Tribunal de Justiça de MT

Corregedoria promove treinamento sobre Projeto Cartório Inclusivo

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Com o intuito de sensibilizar notários, registradores e prepostos sobre o Projeto Cartório Inclusivo a Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) promove o treinamento Projeto Cartório Inclusivo – Integrar Para Valorizar. O curso será realizado na próxima sexta-feira (09/08), a partir das 14h, de maneira virtual pela Plataforma Microsoft Teams.
 
 
No encontro online serão apresentados os objetivos do projeto, promovendo a compreensão e a conscientização sobre a importância da inclusão e diversidade.
 
O Cartório Inclusivo tem a proposta de oferecer oportunidades de emprego e reintegração social e econômica para vítimas de violência doméstica, bem como estabelecer um ambiente laboral inclusivo e seguro dentro dos cartórios, proporcionando treinamento e acolhimento para essas mulheres.
 
“Esta é uma ação que já estava programada quando assinamos o Termo de Cooperação Técnica para realização do projeto. O nosso intuito é difundir as informações sobre o projeto para os cartorários”, explica o juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Calmon de Almeida Cezar.
 
Programação – O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva participará da abertura às 14h, dando boas-vindas aos participantes. A primeira palestra de apresentação do projeto será proferida pelo juiz auxiliar, Eduardo Calmon. Em seguida a juíza da 1ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves, discorrerá sobre o tema “Violência Doméstica – Lei Maria da Penha N. 11.340/2006”.
 
Encerrando o evento, a servidora e graduada em Pedagogia, Direito e Psicologia, Marina Lopes de Almeida abordará o tema: “Acolhimento na reintegração social e Econômica das mulheres vítimas de Violência quando do recebimento na Serventia”.
 
Projeto – O Cartório Inclusivo tem o propósito de oferecer oportunidades de emprego e estágio, capacitação profissional, um ambiente de trabalho seguro e inclusivo e reintegração social e econômica para vítimas de violência doméstica de todo o Estado.
 
Em abril o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Corregedoria e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar d Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), assinou o Termo de Cooperação Técnica com representantes da classe dos Notários e Registradores de Mato Grosso para viabilizar Cartório Inclusivo – Integrar Para Valorizar.
 
A meta prevista de contratação e capacitação de vítimas de violência doméstica, em especial mulheres, é de até 10% das funções nos cartórios extrajudiciais. Para a execução das atividades previstas no Termo de Cooperação Técnica, não há transferência de recursos.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto1: Print da capa do formulário de inscrição do curso. De um lado há a imagem de duas mãos, no meio delas um desenho do contorno de bonequinhos coloridos segurando as mãos e formando um círculo. Abaixo é possível ler: Projeto Cartório Inclusivo – Integrar Para Valorizar. Do outro lado está escrito “Inscreva-se.”
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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