das unidades de São Paulo – Jardim Ângela; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; Guarujá; Serrana; e São Bernardo do Campo.  

O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSP, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 247,7 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 167 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 80 milhões no âmbito do Novo PAC. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos, no valor de R$ 24,9 milhões. 

Agenda – A inauguração faz parte de uma série de eventos promovidos pela Presidência da República para entregar obras do MEC e dos ministérios da Saúde (MS) e das Cidades (MCID). Além dos campi em São Paulo, também foram entregues unidades do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), em Pedro Canário; do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), em Tefé (AM); e do Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Altos (PI).  

Resumo | Mais Educação para São Paulo 
Flyer | Institutos Federais 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)   

Fonte: Ministério da Educação

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