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CNH do Brasil: No Pará, Renan Filho acompanha trabalhador que recebe primeira habilitação

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Acompanhando de perto a implantação da CNH do Brasil, o ministro dos Transportes, Renan Filho, esteve no Detran do Pará nesta terça-feira (20). O objetivo é garantir a aplicação uniforme, em todo o país, das novas regras para obtenção da carteira de habilitação.

Com pouco mais de um mês de lançamento, a plataforma já registrou mais de 2,8 milhões de solicitações para a primeira habilitação. No Pará, foram contabilizados mais de 117 mil pedidos de abertura de processo.

José Raimundo dos Santos, 48 anos, profissional da construção civil, é um dos condutores que já recebeu o documento por meio do programa. Para ele, a conquista representa mais autonomia, facilidade no dia a dia e deslocamento seguro e eficiente para o trabalho.

“Foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Dependendo de transporte público e carregando ferramentas, o dia a dia era muito difícil. Com o veículo, consigo levar meu material, chegar no horário e ser mais pontual. Sempre sonhei em ter minha carteira de motorista para me deslocar pela cidade”, celebrou o paraense.

CNH do Brasil

O programa foi criado para democratizar o acesso ao volante, reduzir burocracia e custos da primeira habilitação. Entre as principais medidas estão o curso teórico gratuito e on-line e apenas duas horas de aulas práticas obrigatórias, que podem ser ministradas por instrutores autônomos ou autoescolas.

“Essa mudança da CNH do Brasil é a da inclusão, do barateamento, da simplificação da vida do cidadão. Quem tem o documento acessa o mercado de trabalho com mais facilidade e pode melhorar a renda. São dois impactos muito importantes”, explicou o ministro Renan Filho.

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“Estou percorrendo o Brasil inteiro. Fui à Paraíba e, na semana que vem, estarei no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Acompanhar a implementação facilita a execução do programa. No primeiro mês, o tempo médio de espera para obter a CNH caiu para cinco meses, e a meta é reduzir ainda mais”, complementou.

Jocilene Soares, 45 anos, empregada doméstica, também foi beneficiada pelo novo modelo. Ela realizou as aulas obrigatórias e foi aprovada no exame de direção com apoio de instrutor autônomo credenciado pelo Detran-PA. Mãe atípica, pretende usar a habilitação para facilitar o deslocamento da família e o acesso a tratamentos médicos do filho.

“Fiz todo o processo, as aulas foram rápidas e o impacto na minha vida é enorme. Agora consigo levar meu filho à terapia e me locomover com ele para outros lugares, como a escola”, disse Jocilene.

Além disso, a Medida Provisória do Bom Condutor, publicada em dezembro de 2025, prevê teto de R$180 para os dois exames (médico e psicotécnico).

“O Detran do Pará tem se adequado rapidamente às novas regras do Contran, especialmente na redução do valor dos exames e no credenciamento de instrutores autônomos. Isso transforma a vida das pessoas, reduz custos e torna o processo mais acessível”, destacou o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.

Avanços regionais

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No Detran do Pará, Renan Filho participou da entrega de 75 Carteiras Nacionais de Habilitação e de 300 passaportes de habilitação do programa social CNH Pai D’égua, para trabalhadores do transporte rodoviário de Belém, Ananindeua e Marituba. Esse passaporte é a etapa que formaliza a adesão dos candidatos selecionados ao projeto e permite o início do processo para a obtenção gratuita da CNH.

“Nunca os rodoviários tiveram tantos benefícios como agora, e isso significa emprego e renda para a população”, ressaltou Renata Coelho, diretora do Detran-PA.

“Antes, o processo podia levar quatro ou cinco meses, com muitos mutirões. Hoje, a maioria iniciou o processo em novembro ou dezembro e já recebeu a CNH”, completou Renata sobre os avanços regionais após a CNH do Brasil.

O acesso à formação garante um trânsito mais seguro, com condutores preparados circulando pelas ruas. O modelo aproxima o Brasil de práticas já adotadas em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Argentina.

A iniciativa do Ministério dos Transportes busca equiparar as condições de acesso ao documento diante das diferentes realidades sociais do país, além de transformar a vida de mais de 20 milhões de pessoas que dirigem sem carteira de motorista.

“O aplicativo já registra mais de 80 milhões de downloads desde o lançamento, comprovando o quanto a população aguardava por essa plataforma”, finalizou Renan Filho.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Ministério dos Transportes vistoria obras da Fico e reforça expansão da malha ferroviária nacional

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O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro acompanhou, nesta quinta-feira (25), o avanço das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Goiás. Integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a ferrovia formará um dos principais corredores de exportação do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos e ampliando a competitividade logística do país.

Com 364 quilômetros de extensão, o trecho está em construção pela Vale como parte das contrapartidas da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo de investimento cruzado permite executar uma nova infraestrutura ferroviária estratégica com recursos privados, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na expansão da malha ferroviária nacional.

Ao sobrevoar as obras, Leonardo Ribeiro destacou o avanço do empreendimento e o papel da FICO na transformação da logística nacional.
“A FICO é muito mais do que uma ferrovia. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica, que terá impacto direto no PIB brasileiro ao integrar a produção do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul e, futuramente, ao Corredor Leste-Oeste. Com o leilão desse corredor, o país ganhará uma nova alternativa logística para o escoamento da produção, reduzindo custos de transporte, aumentando a competitividade e fortalecendo o comércio exterior”, afirmou o secretário.

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Corredor Leste-Oeste

A Fico I integra um projeto ainda maior: o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que terá conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e com a Ferrovia Norte-Sul, formando um dos mais importantes eixos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.

Com extensão prevista de 1.708 quilômetros, o empreendimento atravessará Bahia, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia atenderá importantes regiões produtoras do oeste baiano, do Mato Grosso e do Matopiba, criando uma nova alternativa logística para o escoamento da produção regional em direção ao Porto Sul, em Ilhéus.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, a FICO demonstra o potencial da atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para acelerar investimentos estruturantes.

“Em pouco tempo já é possível perceber o avanço das obras e a transformação que esse empreendimento representa para a infraestrutura brasileira. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério dos Transportes, a ANTT, a Infra S.A. e a iniciativa privada, que transformou uma política pública em uma obra capaz de gerar desenvolvimento, emprego e competitividade para o Brasil,” explicou Sampaio.

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Leilões ferroviários

O Corredor Leste-Oeste integra a carteira ferroviária estruturada pelo Ministério dos Transportes para os próximos anos. Em novembro de 2025, a pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e apresentou a maior carteira ferroviária da história recente do país.

Ao todo, estão previstos oito leilões ferroviários, que somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e têm potencial para atrair cerca de R$ 160 bilhões em investimentos, com projeção de movimentar até R$ 600 bilhões ao longo do ciclo de implantação e operação dos empreendimentos.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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