O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na tarde deste sábado (10.08), um incêndio que atingiu veículos em desuso, que estavam em um terreno próximo a um condomínio residencial no bairro Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá.
A equipe do 1º Batalhão Bombeiro Militar (1º BBM) foi acionada via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) após solicitação de moradores do condomínio. Eles relataram que as chamas iniciaram em uma área de vegetação no terreno, utilizado para a guarda de veículos em desuso, e já atingiam alguns automóveis.
No local, os bombeiros identificaram que uma carreta e outros dois veículos estavam em chamas, muito próximos a outros automóveis.
Prontamente, as equipes iniciaram o combate direto, com o apoio de duas viaturas que foram empenhadas para essa ocorrência, com o objetivo de extinguir o incêndio e evitar que outros veículos fossem atingidos.
Após o controle do incêndio, os militares realizaram o rescaldo, a fim de garantir que o fogo não reiniciasse e que o local estivesse completamente seguro.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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