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Em Salvador, MCTI visita o Centro de Competência em Tecnologias Quânticas

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Em Salvador, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, e o secretário de Desenvolvimento Tecnológico do MCTI, Daniel Almeida, visitaram nesta quinta-feira (7) as instalações do SENAI CIMATEC, um dos principais centros de tecnologia do país. A instituição é especializada no desenvolvimento de pesquisas e soluções para a indústria e para micro, pequenas e médias empresas.

O local é composto por um Centro Tecnológico, uma Universidade e uma Escola Técnica, que operam em sinergia, com foco na pesquisa, desenvolvimento e inovação, oferecendo soluções de ponta para a indústria. Essas unidades atuam em 44 áreas de competência tecnológica.

O MCTI é parceiro do SENAI CIMATEC em diversas iniciativas e projetos, entre eles o Centro de Competência em Tecnologias Quânticas (QuIIN), que foi visitado pela comitiva do ministério. O local recebeu um investimento de R$ 60 milhões do MCTI, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), organização social da pasta.

A comitiva do MCTI, recepcionada pelas gerentes executivas do SENAI CIMATEC, Tatiana Ferraz e Liou Chin, conheceu as instalações e assistiu a uma apresentação sobre o ecossistema de projetos do centro.

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A ministra destacou a importância de centros como o SENAI CIMATEC para a formação de especialistas em inovação e para a geração de emprego e renda de qualidade.

“Esse laboratório é estratégico, disruptivo por tratar das tecnologias quânticas. Fiquei muito feliz em saber dos avanços e que, cada vez mais, vamos desenvolver e avançar no domínio tecnológico de uma área tão estratégica, que enfrenta vários desafios no Brasil”, disse.

Luciana Santos completou, afirmando que iniciativas como essa contribuem para o desenvolvimento do país. “Acreditamos nessa missão cumprida pelos nossos pesquisadores e alunos, e queremos construir um futuro digital seguro”.

A coordenadora do QuIIN, a professora Valéria Loureiro, explicou o funcionamento do laboratório e ressaltou a importância da parceria com o MCTI para o sucesso do projeto. Atualmente, o laboratório de tecnologias quânticas conta com 75 pesquisadores e bolsistas, além de 10 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em execução.

“Muita coisa que a gente faz aqui é graças ao fomento do MCTI e à infraestrutura que temos. Acreditamos que nossa missão é levar tecnologias quânticas para a indústria, para que o nosso país tenha soberania digital”, pontuou a coordenadora.

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O SENAI CIMATEC possui expertise em tecnologias integradas, incluindo automação, gestão, logística, setor automotivo, petróleo e gás, mineração, empreendedorismo, computação, inteligência artificial, educação, mecânica, saúde e química.

A gerente executiva, Liou Chin, fez uma apresentação sobre o apoio dado pelo CIMATEC à construção do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). “Nossa contribuição envolveu dois projetos: o projeto do Centro Nacional de IA para a Indústria Nacional, que garante a soberania nacional, e o projeto Integra+Indústria”, contou.

“Queremos usar a estrutura do CIMATEC para impulsionar esse projeto por meio da formação de talentos. Há ainda um número reduzido de profissionais na área de IA. Nosso objetivo é formar especialistas nessa área. Existe uma grande oportunidade para o uso de IA no mercado, com potencial para gerar produtividade e competitividade”, finalizou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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