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Golpe do falso advogado: operação nacional prende suspeitos no Rio de Janeiro e no Ceará

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Brasília, 23/10/2025 – A Polícia Civil de Santa Catarina (PC/SC) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Litis Simulatio para desarticular uma associação criminosa especializada no golpe do falso advogado. Foram expedidos 25 mandados de busca domiciliar e 16 de prisão temporária, cumpridos no Ceará e no Rio de Janeiro, contra suspeitos e pessoas que receberam valores ilícitos em suas contas bancárias.

A ação contou com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a colaboração das polícias civis do Ceará (CE) e do Rio de Janeiro (RJ). O grupo tinha como alvos pessoas com processos judiciais em andamento, especialmente ações previdenciárias, precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs).

As investigações começaram após a denúncia de uma vítima em Florianópolis (SC), que acreditou estar pagando “taxas” e “custas processuais” inexistentes em um processo contra o estado de SC. A mulher transferiu cerca de R$ 270 mil aos criminosos, que se apresentaram como advogados ou secretárias de escritórios fictícios.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, essa é uma nova modalidade de fraude, que tem chamado a atenção. “Criminosos estão se fazendo passar por advogados, utilizando informações reais de processos judiciais para enganar vítimas e induzi-las a transferir valores sob falsas promessas de recebimento de indenizações, geralmente em processos trabalhistas, previdenciários ou cíveis. Após o envio do dinheiro, encerram a comunicação e desaparecem”, explicou.

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Sarrubbo destacou ainda a atuação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP. “Nosso trabalho é combater todo e qualquer esquema de fraude digital e disseminar organizações criminosas que exploram fragilidades nos sistemas tecnológicos e financeiros. Mantemos uma ação conjunta com as Polícias Civis para identificar criminosos virtuais, recuperar ativos obtidos ilegalmente e promover mais segurança à sociedade”, disse.

Legislação

Os investigados poderão responder por estelionato (art. 171 do Código Penal), com pena de um a cinco anos de reclusão e multa, perdendo ser aumentada em até 2/3 quando o crime é cometido contra idoso ou por meio eletrônico; associação criminosa (art. 288 do Código Penal), punida com reclusão de um a três anos; e, conforme o avanço das apurações, lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei 9.613/1998), cuja pena varia de três a dez anos de reclusão e multa.

Considerando o concurso de crimes e a prática reiterada, as penas podem ultrapassar 15 anos de prisão, além de sanções pecuniárias e perda dos bens obtidos com as fraudes.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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