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Consumo de tilápia cresce 10,3% ao ano e deve manter ritmo acelerado na próxima década

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O consumo de tilápia no Brasil tem registrado crescimento consistente, consolidando o pescado como o mais consumido do país. Tendências de mercado, avanços na produção e mudanças no comportamento do consumidor explicam esse desempenho e indicam perspectivas positivas para os próximos anos.

Tilápia: sabor, praticidade e qualidade

Segundo Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, a popularidade da tilápia está ligada às características do produto. O filé sem espinhas, de sabor suave e padrão consistente, atende a diferentes perfis de consumidores e facilita o trabalho de produtores e varejistas.

“Trata-se de um produto de cultivo, com produção controlada e oferta estável, permitindo que mercado e produtores atuem com previsibilidade e qualidade”, destaca Medeiros.

Mudança de hábitos alimentares impulsiona consumo

O aumento da demanda também está ligado à mudança global no comportamento do consumidor. Alimentos mais saudáveis, sustentáveis e práticos ganharam destaque, e a tilápia se encaixa perfeitamente nessas tendências. Ela pode ser preparada de diversas formas e até consumida crua, em pratos como ceviche.

Crescimento histórico no Brasil

Nos últimos 11 anos, o consumo de tilápia no país cresceu, em média, 10,3% ao ano, a melhor série histórica entre todas as proteínas animais. Historicamente concentrado no litoral, o consumo de peixes se expandiu para o interior do país com o avanço do cultivo em regiões fora da costa, garantindo maior oferta em todo o território nacional.

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Projeções para a próxima década

A Peixe BR projeta que o ritmo de crescimento continuará nos próximos 10 anos, mantendo a média anual observada na última década. Esse cenário é sustentado por investimentos do setor e pela receptividade do mercado consumidor.

No entanto, Francisco Medeiros alerta para desafios: barreiras regulatórias e a perda do poder aquisitivo da população podem limitar o ritmo de crescimento.

“O setor segue otimista, mas precisa se preparar para superar obstáculos regulatórios e econômicos”, afirma Medeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado italiano de frutas frescas impulsiona demanda por tecnologia de amadurecimento controlado

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Expansão do consumo e exigências de qualidade elevam necessidade de sistemas seguros e eficientes de amadurecimento, abrindo espaço para novas tecnologias no país europeu.

Itália amplia protagonismo no mercado europeu de frutas frescas

O mercado italiano de frutas frescas passa por um processo de amadurecimento e transformação, impulsionado pelo crescimento das importações de banana, pela expansão do consumo de abacate e pela consolidação da produção de caqui.

Esse cenário tem ampliado a demanda por soluções de amadurecimento controlado, consideradas essenciais para garantir qualidade, padronização e eficiência ao longo da cadeia de abastecimento.

De acordo com dados do FAOSTAT, a Itália importa mais de 600 mil toneladas de banana por ano, consolidando-se como um dos maiores mercados da fruta na Europa.

Crescimento do consumo de abacate reforça necessidade de controle pós-colheita

A demanda por abacate também segue em expansão no continente europeu. Projeções indicam que a fruta deve se tornar a segunda mais comercializada globalmente até 2030, refletindo mudanças no perfil de consumo.

Em 2024, as importações europeias de abacate atingiram cerca de € 3,5 bilhões, sendo € 2,8 bilhões provenientes de países em desenvolvimento.

Esse avanço reforça a necessidade de processos de amadurecimento mais precisos, especialmente em mercados em expansão como o italiano.

Produção de caqui fortalece uso de etileno no país

Além das frutas tropicais, a Itália também se destaca como um dos principais produtores europeus de caqui, cultura em que o uso de etileno já é amplamente adotado no pós-colheita.

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A combinação entre frutas importadas e produção local aumenta a pressão sobre operadores para garantir uniformidade, qualidade e escala, tornando o controle do amadurecimento um fator estratégico.

Instabilidade no fornecimento de etileno preocupa setor

Outro ponto de atenção no mercado é a estabilidade no fornecimento de etileno, insumo essencial para o amadurecimento de frutas.

Segundo especialistas do setor, fatores geopolíticos recentes têm impactado a disponibilidade e os preços desse insumo, elevando a preocupação dos operadores.

Nesse contexto, soluções que permitem a geração de etileno no próprio local ganham relevância, reduzindo a dependência de cadeias externas e aumentando o controle operacional.

Macfrut impulsiona entrada de novas tecnologias no mercado italiano

A feira Macfrut, um dos principais eventos do setor de frutas e hortaliças na Europa, tem sido um ponto estratégico para a introdução de novas tecnologias no mercado italiano.

A participação de empresas internacionais no evento reflete o interesse crescente por soluções mais simples, seguras e eficientes no processo de amadurecimento.

Mercado italiano entra em fase de expansão estruturada

Apesar de ainda estar em estágio inicial para algumas tecnologias, o mercado italiano apresenta alto potencial de crescimento, impulsionado por:

  • Forte volume de importações de frutas
  • Aumento do consumo interno
  • Exigências rigorosas de qualidade e rastreabilidade
  • Expansão de cadeias logísticas mais complexas
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Atualmente, as bananas lideram a aplicação de tecnologias de amadurecimento, mas o avanço do abacate e o fortalecimento do caqui ampliam as oportunidades no setor.

Simplicidade e segurança ganham prioridade nas operações

Com o aumento da complexidade logística, operadores buscam soluções que combinem eficiência operacional com segurança.

Sistemas que permitem a geração controlada de etileno diretamente nas câmaras de amadurecimento têm se destacado por:

  • Reduzir riscos operacionais
  • Eliminar o uso de cilindros de gás comprimido
  • Facilitar o cumprimento de normas regulatórias
  • Garantir maior uniformidade no amadurecimento
Parcerias locais fortalecem expansão no país

A expansão de tecnologias no mercado italiano também passa pela formação de parcerias com empresas locais, especialmente em regiões estratégicas como Úmbria e Sicília.

Essa aproximação facilita a adaptação das soluções às necessidades do mercado e fortalece a presença comercial no país.

Itália se consolida como próximo polo estratégico na Europa

Com discussões já em andamento e crescimento projetado no curto prazo, a Itália desponta como um dos principais focos de expansão para empresas do setor de pós-colheita.

O avanço do consumo, aliado à necessidade de maior controle operacional, indica que o país entra em uma nova fase, marcada pela profissionalização e pela adoção de tecnologias voltadas à eficiência e qualidade na cadeia de frutas frescas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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