Tribunal de Justiça de MT

Hospital com falhas desde 2013 deve ser regularizado para garantir segurança de pacientes

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.O Hospital Municipal Samuel Greve, em Mirassol D’Oeste, deverá passar por reformas e adequações estruturais após decisão judicial confirmada pela Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, que rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pelo Município e manteve sentença que determinou a adoção de medidas para regularizar as condições da unidade de saúde, em razão de omissões administrativas constatadas desde 2013.

A condenação decorre de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual, após sucessivas inspeções realizadas por órgãos como Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e Comissão de Saúde da Câmara Municipal, que identificaram falhas sanitárias, estruturais e funcionais graves no hospital, mesmo após a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que não foi cumprido de forma efetiva.

Em sua defesa, o Município sustentou que a sentença seria nula por ter sido proferida de forma monocrática, sem apreciação colegiada, e por violar os princípios da separação dos poderes e da reserva possível, ao impor obrigações que impactariam o orçamento municipal. Também afirmou que o hospital permanece em funcionamento e que já teria adotado diversas medidas de melhoria, o que descaracteriza a omissão.

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Esses argumentos, no entanto, foram afastados pela relatora, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. Ela destacou que a decisão foi devidamente fundamentada com base na jurisprudência do STJ e do STF, e que a atuação judicial se justifica diante da “situação precária e irregular” do hospital, mantida por anos sem solução efetiva.

A magistrada ressaltou que o funcionamento do hospital, por si só, não afasta o reconhecimento da omissão estatal. “Funcionamento precário não significa regularidade, tampouco legitima a continuidade de risco à integridade dos usuários”, registrou no voto.

Ela também afastou a alegação de ofensa à separação dos Poderes, explicando que o Judiciário não está determinando como o Município deve agir, mas apenas exigindo resultados mínimos vinculados a direitos fundamentais previstos na Constituição. “O que se impõe é a obrigação de atingir os resultados exigíveis e não a forma como o administrador os alcançará”, afirmou.

Sobre o argumento orçamentário, a relatora lembrou que o Município não apresentou qualquer prova concreta da alegada incapacidade financeira, como documentos técnicos, pareceres ou relatórios contábeis. A simples menção à “reserva do possível”, segundo ela, não afasta a responsabilidade do Estado em garantir o direito à saúde. “Não há como se acolher alegação genérica e desprovida de qualquer comprovação técnica”, frisou.

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Processo nº 1003802-12.2019.8.11.0011

Autor: Flávia Borges

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Representantes de Mato Grosso participam de encontro nacional sobre adoção em Santa Catarina

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Seis mulheres posam lado a lado em frente ao painel oficial do ENAPA 2026, em Florianópolis (SC). O grupo representa a CEJA-MT e participa das atividades do encontro nacional sobre adoção e proteção integral.A equipe da Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Mato Grosso (CEJA-MT), vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/TJMT) participa do XXIX Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ENAPA 2026), realizado de 11 a 13 de junho, em Florianópolis (SC). O evento reúne famílias adotivas, pretendentes à adoção, adolescentes, especialistas e profissionais de todo o país para discutir ações voltadas ao fortalecimento da convivência familiar e comunitária.

Com o tema “Adoção e Proteção Integral: Afeto e construção de vínculos para uma cultura de pertencimento”, o encontro promove palestras, conferências, mesas redondas e rodas de conversa sobre temas relacionados à garantia do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar, prevenção de rupturas nos processos de adoção, acolhimento, adoção internacional, primeira infância, diversidade e proteção integral.

Representam a CEJA-MT a juíza auxiliar da CGJ e responsável pelos assuntos relacionados à adoção, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão, e a secretária-geral da Comissão, Elaine Zorgetti Pereira. A delegação conta ainda com a chefe de Divisão da CEJA-MT, Marielle Karina Nunes Ribeiro; a assistente social e gestora administrativa Ivone Leite Moreira Moura; a psicóloga Aretuza Wanesa de Deus Aburad Carvalhosa; e a assistente social Onizete Monteiro Martinez.

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A programação teve início nesta quinta-feira (11 de junho) com conferência sobre o direito à convivência familiar e comunitária e debates sobre o papel do afeto na construção dos vínculos familiares. Ao longo dos três dias, especialistas de diferentes áreas compartilham experiências e pesquisas sobre parentalidade, desafios da convivência familiar na era digital, adoção internacional, formação de pretendentes à adoção e proteção da primeira infância.

Promovido pelo Grupo de Apoio Adoção em Pauta (GAAP) e organizado pelo Instituto Hope House, o ENAPA é um dos principais fóruns nacionais dedicados à temática da adoção. O encontro busca fortalecer a articulação entre instituições, grupos de apoio, Poder Judiciário e sociedade civil para ampliar o acesso de crianças e adolescentes ao direito de viver em família.

“A participação da equipe da CEJA-MT permite acompanhar debates atuais, trocar experiências com profissionais de outras unidades da federação e conhecer iniciativas que podem contribuir para o aperfeiçoamento das ações desenvolvidas em Mato Grosso na área da adoção e da proteção integral à infância e à adolescência”, avalia a juiza auxiliar da CGJ.

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Autor: Alcione dos Anjos

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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