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Bolsas da China e Hong Kong recuam com novas tensões comerciais com os Estados Unidos

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As bolsas da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta terça-feira (14) em baixa, pressionadas pelo aumento das tensões comerciais entre Pequim e Washington. Investidores aproveitaram o momento para realizar lucros após recentes altas, ampliando o movimento de correção nos mercados asiáticos.

Desempenho dos principais índices chineses

O índice de Xangai recuou 0,62%, após chegar a subir 0,7% durante o dia. Já o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — caiu 1,2%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve perda de 1,73%, marcando a sétima sessão consecutiva de queda, a sequência negativa mais longa desde janeiro de 2024.

Guerra comercial volta a preocupar investidores

A aversão ao risco aumentou depois que Pequim anunciou sanções contra subsidiárias norte-americanas ligadas à construtora naval sul-coreana Hanwha Ocean. A medida foi tomada logo após China e Estados Unidos declararem a intenção de impor novas tarifas portuárias sobre embarcações de ambos os países, reacendendo o temor de uma escalada nas disputas comerciais.

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Jason Chan, estrategista sênior de investimentos do Bank of East Asia, destacou que o mercado havia reagido com complacência anteriormente, mas agora passa por uma fase de correção. “Esperamos mais fraqueza no curto prazo”, afirmou.

Temor de ampliação das sanções e impacto global

De acordo com Chan, investidores também demonstram receio de que aliados dos Estados Unidos se alinhem às medidas contra a China, o que poderia gerar um conflito comercial mais amplo e prolongado. Esse cenário aumenta a incerteza e pesa sobre as bolsas asiáticas.

Desempenho de outras bolsas da região

Além da China continental e de Hong Kong, outras praças asiáticas também registraram perdas:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 2,58%, a 46.847 pontos;
  • Seul (Kospi): baixa de 0,63%, a 3.561 pontos;
  • Taiwan (Taiex): recuo de 0,48%, a 26.793 pontos;
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,69%, a 4.359 pontos.

O único destaque positivo foi Sydney, onde o índice S&P/ASX 200 avançou 0,19%, encerrando aos 8.899 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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