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Brangus São Rafael realiza leilão de genética de elite na ExpoBrangus 2026 em São Borja (RS)

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A Cabanha São Rafael, de São Borja (RS), realiza no dia 26 de maio o 2º Leilão Reserva Genética, integrando a programação oficial da ExpoBrangus 2026. O remate reunirá uma oferta diversificada de genética bovina, incluindo terneiras, novilhas, matrizes e ventres selecionados, resultado de mais de um século de trabalho de seleção.

O evento se consolida como uma das vitrines da raça Brangus no país, reforçando o avanço da pecuária de corte baseada em eficiência produtiva, qualidade de carne e padronização genética.

Ciclo pecuário favorável deve impulsionar valorização dos lotes

De acordo com a proprietária da cabanha, Fernanda Mariano da Rocha, o cenário atual da pecuária cria condições positivas para valorização dos animais ofertados.

“2025 foi um ano de um bom ciclo pecuário, e 2026 já apresenta um ciclo consolidado, o que indica que os investimentos realizados terão retorno em um período mais curto”, destaca.

A expectativa é de preços acima dos últimos anos, acompanhando a melhora no ambiente de mercado e o aumento da demanda por genética qualificada.

Genética de pista e animais do Mundial Brangus 2026 reforçam qualidade da oferta

A seleção dos lotes é um dos principais diferenciais do remate. Cerca de 10% dos animais são considerados de pista, com destaque para exemplares que participaram do Mundial Brangus 2026, realizado em Londrina (PR).

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O restante da oferta é composto por matrizes da própria cabanha, reconhecidas pela consistência produtiva e padronização genética. Também serão disponibilizados terneiras, novilhas, vacas prenhes e três touros de destaque, todos com histórico de seleção avançada.

“Além disso, o remate contará com terneiras, novilhas, vacas prenhes e três touros de destaque, também com passagem pelo Mundial”, reforça a criadora.

Brangus ganha espaço com foco em precocidade e qualidade de carne

O bom momento da raça Brangus no mercado está diretamente ligado às exigências da pecuária moderna, que busca animais mais precoces, eficientes e com maior qualidade de carcaça.

Segundo Fernanda Mariano da Rocha, a valorização da raça reflete esse novo perfil de produção.

“O Brangus está supervalorizado. Hoje, o gado comercial precisa ser precoce e entregar carne de qualidade, e essa é justamente a proposta da raça”, afirma.

ExpoBrangus fortalece integração da cadeia produtiva

A participação na ExpoBrangus 2026 reforça o papel estratégico dos eventos técnicos e comerciais na valorização da genética bovina. Além de aproximar criadores e investidores, a feira contribui para a disseminação de conhecimento e fortalecimento da cadeia produtiva.

“Esses eventos agregam produtores, valorizam os remates e ajudam a conscientizar o público sobre a importância da genética”, ressalta a pecuarista.

Vitrine Brangus São Rafael antecede o leilão oficial

Como parte da programação da ExpoBrangus, a cabanha também realizará no dia 17 de maio a Vitrine Brangus São Rafael, um dia de campo voltado à apresentação dos animais que serão ofertados no remate.

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O encontro acontecerá na sede da cabanha, em São Borja (RS), e contará ainda com uma conversa com o Frigorífico Minerva, com foco na integração entre os elos da cadeia produtiva — da genética ao processamento de carne.

Leilão será transmitido ao vivo

O 2º Leilão Reserva Genética será transmitido ao vivo pelo Lance Rural, com mesa a cargo da Gonçalo Silva Remates e Assessoria.

A ExpoBrangus 2026 conta com patrocínio de importantes cabanhas e empresas do setor, reforçando a força da pecuária de corte brasileira e o avanço da genética Brangus no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor rural tem 10 dias para declarar o IR e evitar multa da Receita Federal

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O produtor rural que ainda não entregou a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 tem dez dias, a partir desta terça-feira (19.05), para acertar as contas com a Receita Federal. O prazo termina em 29 de maio, às 23h59, no horário de Brasília, e exige atenção principalmente de produtores pessoas físicas que tiveram receita bruta anual acima de R$ 177.920 em 2025.

Além da renda obtida na atividade rural, também estão obrigados a declarar produtores que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 ou pretendem compensar prejuízos da atividade rural.

O limite de receita da atividade rural que obriga a entrega da declaração foi atualizado neste ano, passando de R$ 169.440 para R$ 177.920. A mudança já vale para a declaração referente ao ano-base 2025.

A Receita Federal tem ampliado o cruzamento eletrônico de informações, comparando dados declarados com movimentações bancárias, notas fiscais, registros de cooperativas, tradings, contratos de venda futura e financiamentos rurais. Por isso, especialistas alertam que erros considerados simples podem levar o produtor à malha fina.

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Entre os principais problemas identificados pela Receita estão omissão de receitas, incompatibilidade entre renda declarada e movimentação financeira, além de lançamento incorreto de despesas dedutíveis.

Na atividade rural, o produtor pode optar entre dois modelos de apuração do imposto. No modelo completo, o cálculo considera a diferença entre receitas e despesas da atividade. Já no simplificado, a Receita presume lucro equivalente a 20% da receita bruta. Sobre o resultado apurado incidem as alíquotas progressivas do imposto, que podem chegar a 27,5%.

Especialistas recomendam que o produtor trate a propriedade como uma atividade empresarial, mantendo controle rigoroso de receitas, despesas, financiamentos, arrendamentos, compra de insumos, mão de obra e investimentos realizados ao longo do ano.

Também é importante atenção ao Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), obrigatório para produtores com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões. O documento reúne toda a movimentação financeira da atividade rural e se tornou uma das principais ferramentas de fiscalização da Receita Federal.

Mesmo produtores abaixo desse limite são orientados a manter organização documental e financeira para facilitar comprovação de renda, acesso a crédito e eventual fiscalização futura.

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A Receita também alerta para cuidados com a declaração pré-preenchida. Apesar de facilitar o preenchimento ao importar automaticamente dados já disponíveis no sistema, o contribuinte continua responsável pela conferência e correção das informações.

Entre os principais cuidados para evitar a malha fina estão:

  • conferir todos os dados da declaração pré-preenchida;
  • evitar omissão de receitas recebidas de cooperativas, tradings e contratos futuros;
  • lançar corretamente despesas dedutíveis;
  • manter compatibilidade entre renda declarada e movimentação bancária;
  • organizar adequadamente o Livro Caixa ou o LCDPR.

O envio da declaração do produtor rural deve ser feito obrigatoriamente pelo programa da Receita Federal instalado no computador, já que a atividade exige preenchimento de ficha específica com detalhamento de imóveis, receitas, despesas, financiamentos e investimentos ligados à produção.

Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Mais informações e acesso ao programa de declaração estão disponíveis na Receita Federal.

Fonte: Pensar Agro

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