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Acordo Mercosul-União Europeia abre novo ciclo para o comércio exterior brasileiro e pode elevar exportações em até US$ 7 bilhões

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Após 26 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco histórico para o comércio internacional brasileiro e abre um mercado estimado em US$ 22 trilhões. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o pacto poderá gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações nacionais.

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o resultado é fruto de um esforço político e diplomático consistente. “O presidente Lula teve um papel essencial. A ApexBrasil, junto com o Itamaraty e nosso escritório em Bruxelas, trabalhou continuamente para esse resultado”, afirmou.

O chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil na Europa, Aloysio Nunes, reforçou que o acordo coloca a diplomacia brasileira em um novo patamar. “Esse é o segundo fluxo comercial mais importante do Brasil, atrás apenas da China, e o mais equilibrado — praticamente 50% de exportações e 50% de importações”, destacou.

Novo horizonte econômico: mercado de 700 milhões de consumidores

De acordo com Viana, o acordo Mercosul-União Europeia representa uma conquista em um cenário global de fragmentação comercial e de enfraquecimento de mecanismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Enquanto o mundo se fragmenta, o Mercosul e a União Europeia trilham o caminho da integração”, avaliou o presidente da ApexBrasil.

O potencial econômico do bloco europeu impressiona: mais de 700 milhões de habitantes e um PIB conjunto de aproximadamente US$ 22 trilhões, superando o da China (US$ 19 trilhões) e ficando atrás apenas dos Estados Unidos (US$ 29 trilhões).

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Aumento das exportações e comércio de alto valor agregado

A ApexBrasil já vinha se preparando para essa ampliação comercial. Em 2025, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo das ações estratégicas da agência diante do cenário de tarifas elevadas.

Jorge Viana ressaltou ainda a qualidade da pauta exportadora brasileira para o bloco europeu. “Mais de um terço do que o Brasil exporta são produtos industrializados, de alto valor agregado. Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia”, destacou.

Setores beneficiados: da indústria às commodities agrícolas

O acordo prevê redução imediata de tarifas para segmentos industriais estratégicos, como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves — setores fundamentais para a inserção competitiva do Brasil no mercado global.

Além disso, setores tradicionais de exportação também serão beneficiados, com redução gradual até a eliminação de tarifas sobre carne de aves, carne bovina e etanol, entre outros produtos agrícolas, respeitando cotas estabelecidas.

Outros segmentos como couro e peles, pedras ornamentais, lâminas, facas e produtos químicos também terão oportunidades de expansão comercial no mercado europeu.

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Perspectivas: integração produtiva e desenvolvimento sustentável

Viana ressaltou que a integração entre as economias tropicais do Mercosul e a alta capacidade de consumo da União Europeia cria um cenário de ganhos mútuos.

“O Mercosul se associa a uma das regiões mais ricas do mundo em poder de compra. Esse é um acordo que beneficia todos os envolvidos e fortalece o comércio global de maneira equilibrada e sustentável”, concluiu o presidente da ApexBrasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil amplia promoção do agronegócio na África do Sul durante a África Food Show 2026

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Empresas brasileiras dos setores de alimentos e bebidas participaram, entre os dias 8 e 12 de junho, na Cidade do Cabo, de uma agenda de promoção comercial voltada à ampliação das exportações para a África do Sul. A programação reuniu encontros com compradores locais, atividades de preparação para o acesso ao mercado e participação na Africa Food Show 2026.

As atividades foram promovidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Consulado-Geral do Brasil na Cidade do Cabo e a Adidância Agrícola do Brasil em Pretória.

Em 2025, a África do Sul importou cerca de US$ 635 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para proteínas animais, produtos do complexo sucroalcooleiro, café e produtos florestais.

Durante a rodada de negócios, exportadores brasileiros se reuniram com compradores, importadores e distribuidores sul-africanos. Participaram empresas dos segmentos de carnes bovina, suína e de aves, pescados, bebidas, produtos lácteos, cafés, óleos vegetais, molhos e condimentos, ingredientes alimentícios, grãos, castanhas e alimentos industrializados.

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Antes dos encontros comerciais, as empresas receberam informações sobre o perfil do consumidor sul-africano, as oportunidades para produtos brasileiros e os requisitos para acesso ao mercado. As apresentações abordaram temas relacionados à segurança dos alimentos, à rotulagem, à importação e à distribuição de produtos.

O adido agrícola do Brasil na África do Sul, Rodrigo Almeida, apresentou um panorama do agronegócio local e das oportunidades para ampliação do comércio entre os dois países. O seminário também contou com a participação de representantes do Consulado-Geral do Brasil, do setor privado e de empresas com experiência no mercado africano.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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