Agro News

CRV Industrial reforça eficiência e sustentabilidade nos preparativos para a safra 2026 em Carmo do Rio Verde

Publicado

A CRV Industrial, localizada em Carmo do Rio Verde (GO), intensifica os preparativos para a safra 2026 após encerrar o ciclo 2025/26 com resultados estáveis nos âmbitos agrícola e industrial. Durante o período de entressafra, a companhia tem concentrado esforços em treinamentos técnicos, capacitação de equipes e aprimoramento de processos, além de consolidar investimentos voltados à eficiência e à competitividade.

Desafios climáticos impactaram o desempenho agrícola

Durante a última safra, a unidade processou 1,57 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Apesar do volume expressivo, o desempenho agrícola foi afetado por condições climáticas adversas, especialmente o estresse hídrico, que comprometeu o desenvolvimento da cana-planta e das socas de final de safra.

O aumento na incidência de pragas de solo, como a cigarrinha-da-raiz, e de doenças associadas ao complexo da murcha, também exigiu ações de manejo mais rigorosas. Mesmo assim, a empresa manteve regularidade no fornecimento de matéria-prima e continuidade operacional, com foco na mitigação dos impactos climáticos.

Indicadores técnicos mantêm estabilidade operacional

O Açúcar Total Recuperável (ATR) médio da safra foi de 119,90, resultado influenciado pelas condições do campo. Embora abaixo do potencial esperado, o indicador reflete previsibilidade nos processos industriais e preservação da qualidade produtiva, demonstrando equilíbrio operacional diante das adversidades.

Leia mais:  Mercado muda de rumo em meio ao início do plantio e pressão internacional
Produção industrial e custos sob controle

Na área industrial, a CRV Industrial produziu 2.391.586 sacas de açúcar e 46.128.884 litros de etanol, mantendo o mix produtivo planejado no início do ciclo, sem necessidade de ajustes significativos.

A gestão de custos também foi um ponto de atenção. Houve um aumento de cerca de 10% nos custos operacionais, principalmente devido ao encarecimento de insumos agrícolas e manutenções industriais.

Mesmo com esse cenário, a empresa manteve índices de eficiência agrícola e industrial próximos aos da safra anterior, reforçando a disciplina financeira e a capacidade de adaptação.

Investimentos em infraestrutura e energia elevam produtividade

Entre os destaques do último ciclo estão os investimentos estruturantes no campo, que vêm contribuindo para maior sustentabilidade e produtividade. A ampliação da área irrigada tem garantido melhor desempenho dos canaviais, enquanto a eletrificação da bacia de vinhaça — com a substituição de motores a diesel por motores elétricos — já mostra redução no consumo de combustível e nos custos operacionais.

Perspectivas para a safra 2026: foco em eficiência e disciplina financeira

Para o novo ciclo, a CRV Industrial projeta início da moagem dentro do calendário habitual e canaviais com base produtiva sólida, sustentando níveis consistentes de ATR e TCH.

Leia mais:  Exportações de carne suína do Paraná batem recorde para março e impulsionam desempenho do agro

Sem planos de expansão de área ou aumento da capacidade industrial, a estratégia segue centrada na eficiência dos ativos, gestão rigorosa de custos e preservação de caixa.

Com o mercado internacional de açúcar apresentando maior volatilidade, o etanol no mercado doméstico deve se consolidar como um importante pilar de sustentação das margens. Nesse contexto, a empresa adota uma postura prudente, priorizando a qualificação contínua das equipes, a padronização de processos e a gestão de riscos, garantindo segurança e solidez operacional para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Queda da ureia não estimula compras e mercado segue travado com incertezas globais

Publicado

O mercado de ureia segue em trajetória de queda nos portos brasileiros, mas o recuo recente ainda não foi suficiente para estimular uma retomada consistente das compras. O cenário reflete a combinação entre demanda global enfraquecida, cautela dos compradores e impactos logísticos persistentes decorrentes do conflito no Oriente Médio.

De acordo com análise da StoneX, os preços do fertilizante acumulam desvalorização de cerca de 14% nas últimas quatro semanas, com indicações recentes abaixo de US$ 700 por tonelada. Apesar da correção, o nível de preços ainda é considerado elevado e mantém o mercado em postura defensiva.

Mercado de nitrogenados ainda opera sob pressão global

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, a sequência de quedas recentes reflete diretamente o enfraquecimento da demanda em diversos países, incluindo o Brasil.

“Pela quarta semana consecutiva, os preços da ureia recuaram nos portos brasileiros. Esse movimento baixista recente está diretamente associado a uma demanda significativamente enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil”, afirmou.

Mesmo com a queda recente, os preços ainda permanecem cerca de 43% acima dos níveis registrados antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o que mantém o mercado distante de um equilíbrio anterior às tensões geopolíticas.

Leia mais:  Safra de caqui no Paraná ganha força, movimenta R$ 18,2 milhões e impulsiona exportações da fruta
Oferta restrita e logística seguem como fatores de suporte

A correção nas cotações também encontra limites no lado da oferta. O mercado global de nitrogenados segue pressionado por restrições logísticas e dificuldades no fluxo internacional.

Segundo Pernías, o cenário continua sensível devido às condições no Estreito de Ormuz, que segue operando de forma limitada, afetando o transporte global de fertilizantes e outros insumos.

“Correções mais profundas tendem a ser limitadas pelas atuais condições do mercado global de nitrogenados. A oferta segue restrita, enquanto os entraves logísticos associados ao conflito continuam afetando o fluxo global do produto”, destacou.

Compradores adotam postura defensiva e adiam aquisições

Apesar da redução recente nos preços, o volume de negociações internacionais permanece baixo. As relações de troca seguem desfavoráveis, o que reduz o apetite dos compradores e contribui para o adiamento de decisões de compra.

No mercado global, a estratégia predominante tem sido de cautela, com agentes aguardando maior clareza sobre os rumos das cotações.

“Os elevados níveis de preços ainda observados têm levado os compradores a adotar uma postura defensiva, marcada por cautela e pela preferência em adiar decisões de compra”, explicou o analista.

Mercado brasileiro aguarda pico de demanda no segundo semestre

No Brasil, o adiamento das compras ainda é possível no curto prazo, já que o pico sazonal de demanda por nitrogenados ocorre tradicionalmente no segundo semestre. No entanto, especialistas alertam que essa estratégia não deve se prolongar indefinidamente.

Leia mais:  Exportações de carne suína do Paraná batem recorde para março e impulsionam desempenho do agro

A expectativa da StoneX é de retorno gradual dos compradores ao mercado nos próximos meses, seja para recomposição de estoques, seja para garantir insumos para as próximas safras.

Mesmo com a recente queda das cotações, o cenário ainda não atingiu o patamar esperado por compradores que optaram por postergar aquisições desde o início do conflito no Oriente Médio, mantendo o mercado de ureia em um ambiente de incerteza e baixa liquidez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana