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Brasil consolida liderança mundial na carne bovina e entra em 2026 com sinais de novo ciclo pecuário

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O Brasil inicia 2026 reafirmando sua posição como maior fornecedor global de carne bovina, após um 2025 marcado por recordes de exportação e forte expansão produtiva. A relevância do país no comércio internacional se intensifica em um cenário de oferta limitada e concentrada em poucos produtores, segundo Larissa Barboza Alvarez, analista de Mercado da StoneX.

As informações estão no relatório “Perspectivas para Commodities 2026”, divulgado em 27 de janeiro pela StoneX, que destaca o Brasil como pilar estratégico para o abastecimento mundial de proteína animal.

Oferta de animais em queda pode marcar início de novo ciclo pecuário

O principal ponto de atenção para 2026 está na oferta de animais para abate. De acordo com Alvarez, o Brasil registrou níveis históricos de abate em 2025, impulsionados pelo alto descarte de fêmeas. Esse movimento, comum em momentos de margens positivas, tem um limite natural, já que as matrizes são essenciais para a reposição do rebanho.

“Nos últimos meses, a redução no abate de fêmeas indica que os produtores podem estar iniciando um novo ciclo de retenção. Como o ciclo pecuário dura entre 18 e 30 meses, qualquer ajuste iniciado agora terá efeito prolongado sobre a oferta”, explicou.

Caso essa virada de ciclo se confirme no início de 2026, o mercado poderá enfrentar menor disponibilidade de animais em um momento de demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo — combinação que tende a impulsionar a valorização da carne bovina ao longo do ano.

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Crescimento da renda sustenta demanda interna por carne bovina

No mercado doméstico, o avanço econômico e o baixo nível de desemprego fortalecem as condições para o aumento do consumo de carne bovina. Com a renda em trajetória positiva, a proteína deve manter presença central na dieta dos brasileiros.

Por outro lado, fatores como aumento da inadimplência e cautela em ano eleitoral podem limitar o ritmo de crescimento da demanda. Alvarez ressalta que questões sanitárias também seguem no radar do setor.

“O episódio da gripe aviária em 2025 mostrou como crises pontuais podem mudar a competitividade entre proteínas e influenciar diretamente os preços da carne bovina”, destacou a analista.

Brasil mantém protagonismo global e reforça confiança no mercado externo

No mercado internacional, o Brasil se consolida como principal fornecedor mundial de carne bovina. A China segue como o maior destino das exportações, com demanda superior à capacidade total de embarques brasileiros. Outros mercados estratégicos — como Japão, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes, Chile e Estados Unidos — mantêm um ritmo constante de importações.

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Em 2025, a redução das compras americanas, após o aumento de tarifas, foi rapidamente compensada pela ampliação das importações chinesas, reforçando a imagem do Brasil como parceiro confiável, competitivo e ágil no atendimento à demanda global.

“O Brasil chega a 2026 com protagonismo ampliado no comércio internacional e com o desafio de equilibrar consumo interno aquecido com uma possível redução na oferta. O comportamento dessas forças será determinante para definir preços, margens e estratégias da pecuária nacional no novo ciclo”, concluiu Alvarez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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