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Com o Programa +Justiça Socioambiental: Amazônia Legal, MJSP fortalece o acesso à Justiça

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Brasília, 02/01/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), implementou, em 2025, o Programa +Justiça Socioambiental: Amazônia Legal, uma iniciativa estruturante voltada ao fortalecimento do acesso à Justiça e à qualificação da atuação institucional em conflitos fundiários coletivos, socioambientais e territoriais na Amazônia Legal.

O programa resulta de cooperação técnica firmada entre o MJSP, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), formalizada por meio de convênio no valor de R$ 38,8 milhões, com recursos do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). A iniciativa prevê a criação e o fortalecimento de uma rede de Núcleos Técnicos de Soluções Fundiárias, com atuação integrada junto aos Tribunais de Justiça dos estados da Amazônia Legal e ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

O principal objetivo do programa é oferecer suporte técnico, científico e institucional qualificado às Comissões de Soluções Fundiárias, contribuindo para a efetiva implementação da Resolução CNJ nº 510/2023, que estabelece diretrizes nacionais para o tratamento adequado de conflitos fundiários coletivos, com ênfase na mediação, prevenção da violência, proteção de direitos fundamentais e busca por soluções sustentáveis.

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Entre as ações previstas estão a produção, a sistematização e a integração de dados fundiários e territoriais; o apoio técnico à análise de casos complexos; o desenvolvimento de estudos e diagnósticos territoriais; bem como a formação e a capacitação de magistrados, servidores, membros do sistema de Justiça e demais agentes públicos envolvidos na mediação e na prevenção de conflitos. O programa também estimula a articulação interinstitucional entre órgãos do Poder Executivo, do Poder Judiciário, universidades e outros atores estratégicos.

As atividades serão implementadas de forma territorializada, considerando as especificidades sociais, ambientais, econômicas e culturais da Amazônia Legal. Trata-se de uma região historicamente marcada por conflitos relacionados à posse e ao uso da terra, à degradação ambiental e à violação de direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e populações em situação de vulnerabilidade. A proposta busca ampliar a capacidade de resposta do Estado em contextos de elevada complexidade, promovendo segurança jurídica, prevenindo litígios e reduzindo a violência associada às disputas territoriais.

Espaços de diálogo

O Programa +Justiça Socioambiental: Amazônia Legal foi apresentado e debatido em espaços estratégicos do sistema de Justiça, como o Seminário Nacional de Acesso à Justiça Socioambiental e Direitos Territoriais, ocorrido em maio. Nesse encontro, o projeto foi apresentado a especialistas, representantes de movimentos sociais, instituições de justiça, profissionais do direito e gestores públicos.

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O seminário debateu o aprimoramento de políticas públicas voltadas à resolução de conflitos e discutiu os desafios históricos dos conflitos fundiários que afetam populações em situação de vulnerabilidade social e econômica. O evento está disponível na íntegra, com materiais de apoio, na Escola Nacional de Acesso à Justiça (Enaju). Acesse aqui o relatório do Seminário.

A iniciativa também foi apresentada na 1ª edição itinerante do Encontro Anual das Comissões de Soluções Fundiárias do CNJ, ocorrida em junho, reafirmando o compromisso com a construção de soluções integradas e cooperativas. A iniciativa dialoga ainda com a agenda de justiça socioambiental, direitos territoriais e enfrentamento das desigualdades regionais, fortalecendo a presença institucional do Estado nos territórios.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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