Tribunal de Justiça de MT

Curso fortalece atuação jurídica e eleva qualidade das contratações no Judiciário de MT

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Com foco na melhoria da gestão pública e na segurança jurídica das decisões administrativas, teve início nesta segunda-feira (27), na Escola dos Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o curso “Assessoria Jurídica em Contratações Públicas”. A capacitação segue até terça-feira (28) e reúne servidores de diferentes áreas envolvidos nos processos de contratação, em uma proposta que alia teoria e prática para aprimorar a atuação institucional.

Com carga horária de 16 horas, o curso aborda de forma aprofundada a análise jurídica das contratações públicas, com base nas diretrizes da Lei nº 14.133/2021. A formação busca qualificar a elaboração de pareceres, fortalecer a interpretação da legislação vigente e contribuir para decisões mais seguras e eficientes no âmbito do Judiciário.

Nova lei amplia papel da assessoria jurídica

Instrutora do curso, a consultora e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Christianne Stroppa, destaca que a nova legislação trouxe mudanças significativas para a atuação da assessoria jurídica.

Segundo ela, o papel desses profissionais foi ampliado e passou a ir além da análise da legalidade dos processos. “A assessoria jurídica hoje não analisa apenas a validade, mas também a efetividade da contratação. Ela auxilia inclusive na gestão de riscos, contribuindo para que o processo atenda melhor ao interesse da coletividade e evite erros futuros”, explicou.

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A especialista também ressaltou que uma contratação bem estruturada impacta diretamente na qualidade dos serviços prestados. “Não se trata apenas de buscar o menor preço, mas de garantir um objeto que agregue valor à administração. Isso reflete na entrega de serviços mais eficientes à sociedade”, afirmou.

Outro ponto destacado por Stroppa é a importância da qualificação contínua dos servidores. “Hoje há uma preocupação maior com a capacitação e com o conhecimento dos processos. Isso se reflete, por exemplo, na participação expressiva dos servidores, que buscam esclarecer dúvidas e tomar decisões mais acertadas”, completou.

Integração entre setores fortalece resultados

A capacitação reúne não apenas assessores jurídicos, mas também servidores das áreas de auditoria, controle interno e setores demandantes, promovendo uma visão integrada dos processos de contratação.

Para o assessor técnico-jurídico de licitação do TJMT, Anderson Gabriel Albues, o curso é essencial para alinhar práticas e atualizar conhecimentos. “É de extrema relevância não só para a assessoria jurídica, mas para todos os atores que compõem o processo de contratação no Tribunal. A formação agrega muito ao nosso dia a dia, especialmente diante das alterações legislativas e das exigências dos órgãos de controle”, destacou.

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Ele também enfatizou que o aprimoramento dos processos de contratação impacta diretamente na atividade final do Judiciário. “A gente consegue, por meio dessas melhorias, viabilizar uma entrega mais efetiva do serviço judicial, que é o nosso objetivo principal”, disse.

A auditora interna do TJMT, Luciana Mendes, reforçou a importância da troca de experiências entre as áreas. “A capacitação aborda o papel da assessoria jurídica, do controle interno e da auditoria, dentro das linhas de governança das contratações. Isso contribui não só para o nosso trabalho, mas para todas as unidades aqui reunidas”, afirmou.

Segundo ela, o uso de exemplos práticos durante o curso tem sido um diferencial. “A facilitadora traz muitos casos concretos, inclusive de Tribunais de Contas, o que ajuda muito na aplicação do conteúdo no dia a dia e no aprimoramento das nossas atividades”, completou.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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