Saúde

Brasil lidera debate sobre saúde e mudanças climáticas na COP30 em Belém

Publicado

No terceiro dia da COP30, o Brasil reafirmou seu compromisso com a agenda global de enfrentamento às mudanças climáticas e à proteção das populações mais vulneráveis. O evento “Da experiência local à ação global: prevenção, reparação e resposta a eventos e emergências climáticas e o Plano de Ação em Saúde de Belém”, realizado nesta quarta-feira (12), reuniu gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir soluções que conectam inovação, equidade e resiliência nos sistemas de saúde. 

O debate foi moderado pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que ressaltou o papel histórico do Brasil ao incluir, pela primeira vez, a saúde como eixo central de discussão na Conferência do Clima da ONU. 

“Os eventos climáticos extremos têm produzido danos profundos à estrutura do sistema de saúde e às populações. Aqui na COP, temos uma oportunidade histórica: discutir e aprovar um plano de diretrizes para preparar os sistemas de saúde para esses desafios. Essa COP será um marco para a preparação global”, afirmou Massuda. 

O secretário lembrou que o país enfrentou, em um curto intervalo, enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul, a maior seca da história na Amazônia e, mais recentemente, um ciclone no Paraná, episódios que exemplificam a urgência de integrar vigilância climática, resposta rápida e fortalecimento da rede de atenção à saúde. 

Leia mais:  Mosquitos sem dengue? Entenda como funciona o método Wolbachia

Experiências locais inspiram respostas globais 

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, apresentou o protocolo de calor da cidade, reconhecido internacionalmente e premiado por sua capacidade de antecipar riscos e orientar ações preventivas em períodos de temperaturas extremas. 

“Situações de calor extremo merecem um cuidado especial. No Rio, conseguimos correlacionar dados de temperatura e mortalidade e desenvolver alertas automáticos que suspendem atividades ao ar livre e orientam cuidados com grupos vulneráveis. O calor também mata — e precisamos tratar isso como uma questão de saúde pública”, destacou Soranz. 

Cooperação internacional e inteligência demográfica 

A diretora de programas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Julia Bunting, reforçou o papel do Brasil como referência para outros países em desenvolvimento e reafirmou o compromisso da agência em apoiar o país. 

“Vemos o Plano de Ação em Saúde de Belém como uma ferramenta transformadora. A inteligência demográfica e o mapeamento geoespacial são fundamentais para orientar investimentos e fortalecer a resiliência dos sistemas de saúde. O UNFPA está pronto para ser parceiro do Brasil”, afirmou. 

Leia mais:  Investimento do Novo PAC Saúde moderniza LACEN/PR e reforça vigilância genômica no Brasil

Bunting destacou ainda que mais de 260 milhões de pessoas na América Latina estão expostas a riscos naturais significativos, incluindo enchentes, furacões e secas, e defendeu que o financiamento climático global incorpore critérios de equidade e direitos humanos, com atenção especial à saúde de mulheres, meninas e populações vulneráveis. 

Plano de Ação em Saúde de Belém 

O Plano de Ação em Saúde de Belém, que será apresentado nesta semana, estabelece diretrizes globais para fortalecer a capacidade dos sistemas de saúde frente às emergências climáticas, integrando vigilância informada pelo clima, inteligência territorial e cooperação internacional. 

A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), será lançada oficialmente nesta quinta-feira (13), durante o “Dia da Saúde” da COP30, em Belém, sob a liderança do ministro Alexandre Padilha.

Acesse O Plano de Ação em Saúde de Belém nas versões Português, Espanhol e Inglês

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

Publicado

O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.

“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.

No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.

Leia mais:  Mosquitos sem dengue? Entenda como funciona o método Wolbachia

Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.

O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.

O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.

Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.

Leia mais:  Investimento do Novo PAC Saúde moderniza LACEN/PR e reforça vigilância genômica no Brasil

A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana