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Demanda interna de milho no Brasil deve bater recorde com avanço do etanol e pressão climática

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A demanda interna de milho no Brasil deve alcançar um novo patamar recorde neste ano, com projeção de cerca de 100 milhões de toneladas, segundo estimativas da Pátria AgroNegócios. O volume representa alta de 11,11% em relação ao consumo do ano anterior, estimado em 90 milhões de toneladas, e reforça o papel estratégico do cereal na economia agrícola brasileira.

Etanol de milho lidera crescimento da demanda

Um dos principais motores dessa expansão é o avanço das usinas de etanol de milho, que vêm ampliando significativamente sua participação na absorção do grão no mercado doméstico.

De acordo com projeções do Rabobank, a demanda por milho destinada à produção de etanol no Brasil deve atingir cerca de 27,5 milhões de toneladas em 2026, crescimento de aproximadamente 20% em relação ao ciclo anterior.

O movimento é impulsionado pela expansão de novas plantas industriais, inicialmente concentradas no Mato Grosso e agora avançando para regiões como Bahia e Piauí, além de áreas do oeste mato-grossense. O principal fator de viabilidade, segundo análises de mercado, é a competitividade do preço do etanol nessas localidades, que compensa desafios logísticos e limitações de oferta.

Ração animal segue como principal destino do milho

Apesar do avanço do setor de biocombustíveis, a indústria de ração animal continua sendo o maior consumidor de milho no Brasil, respondendo por cerca de 60% do total do consumo interno, segundo dados da Abramilho.

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Dentro desse segmento, a avicultura lidera a demanda, com aproximadamente 32% de participação, seguida pela suinocultura, com cerca de 15%.

O setor também vem passando por mudanças estruturais, com maior uso de subprodutos da indústria do etanol, como o DDG (grãos secos de destilaria), que ganha espaço nas formulações de rações devido ao custo competitivo e valor nutricional. O sorgo também aparece como alternativa complementar na alimentação animal.

Produção cresce, mas clima preocupa produtividade

Nos últimos dez anos, a produção brasileira de milho praticamente dobrou, impulsionada principalmente pela expansão da segunda safra (safrinha), que já representa cerca de 70% da produção nacional.

Apesar disso, especialistas alertam para riscos climáticos. O atraso no plantio da soja pode comprometer a janela ideal do milho safrinha, aumentando a exposição a períodos mais secos.

Regiões como Goiás, Minas Gerais, norte de São Paulo, Bahia e partes do Mato Grosso do Sul já enfrentam restrição de chuvas, cenário que pode afetar o potencial produtivo.

No Mato Grosso, principal estado produtor, houve leve melhora de produtividade recente, com estimativas subindo de 116,61 para 118,71 sacas por hectare, segundo consultorias de mercado. A produção estadual é projetada em 52,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,81% frente às estimativas anteriores.

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Expansão das usinas fortalece consumo interno

A proposta de elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% também é vista como fator adicional de sustentação da demanda.

O crescimento das usinas de etanol de milho reforça essa tendência. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 unidades em operação, das quais 11 são plantas flex, capazes de processar milho e cana-de-açúcar.

A capacidade instalada do setor deve chegar a 12,6 bilhões de litros até a safra 2025/26, com produção estimada em 9,6 bilhões de litros, segundo projeções do mercado.

Logística e frete reforçam competitividade do setor

Outro fator que favorece a indústria de etanol de milho é a alta do frete interno no Brasil, que em algumas regiões chegou a subir cerca de 20%.

Como a maior parte das usinas está localizada próxima às áreas produtoras, o impacto logístico é menor, o que aumenta a competitividade na compra do milho frente a outros destinos, como a exportação.

Esse cenário fortalece ainda mais a demanda doméstica, reduz a dependência do mercado externo e consolida o milho como um dos principais pilares da cadeia de biocombustíveis e proteínas no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais batem recorde de US$ 19,9 bilhões em 2025

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O Governo de Minas Gerais publicou a 17ª edição do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais, estudo elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) que apresenta um retrato completo das exportações agropecuárias do estado em 2025.

A publicação, disponibilizada em português e inglês, reúne dados estratégicos sobre os principais produtos exportados pelo agronegócio mineiro e analisa o comportamento das transações internacionais entre 2019 e 2025. O objetivo é ampliar a compreensão do cenário comercial e auxiliar empresas, entidades e gestores públicos na identificação de oportunidades de mercado.

Agronegócio mineiro alcança maior resultado da série histórica

Segundo o levantamento, o agronegócio de Minas Gerais registrou exportações recordes de US$ 19,9 bilhões em 2025, resultado que representa crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior e o melhor desempenho desde o início da série histórica, em 1997.

Com isso, o agro passou a responder por 43,4% de todas as exportações do estado, consolidando-se pelo segundo ano consecutivo como o principal segmento exportador da economia mineira.

De acordo com a assessora técnica da Seapa-MG, Manoela Teixeira, o monitoramento contínuo do comércio exterior é fundamental para compreender os avanços do setor e direcionar estratégias futuras.

“Ao reunir séries históricas de Minas Gerais e do Brasil, o documento permite compreender não apenas os resultados anuais, mas também os fatores que sustentam a competitividade do setor no médio e no longo prazo”, destaca.

Receita cresce mesmo com redução no volume exportado

O estudo mostra que, apesar da redução de 4,3% no volume embarcado — totalizando 16,3 milhões de toneladas —, o agronegócio mineiro conseguiu ampliar significativamente a receita obtida com as exportações.

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Segundo a Seapa-MG, o desempenho reflete uma inserção internacional mais qualificada, impulsionada pela valorização de produtos estratégicos, preços médios mais elevados e maior capacidade de agregação de valor nas exportações.

Café lidera exportações do agro mineiro

O café permaneceu como o principal produto do agronegócio exportado por Minas Gerais em 2025, respondendo por 57,1% de toda a receita cambial do setor.

Além do café, os segmentos com maior participação nas exportações foram:

  • Complexo soja;
  • Complexo sucroalcooleiro;
  • Carnes;
  • Produtos florestais.

Juntos, esses cinco grupos representaram 96,3% das exportações agropecuárias mineiras no período.

Segundo Manoela Teixeira, o resultado demonstra a força das cadeias produtivas já consolidadas no estado e a competitividade internacional do agro mineiro.

China segue como principal destino das exportações

A China manteve a liderança entre os principais parceiros comerciais do agronegócio de Minas Gerais, com movimentação de US$ 4,6 bilhões em commodities agrícolas.

Na sequência aparecem:

  • Estados Unidos: US$ 1,9 bilhão;
  • Alemanha: US$ 1,9 bilhão;
  • Itália: US$ 1,1 bilhão;
  • Japão: US$ 1 bilhão.
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Ao todo, Minas Gerais realizou negócios com 178 países ao longo de 2025, reforçando a diversificação dos mercados compradores e a relevância internacional do agro estadual.

Publicação auxilia estratégias do setor agropecuário

Além de consolidar indicadores econômicos, o Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais 2026 também funciona como ferramenta técnica para subsidiar decisões públicas e privadas.

O material oferece análises sobre competitividade, dinâmica dos mercados internacionais e impactos das mudanças nas políticas comerciais globais, contribuindo para o planejamento estratégico do setor agropecuário mineiro em um ambiente cada vez mais competitivo e regulado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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