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Células-Tronco Revolucionam Tratamentos Regenerativos em Cavalos

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A medicina veterinária avança com terapias regenerativas, e a aplicação de células-tronco em equinos tem se destacado pelos resultados positivos obtidos em diversas condições clínicas. “Essas células possuem a capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares, desempenhando papel fundamental na formação, manutenção e regeneração de tecidos em casos de lesões ou doenças”, explica Patrícia Malard, CEO e fundadora da BIO CELL, empresa adquirida pela Vetnil em 2025.

Células-tronco mesenquimais são as mais utilizadas

As células-tronco mesenquimais (CTMs), presentes em tecidos de animais adultos, são as mais empregadas na prática clínica. Entre suas principais características estão:

  • Autorrenovação celular
  • Estímulo à formação de novos vasos sanguíneos
  • Inibição da morte celular programada
  • Ação imunomoduladora e anti-inflamatória
  • Reparação de tecidos danificados

“Essas propriedades tornam as CTMs insumos altamente representativos para o tratamento de diferentes condições em equinos”, acrescenta Patrícia.

Benefícios das CTMs em lesões tendíneas e osteoartrite

As lesões tendíneas, uma das principais causas de claudicação em cavalos, são significativamente beneficiadas pelo uso de CTMs. A terapia acelera a cicatrização, melhora a qualidade do tecido reparado e reduz o risco de recorrência.

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Em casos de osteoartrite, doença degenerativa das articulações, as células-tronco contribuem para diminuir a progressão das lesões, aliviar a dor e promover a reparação tecidual, oferecendo melhor qualidade de vida aos animais.

Aplicações em endometrite e úlcera de córnea

A endometrite, inflamação uterina que compromete a fertilidade das éguas, também responde positivamente às CTMs. O tratamento reduz a inflamação e o acúmulo de fluidos intrauterinos, aumentando significativamente a taxa de prenhez.

No caso de úlcera de córnea, condição ocular grave, a aplicação tópica de células-tronco estimula a regeneração da córnea e acelera a resolução dos sintomas, preservando a visão dos animais.

Terapia associada a programas de reabilitação

Para resultados consistentes, a terapia com células-tronco deve ser combinada a programas individualizados de reabilitação, incluindo manejo adequado e acompanhamento clínico. “Essa abordagem integrada aumenta os benefícios, reduz o risco de recidivas e garante bem-estar aos animais”, recomenda Patrícia Malard.

Expansão do segmento e liderança da Vetnil

Devido aos avanços na saúde e bem-estar equino, o segmento de células-tronco está em expansão. “A Vetnil reforça sua atuação de liderança na medicina equina, contando com empresa especializada na produção de células-tronco e outras terapias regenerativas”, ressalta Maria Amélia Fernandes, gerente de marketing equinos da Vetnil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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