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Açúcar fecha semana e inicia nova alta com apoio de dados da UNICA e demanda global

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a semana passada em alta nas bolsas internacionais, registrando o segundo avanço consecutivo. O movimento foi sustentado pelos dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) referentes à primeira quinzena de setembro, além de sinais de demanda global aquecida.

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de açúcar bruto para março/26 avançou 7 pontos, cotado a 16,47 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o vencimento para maio/26 subiu para 15,99 centavos. Apenas os contratos de julho/27 e outubro/27 registraram leves quedas. Já na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco apresentou valorização na maioria dos contratos, com destaque para agosto/26, que subiu US$ 2,00, alcançando US$ 454,50 por tonelada.

Queda no teor de açúcar na cana brasileira reforça suporte

Os dados da UNICA mostraram que o Açúcar Total Recuperável (ATR) na primeira quinzena de setembro caiu para 154,58 kg por tonelada, ante 160,07 kg/ton em igual período da safra 2024/25. No acumulado da temporada, o índice totaliza 134,08 kg/ton, retração de 3,93% em relação ao ciclo anterior. Essa redução indica menor produção de açúcar por tonelada de cana moída, reforçando a preocupação com a oferta do produto no Brasil.

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Segundo especialistas, a menor qualidade da matéria-prima brasileira tem sido um fator decisivo para a valorização dos contratos futuros. “A queda no ATR aumenta a atenção do mercado sobre a oferta disponível, sustentando os preços internacionais”, explica Maurício Muruci, analista da Consultoria Safras & Mercado.

Demanda externa aquece o mercado

O mercado também foi beneficiado por movimentações de demanda. Em Nova York, as entregas de açúcar bruto para outubro superaram 1,5 milhão de toneladas, acima da média histórica. Além disso, o Paquistão adquiriu 320 mil toneladas para entrega imediata, reforçando o suporte aos preços.

A valorização contrasta com setembro, quando o mercado internacional foi pressionado por oferta elevada, atingindo os menores níveis em mais de quatro anos. O contrato março/26 fechou o mês a 16,60 centavos de dólar, queda de 2,4% em relação a 17,01 centavos de 29 de agosto, influenciado por uma safra robusta no Brasil e condições climáticas favoráveis na Ásia, especialmente Índia e Tailândia.

Projeções do USDA reforçam oferta global

Apesar da alta recente, o cenário para a produção global segue com expectativa de crescimento. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que a safra brasileira de açúcar 2025/26 será de 44,386 milhões de toneladas, acima das 43,7 milhões previstas para 2024/25. As exportações também devem subir, de 34,890 milhões para 35,7 milhões de toneladas, mostrando que a oferta externa continua relevante para o comportamento dos preços.

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Açúcar cristal acompanha leve recuo no mercado doméstico

No mercado interno, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos de açúcar cristal foi negociada a R$ 116,46, apresentando leve recuo de 0,98% frente à semana anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda da ureia não estimula compras e mercado segue travado com incertezas globais

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O mercado de ureia segue em trajetória de queda nos portos brasileiros, mas o recuo recente ainda não foi suficiente para estimular uma retomada consistente das compras. O cenário reflete a combinação entre demanda global enfraquecida, cautela dos compradores e impactos logísticos persistentes decorrentes do conflito no Oriente Médio.

De acordo com análise da StoneX, os preços do fertilizante acumulam desvalorização de cerca de 14% nas últimas quatro semanas, com indicações recentes abaixo de US$ 700 por tonelada. Apesar da correção, o nível de preços ainda é considerado elevado e mantém o mercado em postura defensiva.

Mercado de nitrogenados ainda opera sob pressão global

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, a sequência de quedas recentes reflete diretamente o enfraquecimento da demanda em diversos países, incluindo o Brasil.

“Pela quarta semana consecutiva, os preços da ureia recuaram nos portos brasileiros. Esse movimento baixista recente está diretamente associado a uma demanda significativamente enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil”, afirmou.

Mesmo com a queda recente, os preços ainda permanecem cerca de 43% acima dos níveis registrados antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o que mantém o mercado distante de um equilíbrio anterior às tensões geopolíticas.

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Oferta restrita e logística seguem como fatores de suporte

A correção nas cotações também encontra limites no lado da oferta. O mercado global de nitrogenados segue pressionado por restrições logísticas e dificuldades no fluxo internacional.

Segundo Pernías, o cenário continua sensível devido às condições no Estreito de Ormuz, que segue operando de forma limitada, afetando o transporte global de fertilizantes e outros insumos.

“Correções mais profundas tendem a ser limitadas pelas atuais condições do mercado global de nitrogenados. A oferta segue restrita, enquanto os entraves logísticos associados ao conflito continuam afetando o fluxo global do produto”, destacou.

Compradores adotam postura defensiva e adiam aquisições

Apesar da redução recente nos preços, o volume de negociações internacionais permanece baixo. As relações de troca seguem desfavoráveis, o que reduz o apetite dos compradores e contribui para o adiamento de decisões de compra.

No mercado global, a estratégia predominante tem sido de cautela, com agentes aguardando maior clareza sobre os rumos das cotações.

“Os elevados níveis de preços ainda observados têm levado os compradores a adotar uma postura defensiva, marcada por cautela e pela preferência em adiar decisões de compra”, explicou o analista.

Mercado brasileiro aguarda pico de demanda no segundo semestre

No Brasil, o adiamento das compras ainda é possível no curto prazo, já que o pico sazonal de demanda por nitrogenados ocorre tradicionalmente no segundo semestre. No entanto, especialistas alertam que essa estratégia não deve se prolongar indefinidamente.

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A expectativa da StoneX é de retorno gradual dos compradores ao mercado nos próximos meses, seja para recomposição de estoques, seja para garantir insumos para as próximas safras.

Mesmo com a recente queda das cotações, o cenário ainda não atingiu o patamar esperado por compradores que optaram por postergar aquisições desde o início do conflito no Oriente Médio, mantendo o mercado de ureia em um ambiente de incerteza e baixa liquidez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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