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Em Campo Grande, Casa do Homem Pantaneiro é reinaugurada com o espaço Conexões Sem Fronteiras

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, reinauguraram, nesta segunda-feira (23/3), a Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas. O evento marcou a abertura do espaço Conexões Sem Fronteiras, que ocupará o imóvel durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês).

Coordenado pelo MMA, o espaço servirá como ponto de encontro entre cultura, ciência e conservação ao oferecer debates, exposições, cinema imersivo e gastronomia típica pantaneira. “Eu já entrei e senti a energia da casa, da mulher e do homem pantaneiro, porque aqui tem cultura. É um exemplo de como podemos usar os recursos sem destruir, por meio de um trabalho colaborativo entre Governo do Brasil, governo estadual, prefeitura, universidades e organizações da sociedade civil. Nesta casa, não vamos ter fronteira”, afirmou a ministra.

A reabertura ocorre após mais de uma década de fechamento do imóvel. Segundo a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, a Casa acolherá a alta demanda de propostas enviadas ao ministério para a Conferência. “Recebemos 84 propostas de eventos e nosso Espaço Brasil [na Zona Azul da COP15] comportava apenas 25. Por isso, deslocamos parte dessa programação para o Conexões Sem Fronteiras”, explicou.

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Além de exposições fotográficas, um dos destaques é uma experiência imersiva com vídeos e imagens da biodiversidade do Pantanal, em um ambiente que integra também elementos tradicionais, como o berrante. “Foram investidos R$ 400 mil na Casa do Homem Pantaneiro. Nossa intenção é que a exposição permaneça após a COP15, consolidando esta como um espaço permanente de educação ambiental”, destacou o governador Eduardo Riedel.

Conservação do Pantanal

A reinauguração ocorre no contexto de avanços concretos para o bioma. No domingo (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que ampliam o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e a Estação Ecológica (ESEC) de Taiamã.

Para o presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Coronel Ângelo Rabelo, as medidas são uma vitória para a biodiversidade. “O impacto é altamente positivo, pois amplia áreas com populações saudáveis de onças-pintadas que integram um grande corredor ecológico, reunindo Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), como as da Serra do Amolar. Teremos um conjunto de áreas protegidas que ultrapassará meio milhão de hectares, tornando-se referência mundial”, apontou.

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O espaço Conexões Sem Fronteiras terá entrada gratuita e funcionará até o próximo domingo (29/3).

Acesse aqui a programação do espaço Conexão sem Fronteiras.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mato Grosso quer transformar liderança na produção de algodão em potência da indústria têxtil

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Maior produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 71% da produção nacional, Mato Grosso pretende dar um novo passo no desenvolvimento do agronegócio: transformar sua liderança no campo em protagonismo também na indústria têxtil.

Para alcançar esse objetivo, o Governo do Estado lançou um programa de incentivo à verticalização da cadeia produtiva do algodão, criando mecanismos para estimular a instalação de indústrias de fiação, tecelagem e confecção em território mato-grossense.

A iniciativa busca reduzir a exportação de matéria-prima sem processamento, ampliar a agregação de valor à produção e fortalecer a economia regional por meio da industrialização.

Programa incentiva instalação de indústrias têxteis

Anunciado pelo governador Otaviano Pivetta, o novo modelo permitirá que produtores rurais transfiram créditos acumulados de ICMS para indústrias instaladas em Mato Grosso, reduzindo custos tributários e aumentando a competitividade do setor industrial.

A expectativa é atrair novos investimentos, ampliar o parque fabril e consolidar um ambiente mais favorável para empresas ligadas à cadeia têxtil.

Hoje, apesar da liderança absoluta na produção de algodão, apenas cerca de 3% da pluma produzida no Estado passa por processamento industrial local. A maior parte segue para outros estados ou é destinada ao mercado internacional, onde recebe maior valor agregado.

Verticalização busca gerar empregos e fortalecer economia

Além da transferência de créditos tributários, o programa prevê instrumentos como diferimento, suspensão e créditos presumidos de ICMS em diferentes etapas da cadeia produtiva. A regulamentação ocorrerá de forma alinhada à implementação da reforma tributária nacional.

A proposta complementa políticas já existentes, como os incentivos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o algodão destinado às indústrias de fiação instaladas no Estado.

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Segundo o governo estadual, o objetivo é estimular a formação de polos industriais próximos às regiões produtoras, promovendo a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico no interior.

Estado reúne condições para ampliar parque industrial

Além da ampla oferta de matéria-prima, Mato Grosso apresenta fatores considerados estratégicos para a expansão da indústria têxtil, como disponibilidade de energia, melhoria da infraestrutura logística e potencial para qualificação da mão de obra.

A avaliação é que esses diferenciais colocam o Estado em posição favorável para se tornar um dos principais polos da indústria têxtil da América Latina.

Campo Verde demonstra potencial da industrialização

O município de Campo Verde já representa um exemplo do potencial de verticalização da cadeia do algodão em Mato Grosso.

A cidade concentra cinco indústrias voltadas à fiação e ao beneficiamento da fibra e responde atualmente por cerca de 6% da produção nacional de fios de algodão, tornando-se referência para novos investimentos no setor.

Outro fator que reforça esse cenário é a implantação do terminal ferroviário da Rumo, em Dom Aquino, cuja capacidade estimada de movimentação chega a 10 milhões de toneladas por ano, fortalecendo a logística para escoamento da produção industrial.

Interior deve concentrar novos investimentos

A estratégia do governo estadual vai além dos municípios já consolidados na produção agrícola.

O programa pretende estimular a instalação de indústrias em diferentes regiões de Mato Grosso, incentivando a criação de polos de tecelagem, malharia e confecção próximos às áreas produtoras de algodão.

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A expectativa é descentralizar o desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de emprego e aumentar a participação da indústria na economia estadual.

Novo ciclo para a cotonicultura mato-grossense

Especialistas avaliam que o incentivo à verticalização representa uma nova etapa para a cadeia do algodão em Mato Grosso.

Após décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia e ganhos de produtividade no campo, o desafio passa a ser transformar parte da matéria-prima produzida no Estado em produtos industrializados de maior valor agregado.

A trajetória da cotonicultura mato-grossense já foi impulsionada por iniciativas como a criação do Proalmat e do Facual, em 1997, programas considerados fundamentais para consolidar o crescimento da atividade.

Agora, o foco está em ampliar a participação da indústria dentro da cadeia produtiva.

Agregar valor para manter riqueza dentro do Estado

Com uma safra superior a 6,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e aproximadamente 1,5 milhão de hectares cultivados, Mato Grosso domina a produção nacional da fibra.

O próximo desafio é fazer com que uma parcela cada vez maior dessa produção seja transformada dentro do próprio Estado, convertendo matéria-prima em fios, tecidos, confecções, empregos, renda e maior arrecadação para a economia mato-grossense.

A verticalização da cadeia produtiva desponta, assim, como uma das principais estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio e fortalecer o desenvolvimento industrial de Mato Grosso nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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